SAÚDE
MS lança curso básico sobre vigilância da qualidade da água para consumo humano
O Ministério da Saúde (MS) lançou, na segunda-feira (18), o Curso Básico de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua). A formação é ofertada na modalidade de Ensino à Distância (EaD), em formato autoinstrucional, e tem como objetivo fortalecer a capacitação contínua e permanente dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Vigilância em Saúde Ambiental das secretarias estaduais e municipais de saúde.
A atividade contribui para o aprimoramento das ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano em todo o país. O curso é uma realização da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) em parceria com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e a Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS).
O curso possui carga horária de 50 horas e aborda conteúdos fundamentais para qualificação técnica das equipes responsáveis pela vigilância da água para consumo humano. O tema é estratégico para a promoção da saúde pública e prevenção de doenças de veiculação hídrica. O trabalho de aprimoramento e divulgação do conhecimento é conduzido pela equipe da Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador.
Nesta primeira edição, em caráter piloto, 260 participantes de todas as Unidades da Federação foram inscritos. A turma terá duração de 10 semanas e contará com representantes indicados pelas secretarias de saúde estaduais e municipais. Trata-se da reformulação de um curso ofertado anteriormente disponibilizados, no formato de tutoria.
Após a conclusão da turma piloto, a formação será disponibilizada ao público em geral, na plataforma da UNA-SUS, em formato de livre demanda, conforme cronograma divulgado posteriormente. A proposta amplia o acesso e fortalece a estratégia de educação permanente no âmbito do SUS.
Confira os cursos disponíveis na UNA-SUS
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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