NACIONAL

Conheça as ações do MEC pela educação indígena

Em 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, celebra-se a diversidade cultural, linguística e histórica dessas populaçõesDe acordo com o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país abriga 1.654.876 indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas. Essas comunidades são atendidas, segundo o Censo Escolar de 2025, por 3.746 escolas indígenas de educação básica, com 28.163 professores e 290.798 estudantes. 

Com políticas voltadas à formação de professores, apoio financeiro às escolas, ampliação do acesso ao ensino superior e investimentos em infraestrutura, o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), atua para fortalecer a educação escolar indígena em todo o país. As ações buscam garantir que o direito à educação seja exercido de forma alinhada às culturas, línguas e modos de vida dos povos indígenas, valorizando seus conhecimentos e contribuindo para a construção de um sistema educacional mais diverso e inclusivo. 

A pasta também atua para promover a inclusão das histórias e culturas indígenas nos currículos escolares destinados a todos os estudantes brasileiros, conforme estabelece a Lei nº 11.645/2008, reconhecendo que conhecimentos indígenas possuem papel central na construção de respostas para desafios contemporâneos, como a crise climática, e tendo, nas ciências e epistemologias produzidas pelos povos originários, uma fonte para o ensino e a aprendizagem. 

Política nacional – Em 2025, a Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), criada pela Portaria nº 539/2025, organizou a oferta da educação para esses povos a partir dos territórios etnoeducacionais, respeitando suas especificidades culturais e territoriais. 

Entre os objetivos da política estão a implementação de uma governança da educação escolar indígena nos territórios, a ampliação da formação de professores indígenas, o incentivo à produção de materiais didáticos específicos, o fortalecimento da infraestrutura das escolas e a promoção do acesso e permanência de estudantes indígenas na educação básica e no ensino superior. 

A rede de governança da política conta com 1.092 bolsistas distribuídos em 52 territórios etnoeducacionais. Cada território possui uma comissão gestora responsável por formular, monitorar e acompanhar a execução de planos de ação voltados ao desenvolvimento da educação escolar indígena. 

A iniciativa concretiza deliberações da 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada em 2009, que estabeleceu a importância da organização da educação a partir das territorialidades indígenas e com participação direta das comunidades na gestão das políticas educacionais. 

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Investimentos – As políticas do MEC também incluem investimentos em infraestrutura. Como parte do Novo PAC Indígena, foram destinados R$ 35 milhões para a construção de oito escolas na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil, onde vivem cerca de 30 mil pessoas. 

As unidades serão construídas em comunidades localizadas nos estados do Amazonas e de Roraima, com previsão inicial de atendimento de 1.505 estudantes. Os projetos arquitetônicos foram planejados para respeitar as características do território amazônico e as necessidades culturais das comunidades. 

A iniciativa busca responder a demandas históricas por melhores condições de ensino nas aldeias, fortalecendo a oferta de uma educação escolar indígena específica, diferenciada, intercultural e bilíngue ou multilíngue. 

Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) em suas modalidades Campo e Água, Sala de Recursos Multifuncional e Territórios Etnoeducacionais destinou R$ 24,5 milhões a escolas indígenas. 

Outra iniciativa é o Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (Prolind), que financia projetos de formação inicial de professores indígenas em cursos de licenciatura específicos para atuação nas escolas indígenas. Em 2025, foram empenhados R$ 13 milhões para a oferta de 3.033 vagas. 

Também voltada à qualificação docente, a Ação Saberes Indígenas na Escola apoia projetos de formação continuada de professores e a produção de materiais didáticos específicos e multilíngues. No último ciclo, foram investidos R$ 14 milhões em projetos desenvolvidos por 51 instituições de ensino superior, com 8.975 vagas ofertadas. 

Universidade federal indígena – Outro marco na ampliação do acesso ao ensino superior foi o anúncio da criação da Universidade Federal Indígena (Unind), uma instituição multicampi voltada à formação superior de povos indígenas de todas as regiões do país. 

Com sede em Brasília e vinculada aos Ministérios da Educação e dos Povos Indígenas, a universidade terá processos seletivos próprios e um projeto pedagógico orientado pela interculturalidade, pela valorização das línguas indígenas e pelo diálogo entre conhecimentos tradicionais e científicos. 

