AGRONEGÓCIO
De surpresa, Carlos Fávaro é demitido do Mapa nesta sexta-feira
Foi uma surpresa a antecipação da demissão do agora ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, publicada na edição extra do Diário Oficial da União, desta sexta-feira (27.03). A saída de Fávaro estava prevista para abril, como noticiou o Portal Pensar Agro na edição de ontem (28). A mudança ocorre em um momento sensível para o setor agrícola, às vésperas de definições estratégicas para a próxima safra.
A saída repentina é interpretada, em Brasília, como parte de uma articulação política mais ampla. Uma das leituras é de que o governo busca evitar resistência no Congresso, especialmente em votações sensíveis, como a CPMI do INSS, onde a suplente de Fávaro, Margareth Buzzetti, poderia adotar posição divergente. Não há, no entanto, confirmação oficial sobre o motivo da antecipação.
A indefinição sobre a sucessão no ministério adiciona ruído ao ambiente. O nome mais cotado segue sendo o do atual ministro da Pesca, André de Paula, mas a indicação ainda não foi formalizada. Nos bastidores, o Partido Social Democrático (PSD), liderado por Gilberto Kassab, atua para manter o comando da pasta, considerada estratégica para a economia e para a interlocução com o setor produtivo.
Para o agronegócio, o principal efeito imediato é a perda de previsibilidade. A troca de comando ocorre em um contexto de custos elevados, crédito mais restritivo e maior exposição a variáveis externas, como preços internacionais e câmbio. Nesse cenário, produtores dependem de estabilidade nas políticas públicas, especialmente em crédito rural, seguro e apoio à comercialização, para balizar decisões de plantio e investimento.
A gestão de Fávaro teve como marca a ampliação do acesso a mercados externos. Desde 2023, foram contabilizadas mais de 500 aberturas para produtos agropecuários brasileiros, incluindo avanços relevantes em proteínas animais. O Brasil também obteve o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação, um dos marcos sanitários mais relevantes para o setor.
Por outro lado, o ministro enfrentou resistência de segmentos do agro, sobretudo ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em meio a divergências sobre condução de políticas e interlocução com produtores. Ao longo da gestão, episódios sanitários — como casos pontuais de encefalopatia espongiforme bovina e gripe aviária — também testaram a capacidade de resposta do ministério.
A saída de Fávaro se insere em um movimento mais amplo de rearranjo no primeiro escalão do governo, impulsionado pelo calendário eleitoral de 2026. Ministros que pretendem disputar cargos começam a deixar suas funções, antecipando uma recomposição política que tende a se intensificar nos próximos meses.
Na prática, o agronegócio entra em um período de transição institucional em Brasília. Mais do que a troca de nomes, o que está em jogo, na avaliação de agentes do setor, é a continuidade das diretrizes da política agrícola em um ambiente de maior risco, fator que pode influenciar diretamente o planejamento e a tomada de decisão dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Ministro André de Paula participa de ato simbólico de exportação de uvas com oportunidades abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), de ato simbólico de exportação de carga de uvas amparada pela entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia. A ação ocorreu durante visita ao packing house da Fazenda Argofruta, no Vale do São Francisco, e marcou o registro da carga destinada ao mercado europeu com tarifa zero.
Durante o ato, o ministro destacou a importância do acordo comercial para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira e fortalecer a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.
“Estamos concluindo um momento que considero histórico. Esta carreta segue para o Porto de Suape levando a primeira carga de contêineres de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero. Isso representa mais competitividade para o nosso produto e, consequentemente, um retorno ainda maior para os nossos produtores”, comemorou André de Paula.
O ato simbolizou o potencial de ampliação das exportações da fruticultura brasileira, especialmente para produtores e exportadores do Nordeste, região que concentra um dos principais polos de produção irrigada e de exportação de frutas frescas do país.
O ministro ressaltou ainda a relevância do mercado europeu para a fruticultura do Vale do São Francisco e os impactos positivos do acordo para o setor. “Quando levamos em conta que cerca de 75% das uvas exportadas pelo Vale têm como destino o mercado europeu, percebemos a dimensão desse momento. É uma grande celebração, porque este acordo marca definitivamente a história da produção e da exportação de frutas da região”, destacou.
André de Paula também enfatizou os avanços obtidos pelo Brasil na abertura de mercados internacionais para os produtos agropecuários brasileiros. Desde 2023, o país contabiliza 616 aberturas de mercado em 88 destinos internacionais.
“Esse ato simboliza a força e a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional. O acordo entre Mercosul e União Europeia representa novas oportunidades para os produtores brasileiros e reforça o trabalho realizado pelo Mapa para ampliar a presença do agro brasileiro no exterior”, afirmou o ministro.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a atuação conjunta entre a ApexBrasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o governo federal na consolidação do acordo e no fortalecimento das exportações da fruticultura brasileira. “Hoje vemos, na prática, o resultado desse trabalho integrado, com a saída do primeiro contêiner de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero para o mercado europeu. Isso demonstra que o acordo já está gerando oportunidades concretas para os produtores brasileiros e ampliando a competitividade da nossa fruticultura no mercado internacional”, disse.
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