NACIONAL
Universidades federais têm alta de 45,1% no orçamento desde 2022
Em quatro anos, o Ministério da Educação (MEC) alcançou um aumento histórico no orçamento das universidades federais (45,1%), saindo de R$ 66,9 bilhões, em 2022, para R$ 97,1 bilhões, em 2026. Além do valor empenhado para garantir o pleno funcionamento das instituições, a pasta também investe na interiorização da educação superior, na melhoria das infraestruturas, no fortalecimento do quadro de profissionais e na ampliação do acesso.
Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, a representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) na terça-feira, 24 de março, em Brasília.
Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o MEC aplicará R$ 5,8 bilhões para expandir e consolidar as universidades federais. Serão R$ 3,9 bilhões para construção, reforma e ampliação de estrutura física, técnica e administrativa, e mais R$ 1,9 bilhão para a modernização, expansão e aquisição de equipamentos para os hospitais universitário federais, totalizando 421 obras já finalizadas ou em execução.
Assistência estudantil – Nesta gestão, o MEC conseguiu aumentar em 64% os valores para custeio e assistência estudantil, chegando a R$ 8,2 bilhões em 2026. A Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) foi organizada para ampliar e garantir as condições de permanência e o êxito dos estudantes matriculados nas instituições federais de educação superior e de educação profissional e tecnológica, com especial atenção aos alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Quadro de pessoal – Desde 2023, a pasta criou mais de 22,5 mil novas posições para profissionais na educação superior. Dessas novas posições, 13.962 vagas já foram distribuídas da seguinte forma: 2.720 docentes, 7.122 técnicos das classes D e E, 561 cargos de direção, 2.368 funções gratificadas e 890 funções de coordenação. As outras 8,6 mil posições, que serão alocadas entre professores e técnicos-administrativos, ainda aguardam para ser preenchidas.
Novas oportunidades – O MEC trabalha não só para melhorar a estrutura física das universidades, mas também para originar novas oportunidades dentro da educação superior. Entre 2023 e 2026, foram criados 139 novos cursos em 40 universidade, o que permitiu a oferta de 8.227 novas vagas. Na tentativa de interiorizar a educação no Brasil e reduzir as desigualdades, foram fundados 15 campi e cinco universidades federais. Do mesmo modo, houve uma expansão na área da saúde, com sete novos cursos e mais 376 vagas para futuros médicos no país.
Políticas de acesso e permanência – A principal porta de entrada para a educação superior no Brasil é o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que registrou, em 2026, o maior número de inscritos da história, com participação de 1,8 milhão de pessoas, e de vagas ofertadas, com quase 262 mil oportunidades. Para garantir a permanência dos estudantes, principalmente aqueles mais afetados pelas desigualdades históricas, o MEC dobrou o número de Bolsas Permanência Indígena e Quilombola, chegando a 17,5 mil.
Para a pós-graduação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o MEC aumentou de R$ 1,8 bilhão, em 2022, para R$ 2,9 bilhões, em 2025, os investimentos em bolsas. Ademais, em fevereiro de 2023, foi anunciado um reajuste de 40% para as bolsas de mestrado e doutorado e de 26,8% para as bolsas de pós-doutorado.
Investimentos em saúde – Em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o MEC conseguiu avançar na educação em saúde no país. Houve uma expansão nas residências, com a criação de 10.483 vagas médicas e 11.606 vagas multiprofissionais.
Também houve aumento no orçamento da HU Brasil, antiga Ebserh, que está previsto para quase R$ 20 bilhões em 2026. Esse valor será utilizado para gerenciar a rede de mais de 45 hospitais universitários que são administrados pela empresa, com foco em conseguir o crescimento sustentável das unidades de saúde, expandir o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e aumentar o número de leitos.
Enare e Enamed – O Exame Nacional de Residências (Enare) é um processo seletivo unificado para todo o país, que busca selecionar candidatos para ingresso em Programas de Residência Médica e de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde. Em 2026, na sexta edição da prova, 235 instituições aderiram à iniciativa, criando 11.362 vagas em residências médicas e multiprofissionais.
Já o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi criado em 2025 para assegurar que os estudantes concluintes dos cursos de medicina adquiriram as competências e habilidades exigidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). Na primeira edição, quase 90 mil alunos participaram, dentre os 351 cursos avaliados, e quase 70% deles tiveram desempenho satisfatório.
Novos investimentos – O MEC continua buscando formas de evoluir a educação superior brasileira. Para isso, no âmbito do programa Universidades Transformadoras, foram anunciadas três novas iniciativas acadêmicas: Universidades Inovadoras, que visa implementar cursos de inteligência artificial e de áreas Stem; Universidades Inclusivas, que tem por objetivo ampliar a oferta de cursos com foco na educação inclusiva e formar profissionais para cuidado e inclusão; e Universidades Estratégicas, que busca adequar a oferta de vagas com base na demanda atual.
Por fim, também foram anunciados novos investimentos, que totalizam investimento de R$ 400 milhões, a partir de quatro editais estratégicos: o InovaLab vai receber R$ 150 milhões para reformular e modernizar laboratórios acadêmicos em universidade federais de todo o país; as políticas de assistência estudantil receberão R$ 160 milhões para fortalecer as ações; o Programa de Extensão Universitária (Proext) terá R$ 70 milhões para fomentar projetos de articulação com a sociedade; e o Cuidotecas recebe R$ 20 milhões para criar espaços de acolhimento e cuidado para filhos de estudantes universitários durante o período letivo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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