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A instituição deverá iniciar suas atividades com dez cursos de graduação e previsão de expansão para até 48, atendendo cerca de 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos. As áreas de formação incluem gestão ambiental e territorial, políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, saúde, direito, agroecologia, engenharias e formação de professores. 

A proposta foi construída a partir de consultas a lideranças e organizações indígenas e de seminários regionais realizados em todo o país, consolidando uma demanda histórica por uma universidade voltada às realidades e necessidades dos povos originários. 

Apoio à pesquisa – O fortalecimento da presença indígena também avança na pós-graduação. Em abril de 2026, o MEC, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituiu o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI)

A iniciativa prevê bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em instituições de ensino superior e centros de pesquisa, além de apoio à publicação, tradução e organização de repositórios digitais para divulgar produções científicas relacionadas aos conhecimentos indígenas. 

O programa também incentiva a formação de professores e pesquisadores indígenas que desejam atuar na pós-graduação, ampliando a participação desses estudantes na produção científica nacional. 

Legislação – A Constituição Federal de 1988 consolidou importantes avanços no reconhecimento dos direitos indígenas, incluindo o direito à educação escolar indígena com características próprias. Esse modelo educacional deve ser intercultural, específico, comunitário e bilíngue ou multilíngue, respeitando as línguas, memórias históricas e formas de organização social de cada povo. 

Esses princípios foram reafirmados em marcos legais como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica. As normas orientam a organização de políticas públicas voltadas à valorização das identidades étnicas e ao fortalecimento das culturas indígenas no ambiente escolar. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Sisu+ 2026: MEC disponibiliza consulta às vagas

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou, nesta segunda-feira, 8 de junho, a página de consulta de vagas do Sisu+, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A ferramenta do Portal de Acesso Único permite a consulta antecipada da oferta de vagas disponíveis no programa. A plataforma permite filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes importantes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições. 

O Sisu+ visa ofertar eventuais vagas disponíveis nas instituições ofertantes para ingresso no segundo semestre de 2026. Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior. 

Inscrição – Os estudantes interessados em participar do Sisu + podem se inscrever no período de 15 a 19 de junho, por meio do Portal de Acesso Único. Para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham participado de uma ou mais edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e que tenham concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026. Para fins de inscrição, classificação e seleção dos estudantes, será utilizada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada de acordo com a opção de curso e com os critérios preestabelecidos. Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, turno, local de oferta e instituição, optando por uma ordem de preferência. 

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Confira o cronograma do Sisu+ 2026: Cronograma SISU

Sisu+ – O programa integra um ciclo mais amplo de aprimoramento do Sisu, como as alterações recentes da Lei de Cotas, aprimoramentos importantes no sistema de inscrição e melhorias na organização de vagas. A seleção é uma etapa complementar ao Sisu que tem o objetivo de ampliar o acesso à educação superior, contribuindo para a ocupação de vagas disponíveis, e de aperfeiçoar os processos da ferramenta de seleção. A etapa fortalece as instituições públicas de educação superior ao permitir que utilizem a estrutura do Sisu para ofertar vagas que, de outra forma, poderiam depender de processos seletivos próprios, com maior dispersão de regras, calendários e canais de divulgação. 

A participação é voltada às instituições públicas e gratuitas que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026 e formalizado a participação por meio do termo de adesão. A tendência é que o Sisu+ seja utilizado especialmente para: cursos que, tradicionalmente, dependem de chamadas sucessivas para preenchimento de vagas; instituições que realizariam processos seletivos próprios para vagas com ingresso no segundo semestre; cursos de licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas em que a ampliação do acesso esteja associada a políticas públicas complementares; e instituições que desejem utilizar a infraestrutura do Sisu para reduzir custos administrativos, ampliar a divulgação das vagas e padronizar procedimentos de seleção. 

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O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e apoiar a organização das ofertas acadêmicas em ambiente já conhecido pelas instituições e pelos estudantes, incluindo instituições localizadas em regiões interiorizadas do país e ampliando a visibilidade de vagas eventualmente disponíveis fora dos grandes centros urbanos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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