MATO GROSSO

Polícia Civil registra 87% de cumprimento de medidas protetivas em Mato Grosso no último ano

Dados estatísticos da Polícia Civil apontam que no ano passado, em Mato Grosso, 87% das medidas protetivas de urgência decretadas pela Justiça no âmbito da Lei Maria da Penha, foram cumpridas, ou seja, os suspeitos respeitaram as restrições impostas.

Os números de 2025 revelam que a maioria dos suspeitos respeitaram as restrições impostas, como afastamento da vítima, proibição de contato e outras determinações, demonstrando avanços significativos na proteção das vítimas de violência doméstica e familiar.

O indicativo relevante que demonstra o efeito inibidor dessas determinações judicias, reforça a importância das medidas protetivas de urgência como instrumento eficaz de proteção e prevenção, além de destacar o trabalho integrado para garantir a segurança das vítimas.

No ano passado, foram solicitadas 18.223 medidas protetivas de urgência em Mato Grosso. Desse total foram registrados 2.418 casos de descumprimento, o que significa dizer que 15.805 medidas protetivas foram devidamente cumpridas.

A Polícia Civil ressalta que, os casos de descumprimento, por sua vez, continuam exigindo atenção permanente e resposta rápida das forças de segurança e do sistema de justiça, pois revelam grave risco às vítimas.


Conforme a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, embora seja um importante instrumento de proteção, muitas vítimas não solicitam medidas protetivas quando são atendidas na delegacia, mesmo após relatarem a violência sofrida e diversos fatores contribuem para essa decisão.

“As medidas protetivas de urgência são instrumentos previstos na Lei Maria da Penha para proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Elas podem ser solicitadas quando há qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause sofrimento físico, psicológico, moral, patrimonial ou sexual à vítima”, destacou a delegada Ana Paula Reveles.

Como denunciar

Em Mato Grosso, para denunciar o crime de violência doméstica a pessoa pode procurar uma delegacia da Polícia Civil para registrar a ocorrência, ou ligar na Central de Atendimento à Mulher, pelo disque 180, ou ainda para o Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (CIOSP) pelo 197 ou 190.

Leia Também:  Sedec apoia feira que movimenta o setor automotivo em Mato Grosso

Após o registro do boletim de ocorrência, há a opção da vítima solicitar as medidas protetivas pela internet através do site http://sosmulher.pjc.mt.gov.br. Depois de preencher os dados no formulário online, o pedido é analisado por um delegado e encaminhado de imediato a um juiz para análise.

A medida protetiva de urgência é integrada ao Processo Judicial Eletrônico (PJe), garantindo um processo ágil e seguro, com resposta à vítima em poucas horas. O serviço está disponível para a maior parte dos tipos de violência doméstica e familiar, exceto a violência sexual.

As determinações judiciais como o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato e a proteção policial só podem ser aplicadas quando há a comunicação formal da violência (boletim de ocorrência).

Importância de denunciar

Fazer a denúncia e solicitar as medidas protetivas conforme a Lei Maria da Penha é essencial para garantir segurança imediata da vítima e interromper o ciclo de violência doméstica.

Sem a denúncia, não se pode aplicar os mecanismos de proteção que afastam o agressor e preservam a integridade física, psicológica e patrimonial da mulher.

As medidas protetivas oferecem segurança imediata com o afastamento rápido do agressor, além de amparo legal caso haja descumprimento das determinações judiciais gerando a prisão preventiva do acusado.

A vítima também é assistida pela rede de apoio e passa a ter acesso a serviços especializados, como delegacias da mulher, defensoria pública, centros de acolhimento e possibilidade de acesso a programas de apoio, como o auxílio-aluguel oferecido pelo Programa Ser Família Mulher, do Governo do Estado, destinado a mulheres em situação de violência.

Denunciar e solicitar medidas protetivas não é apenas um direito, mas uma ferramenta vital de sobrevivência e proteção. É o caminho para interromper a violência e abrir espaço para reconstruir a vida com dignidade.

Para que serve MPU

As Medidas Protetivas de Urgência são instrumentos previstos na Lei Maria da Penha para proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Elas podem ser solicitadas quando há qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause sofrimento físico, psicológico, moral, patrimonial ou sexual à vítima.

Leia Também:  PM apreende 152 unidades de pescado irregular e prende homem por crime ambiental

Outras providências também podem ser adotadas para garantir a segurança da vítima e de seus familiares, entre elas: transferência ou matrícula dos filhos em instituição de educação básica mais próxima do novo domicílio da vítima; acompanhamento pela Patrulha Maria da Penha.

A legislação não estabelece um prazo fixo de duração para essas medidas, que permanecem em vigor enquanto houver risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da vítima ou de seus dependentes.

Atuação da Polícia Civil

A Polícia Civil de Mato Grosso possui, atualmente, nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher na Capital e interior do estado, e duas unidades de plantão 24 horas em Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis, além das Delegacias Especializadas a Polícia Civil instalou 28 núcleos especializados de atendimento à mulher e vulneráveis dentro de delegacias municipais no interior do Estado.


Conforme a coordenadora, Ana Paula Reveles, esse atendimento diferenciado realizado pelas unidades especializadas (Delegacias e Núcleos) alcança regiões com maior concentração populacional, abrangendo mais de 72% da população estadual. Há, ainda, previsão de instalação de novos núcleos especializados no interior do Estado no ano de 2026.

“Os espaços montados e estruturados nas delegacias contam com equipes de policiais capacitados, além de ambiente exclusivo para atendimento às vítimas de violência doméstica e sexual”, destacou a coordenadora.

As delegacias especializadas realizam atividades relacionadas ao acolhimento das vítimas, oitiva humanizada, encaminhamento ao hospital, encaminhamento à casa de amparo, retirada de pertences, acompanhamento psicossocial para a vítima, além de propiciar os encaminhamentos necessários aos demais integrantes da rede que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

Leia Também:  Atletas do programa de bolsas do Governo de MT estreiam nas Paralimpíadas de Paris neste sábado (07)

“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

Leia Também:  Sedec apoia feira que movimenta o setor automotivo em Mato Grosso

Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA