TECNOLOGIA

Formação gratuita em programação no DF oferece bolsa e chance de residência tecnológica

Aprender a programar, conquistar renda durante os estudos e dar os primeiros passos em uma área com alta demanda no mercado de trabalho. Essa é a proposta do Programa Bolsa Futuro Digital — Residência Tecnológica em Desenvolvimento de Software, que está com inscrições abertas no Distrito Federal. A iniciativa oferece formação gratuita em tecnologia, com aulas presenciais e atividades on-line para jovens e adultos que desejam iniciar carreira na área. As inscrições seguem até 20 de abril e devem ser feitas pela internet. 

Com turmas previstas para diferentes regiões de Brasília, as aulas serão nos campi do Instituto Federal de Brasília (IFB), combinando conteúdos práticos e teóricos em duas trilhas: front-end, voltada à construção de interfaces, e back-end, focada na lógica e no funcionamento de sistemas. Durante o curso, os participantes recebem bolsa mensal de até R$ 200, com possibilidade de avançar para uma residência tecnológica com auxílio de até R$ 600 por mês. 

A proposta integra um conjunto de ações voltadas à formação de talentos em tecnologia no País, alinhadas à estratégia de transformação digital e ampliação da inclusão produtiva. A qualificação profissional em áreas como desenvolvimento de software tem sido apontada por políticas públicas como um dos caminhos para ampliar oportunidades, especialmente entre jovens. 

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Ascom/MCTI

O processo seletivo inclui teste de raciocínio lógico e avaliação de perfil, com o objetivo de identificar o potencial dos candidatos para a área de tecnologia. A seleção busca contemplar perfis diversos, priorizando a inclusão e o acesso à formação.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Governo do Brasil lança edital de arborização e mapeamento de ilhas de calor

O Governo do Brasil anunciou a destinação de R$ 19 milhões para o financiamento de projetos de arborização e da plataforma Geocau de mapeamento de calor. Os anúncios ocorreram durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes, em Brasília (DF). As ações integram o projeto CITinova II, estruturado por meio de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério das Cidades.

Nos últimos 11 anos, o mundo tem enfrentado os períodos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO). Esses impactos são sentidos mais intensamente nas cidades. Por isso, o edital ArborizaCidades alocará os R$ 19 milhões a partir do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Fundo Clima. A chamada pública é direcionada a municípios com população de 20 mil a 750 mil habitantes, com teto de R$ 2 milhões por projeto e prazo de execução de 36 meses.

Na área de monitoramento, o sistema Geocau foi desenvolvido com a Embrapa Agricultura Digital. A plataforma cruza dados de temperatura com a malha de setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permitindo a visualização de ilhas de calor em todos os municípios brasileiros. Como suporte, o governo lançou a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, composta por cinco volumes. A publicação contou com o trabalho de 580 autores e colaboradores de cerca de 90 instituições de todo o Brasil.

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Impactos climáticos

A coordenadora-geral de Ecossistemas e Biodiversidade (CGEB), Claudia Morosi Czarneski, relatou a centralidade das áreas urbanas no cenário climático. “É nelas que se concentra a maior parte da população, da atividade econômica e das emissões de gases de efeito estufa.” Segundo a coordenadora, os impactos climáticos, como enchentes e ondas de calor, afetam diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas.

Para mitigar esses efeitos, o governo utiliza Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Czarneski detalhou que “áreas verdes, corredores ecológicos, parques urbanos, arborização e sistemas naturais de drenagem são exemplos de intervenções que geram múltiplos benefícios: reduzem riscos, melhoram a qualidade de vida, fortalecem a resiliência e contribuem para a mitigação das mudanças climáticas”. Ela acrescentou que a expansão dessas áreas e a arborização podem reduzir as temperaturas e combater ilhas de calor.

Financiamento e articulação

A viabilização econômica das propostas é um dos eixos do projeto CITinova II. A coordenadora definiu a iniciativa como uma ação que “reconhece a complexidade dos desafios urbanos e busca integrar planejamento, governança e financiamento para promover transformações estruturais”.

Sobre a mobilização de capital, Claudia pontuou a necessidade de fortalecer mecanismos financeiros nacionais. “Isso significa mobilizar recursos e criar condições para que projetos com foco em clima e biodiversidade sejam estruturados de forma adequada, tornando-se financiáveis e atrativos”. O objetivo é apoiar estados e municípios na incorporação das temáticas de clima desde a concepção das iniciativas.

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O Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes é promovido pelo MMA, em parceria com Ministério das Cidades, MCTI, Presidência da COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Cool Coalition, além do apoio da C40, GCoM, WRI, ICLEI, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde e CCFLA. Atualmente, o programa tem a adesão de 1,3 mil municípios (23% do total nacional) e a iniciativa AdaptaCidades presta assistência técnica a 581 prefeituras, englobando 53 milhões de pessoas.

A programação também inclui o Programa Mutirão Brasil, com sessões técnicas sobre planejamento climático na Amazônia e gestão de resíduos, além da apresentação da Bússola Climática, ferramenta baseada em inteligência artificial para apoio à tomada de decisão climática com base em dados. Conforme concluiu Czarneski, “o enfrentamento do calor extremo e das mudanças climáticas exige ação coordenada, inovação e compromisso”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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