SAÚDE

Ministério da Saúde faz entregas para reduzir filas de exames e cirurgias no RJ

As entregas do Ministério da Saúde durante a 18ª Caravana Federativa de Niterói, no Rio de Janeiro, vão proporcionar mais capacidade de atendimento à população de 60 municípios do estado. Nesta quinta-feira (26), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha entregaram 56 ambulâncias do SAMU 192, 12 unidades odontológicas móveis (UOM), 36 combos parciais de UBS, 45 equipamentos de saúde bucal e duas salas de cirurgia aos municípios fluminenses, que reforçam o SUS a partir do investimento do Novo PAC Saúde.

Ainda no Rio de Janeiro, o ministro Padilha assinou contrato com cinco instituições privadas do estado para ofertar atendimento gratuito a pacientes do SUS por meio do programa Agora Tem Especialistas. Na iniciativa do Governo do Brasil, as unidades realizarão procedimentos de média e alta complexidade nas áreas de cardiologia, oncologia, ginecologia e oftalmologia.

“Quem tem um sistema de saúde como o SUS?”, perguntou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós criamos o Farmácia Popular para que ninguém morra sem poder comprar remédio. No ano passado, fizemos 14,7 milhões de cirurgias em mutirões. Só no último sábado, 230 mil mulheres fizeram cirurgias e exames em mil hospitais e Santas Casas no Brasil”, celebrou.

O investimento de R$ 27,3 milhões do Governo do Brasil garante mais acesso à saúde de qualidade e gratuita.

“O SUS está cada vez mais ao lado das mulheres brasileiras. Precisamos oferecer um serviço de saúde cada vez mais digno, acessível e de qualidade”, disse Padilha.

Mais cirurgias

Para aumentar a capacidade cirúrgica do SUS, o Governo do Brasil também cria mais duas salas de cirurgia no Rio de Janeiro, ampliando a capacidade de resposta da rede assistencial. O Hospital Municipal Barata Ribeiro recebeu equipamentos para a operação de uma nova sala de cirurgias gerais. O combo de cirurgia inclui: arco cirúrgico, sistema de vídeo endoscopia rígida, aparelho de anestesia, monitor multiparamétrico, mesa cirúrgica elétrica radiotransparente e ultrassom portátil. O investimento é de R$ 1,4 milhão.

Já o Centro Carioca do Olho recebeu todos os equipamentos para inaugurar uma sala de cirurgia oftalmológica. O kit contém vitreófago com facoemulsificador; biômetro de coerência óptica, microscópio cirúrgico oftalmológico, laser para oftalmologia (YAG/Diodo) e fotocoagulador a laser. O investimento é de R$ 1,6 milhão.

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Mais sete salas de cirurgia (Araruama, Itaperuna, Niterói, Nova Iguaçu, Valença e duas na capital) e três de cirurgia oftalmológica (Duque de Caxias, Niterói e capital) estão em fase de montagem no estado do Rio de Janeiro e serão ativadas em breve.

 Adesão da rede privada

Com a assinatura do contrato com as cinco instituições privadas do estado para ofertar atendimento gratuito a pacientes do SUS, as unidades realizarão procedimentos de média e alta complexidade nas áreas de cardiologia, oncologia, ginecologia e oftalmologia.

Assinaram a adesão a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Resende (APMIR), o Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia, de Campos dos Goytacazes, a Santa Casa de Misericórdia, de Barra Mansa, a Fundação Educacional Severino Sombra, de Vassouras, e a Clínica e Cirurgia de Olhos Dr. Armando Augusto Guedes S.A, de Nova Iguaçu.

Juntas, as instituições realizarão 3,5 mil procedimentos ao longo de um ano, investindo R$ 31 milhões em atendimentos gratuitos para a rede pública. Em troca dos atendimentos, as instituições receberão créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer. Os pacientes atendidos são agendados e encaminhados pelas secretarias municipais do Rio de Janeiro. 

Em todo o país, o programa Agora Tem Especialistas já soma 219 propostas aprovadas e 56 instituições contratadas, com um valor total de R$ 246,3 milhões. Os contratos firmados preveem a realização de mais de 150 mil procedimentos no SUS, reforçando a estratégia do Governo do Brasil de ampliar a oferta de atendimento especializado e reduzir o tempo de espera no SUS.

Atendimento de emergência

Ao todo, 30 municípios foram beneficiados com a entrega de 56 ambulâncias do SAMU 192 no estado do Rio de Janeiro. Quarenta unidades chegam para a renovar a frota, enquanto outras quatro viaturas de suporte avançado aumentam o atendimento e garantem a segurança das equipes em Angra dos Reis, Nova Friburgo, Tanguá e Teresópolis. Dez ambulâncias são unidades de suporte básico. O investimento é de R$ 17,2 milhões.

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Saúde bucal

A saúde bucal e odontológica é um dos focos das entregas do Ministério da Saúde durante a Caravana Federativa. Como parte integrante do componente móvel da política Brasil Sorridente, 12 municípios fluminenses receberam unidades odontológicas móveis para poder ampliar o acesso a serviços de saúde bucal em territórios de maior vulnerabilidade social e com maior dificuldade de deslocamento. Os equipamentos estão alinhados ao programa Agora Tem Especialistas. Entre as cidades beneficiadas estão Duque de Caxias, São José de Ubá, Silva Jardim e Varre-Sai.

Já outros 15 municípios como Belford Roxo, Maricá, Petrópolis e Itaboraí receberam kits de equipamentos odontológicos. Os itens são motor endodôntico, localizador apical e bomba à vácuo.

Atenção básica

Para fortalecer a atenção básica à saúde, o Ministério da Saúde entregou um total de 36 combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBS). Dezoito deles ficarão a cargo do estado do Rio de Janeiro e outros 18 foram entregues diretos a municípios como Araruama, Rio das Ostras, Queimados, Niterói e Paraty. Os kits incluem câmara fria, doppler vascular portátil, dinamômetro digital e retinógrafo portátil. O investimento nacional previsto na atualização dos equipamentos das UBS é de R$ 1,6 bilhão.

Recursos do Novo PAC

O Rio de Janeiro teve 976 empreendimentos aprovados no Novo PAC, totalizando R$ 6 bilhões em investimentos. Os recursos envolvem retomada de obras, construção e reformas em CAPS e UBS, 128 veículos para renovação de frota do SAMU 192 no estado e a distribuição de 324 combos de equipamentos para UBS.

Por meio do Novo PAC, o Ministério da Saúde está investindo R$ 32,2 bilhões em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão no SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do SUS, com investimentos em 2.600 UBS, 334 CAPS, 4.892 ambulâncias do SAMU 192, 800 Unidades Odontológicas Móveis, além de policlínicas, maternidades e diversos outros tipos de obras e equipamentos.

Fábio M. Barreto
Nicole Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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