NACIONAL

Complementação da União ao Fundeb 2026 aumenta em R$ 47 mi

O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Fazenda (MF) publicaram, em 30 de abril, a Portaria Interministerial MEC/MF nº 6/2026, com a atualização das estimativas de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o exercício de 2026. De acordo com o documento, a previsão de arrecadação das receitas vinculadas ao Fundeb passou de R$ 370,29 bilhões para R$ 370,54 bilhões, um acréscimo de R$ 251,6 milhões. A norma também apresentou os demonstrativos do ajuste anual da União ao Fundeb para o exercício de 2025.

Com a revisão, o valor da complementação da União ao Fundo, considerando as modalidades Valor Anual por Aluno (VAAF), Valor Anual Total por Aluno (VAAT) e Valor Anual por Aluno Resultado (VAAR), foi ampliado em R$ 47 milhões, passando de R$ 69,240 bilhões para R$ 69,287 bilhões. Os novos valores mínimos fixados são de R$ 5.954,14 para o VAAF-MIN e R$ 10.193,74 para o VAAT-MIN. 

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Operacionalizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a complementação da União ao Fundeb tem como objetivo promover maior equidade na distribuição dos recursos da educação básica pública, além de incentivar melhorias na gestão educacional e nos indicadores de acesso, permanência e aprendizagem, contribuindo para a redução das desigualdades. 

Atualmente, nove estados e 1.757 municípios são beneficiados pela complementação VAAF. Por outro lado, enquanto a complementação VAAT alcança 2.546 municípios, a modalidade VAAR contempla 3.034 redes de ensino. 

A atualização dos valores foi realizada em cumprimento à Lei nº 14.113/2020, que regulamenta o novo Fundeb e estabelece a revisão periódica das estimativas das receitas vinculadas ao Fundo a cada quatro meses. A medida visa assegurar maior precisão na distribuição dos recursos e reduzir distorções no ajuste anual de contas. 

Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é um fundo permanente, de natureza contábil e de âmbito estadual, composto por 27 fundos (um para cada unidade da Federação). É formado por recursos provenientes de impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além de complementação da União. Os recursos do Fundeb são destinados exclusivamente à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica pública e à valorização dos profissionais da educação, independentemente de sua origem. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)  

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MEC amplia prazo de participação no Diagnóstico de Equidade Racial

O Ministério da Educação (MEC) ampliou o prazo de participação no Diagnóstico Equidade 2026. Agora, redes estaduais e municipais de ensino terão até o dia 15 de julho para preenchimento e envio das informações. O Diagnóstico faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e está disponível no módulo Pneerq do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). Até o momento, 89% dos questionários foram enviados (totalizando 4.967 municípios e 23 estados); 2% de preenchimento em andamento e 8% de questionários não foram iniciados.  

O Diagnóstico tem o objetivo de mapear os avanços e desafios das redes na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2009, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas. 

O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também tem a proposta de monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil.   

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Os eixos do diagnóstico estão organizados em dez dimensões temáticas: fortalecimento do marco legal; formação de gestores e profissionais da educação; gestão educacional; materiais didáticos e paradidáticos; currículo; financiamento; indicadores, avaliação e monitoramento; gestão democrática e mecanismos de participação social; educação escolar quilombola; e educação escolar indígena. 

Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, criada pela Portaria nº 470/2024, objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.   

São compromissos dessa política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de identificação e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas). 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi  

Fonte: Ministério da Educação

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