OPINIÃO

Não é ingratidão. É falta de comunicação / por Laice Souza

Por: Laice Souza

O marketing não faz milagres se você não construiu uma comunicação consistente.
Não venha reclamar que a população é ingrata porque não reconhece seu trabalho se você não valorizou a comunicação durante seus quatro anos de mandato.

Na campanha eleitoral, o marketing não faz milagres se você não construiu uma comunicação consistente ao longo da sua gestão ou da sua atuação no legislativo.

A percepção de que o gestor fez é fundamental para criar conceito.
Terminar a gestão bem avaliado é o primeiro passo para que a percepção do público seja favorável à sua candidatura. E isso não acontece por acaso. O resultado positivo se constrói com comunicação estratégica, contínua e bem executada durante todo o mandato.

A percepção de que o gestor fez é fundamental para criar conceito. E isso não se constrói apenas com vídeos em redes sociais. É resultado do uso inteligente e integrado de todos os meios: da mídia tradicional aos veículos alternativos, passando pelos grupos de WhatsApp.

É preciso impactar em todos os espaços para que o conceito seja consolidado. E mais importante: esse conceito precisa estar ancorado na verdade.

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Caso contrário, a pergunta será inevitável: por que só agora você apareceu? O que você fez durante esses quatro anos?
Em muitos casos, o político trabalhou, entregou resultados, mas falhou em comunicar. E quem não comunica, simplesmente não existe na percepção pública.

Um exemplo concreto disso é o trabalho de comunicação pública desenvolvido no Governo de Mato Grosso. Com uma estratégia estruturada, presença multicanal e foco em dar visibilidade às entregas reais da gestão, o governo alcançou 79% de avaliação positiva na última pesquisa divulgada neste mês pelo Instituto Veritá.

Esse resultado não é apenas fruto da execução administrativa, mas da capacidade de transformar ações em percepção, de fazer a população saber, entender e reconhecer o que está sendo feito.

Dar publicidade aos atos de gestão e prestar contas à sociedade sobre o uso do dinheiro público não é opcional, é obrigação constitucional. E mais do que isso: é uma decisão estratégica.

Faça bem feito ou vai se arrepender quando o resultado das urnas for divulgado.

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Laice Souza é secretária de Estado de Comunicação, jornalista e advogada.

Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do grupo folha de mato grosso.

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O empate que também ensina por Vânia Neves

O empate que também ensina

Por Vânia Neves

O empate da Seleção Brasileira na estreia da Copa do Mundo não era o resultado esperado pela torcida, mas o futebol também ensina por meio dos desafios. Em uma competição tão equilibrada, cada partida traz lições importantes, e este primeiro jogo mostrou que ainda há ajustes a serem feitos para que a equipe alcance seu melhor desempenho.

A partida evidenciou a necessidade de maior eficiência nas finalizações e mais tranquilidade nos momentos decisivos. Ao mesmo tempo, revelou uma equipe comprometida, que buscou o resultado até o fim e demonstrou disposição para superar as dificuldades encontradas em campo.

Outro aprendizado importante é reconhecer que não existem mais adversários fáceis em uma Copa do Mundo. As seleções chegam cada vez mais preparadas, exigindo concentração, estratégia e capacidade de adaptação durante os 90 minutos de jogo.

O mais importante agora é transformar esse empate em oportunidade de crescimento. Grandes campanhas são construídas com evolução e amadurecimento ao longo do torneio. Se souber aprender com os erros e valorizar os acertos, a Seleção Brasileira tem todas as condições de chegar mais forte para os próximos desafios.

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Vânia Neves é jornalista e assessora de imprensa 

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