NACIONAL

Ministério do Turismo destaca crédito para setor que gera 200 mil empregos e movimenta R$ 3 bilhões por ano

O acesso ampliado ao crédito para empreendimentos turísticos foi o principal destaque da participação do Ministério do Turismo na Pesca Trade Show 2026, maior evento de pesca, camping, náutica e turismo de aventura da América Latina. Na ocasião, a Pasta apresentou o Fundo Geral do Turismo (Fungetur) como ferramenta estratégica para impulsionar a cadeia da pesca esportiva no país, segmento que reúne cerca de 8 milhões de praticantes, movimenta até R$ 3 bilhões por ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.

Representando o Ministério, o servidor Humberto Pires participou da abertura do Fórum Nacional, onde reforçou o compromisso do Governo do Brasil com o desenvolvimento sustentável da atividade. Ele destacou as oportunidades de financiamento via Fungetur, que oferece condições facilitadas de crédito para empreendimentos náuticos e serviços turísticos ligados ao segmento.

A iniciativa está alinhada ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Produtos e Experiências Turísticas, previsto no Plano Nacional de Turismo 2024–2027, e tem como objetivo impulsionar a competitividade, incentivar a inovação e qualificar a oferta turística. A estratégia busca consolidar a pesca esportiva como motor de desenvolvimento econômico, especialmente em regiões com forte presença de comunidades tradicionais.

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Eixos de ação

Outro destaque foi o Acordo de Cooperação Técnica firmado com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), considerado um marco na integração de políticas públicas voltadas ao setor. A parceria prevê ações conjuntas para promover o crescimento ordenado da atividade, com foco na sustentabilidade e no uso responsável dos recursos naturais.

Durante a programação da feira, a comitiva do Ministério também visitou estandes de estados participantes, conhecendo iniciativas e projetos que evidenciam o potencial da pesca esportiva no Brasil. As ações integram o escopo do acordo com o MPA e têm como foco ampliar a atratividade dos destinos, gerar emprego e renda e fortalecer o desenvolvimento regional.

Pesca esportiva

Com o objetivo de estruturar e ampliar o conhecimento sobre o segmento no país, o Ministério do Turismo elaborou o Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo – Turismo de Pesca. O levantamento, construído com a participação das 27 Unidades da Federação, mapeia destinos, espécies, ambientes de pesca e reúne informações sobre infraestrutura e eventos, orientando políticas públicas voltadas ao turismo responsável e posicionando a pesca esportiva como produto estratégico para o desenvolvimento regional.

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O estudo evidencia o Brasil como um dos principais destinos mundiais da modalidade. Regiões como a Amazônia, o Pantanal, o Tocantins-Araguaia, o litoral nordestino e as represas do Sudeste e Sul se destacam pela diversidade de cenários — de rios e lagos a manguezais e alto-mar — e pela presença de espécies emblemáticas. Esse potencial permite integrar a pesca esportiva a segmentos como ecoturismo, turismo de base comunitária e turismo de natureza, ampliando o tempo de permanência dos visitantes e os impactos positivos nas economias locais.

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Brasil fortalece cooperação educacional com a França

O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) participaram, nos dias 22 e 23 de junho, em Manaus (AM), de reuniões do Centro Franco Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA), realizadas no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa). A iniciativa reúne instituições do Brasil e da França para a promoção da cooperação em ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável na região amazônica. 

Entre as atividades realizadas pelo CFBBA, destacou-se a chamada para apoio de projetos de pesquisa, resultado de uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a CAPES e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França. 

Serão apoiados projetos conjuntos de pesquisa entre equipes brasileiras e francesas que envolvam conservação, documentação, contribuições dos povos indígenas e comunidades locais, cobertura florestal, observação da terra, mudanças ambientais, sustentabilidade, bioeconomia e sistemas de alimentação saudável, com financiamento total de até R$ 1,4 milhão em bolsas da Capes/MEC; R$ 1,4 milhão, via CNPq, para itens de custeio; e até 400 mil euros do IRD. 

O encontro, que incluiu o Comitê Científico e o Conselho Binacional do Centro, reuniu representantes de ministérios, de agências de fomento e da comunidade científica para avaliar as atividades realizadas pelo CFBBA no último ano e planejar as ações prioritárias para o próximo período. 

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Integram o Conselho os ministérios da Educação, da Ciência e Tecnologia, e das Relações Exteriores. Fazem parte também a Capes, o CNPq e o Governo do Estado do Amapá. Durante as reuniões, os membros dos dois países trataram ainda de ações de governança e estratégias de comunicação conjunta. 

Ao final dos trabalhos, os participantes apresentaram uma agenda conjunta de prioridades para os próximos anos, reforçando o compromisso para a ampliação das pesquisas colaborativas, para o compartilhamento de infraestrutura científica e para a formação de novas gerações de pesquisadores comprometidos com o futuro da Amazônia. 

Parceria histórica – Brasil e França possuem um longo histórico de cooperação educacional, uma vez que o país europeu é um dos principais destinos de alunos brasileiros que buscam estudar no exterior. Além disso, as universidades brasileiras e francesas dispõe de uma ampla cooperação universitária e centenas de acordos conjuntos. O aumento da mobilidade estudantil entre os dois países faz parte do Novo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil-França, assinado pelos presidentes da República de ambas as nações em 2024. 

No contexto amazônico, a cooperação entre os dois países fortalece a produção científica e a formulação de políticas públicas voltadas à preservação ambiental, à inovação tecnológica e ao desenvolvimento sustentável da região. A parceria ganha ainda mais relevância devido à fronteira terrestre de mais de 700 quilômetros entre a Guiana Francesa, departamento ultramarino da França, e o estado do Amapá, o que amplia as oportunidades de intercâmbio acadêmico, pesquisas conjuntas e desenvolvimento de soluções para desafios comuns.   

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da AI

Fonte: Ministério da Educação

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