POLÍTICA MT

ALMT aprova propostas de Moretto que reconhecem lideranças e história da região Oeste

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (11), cinco projetos de lei de autoria do deputado Valmir Moretto (Republicanos). As propostas tratam da denominação de trechos de rodovias estaduais, valorizando personalidades e referências históricas ligadas à região Oeste do estado.

Para Moretto, as propostas têm como objetivo reconhecer pessoas que contribuíram para o desenvolvimento regional e fortalecer a identidade histórica das comunidades. “São homenagens importantes que valorizam a história e as pessoas que ajudaram a construir nossa região”, destacou o parlamentar.

Três dos projetos foram aprovados em segunda votação e seguem agora para sanção. Entre eles está o PL 1220/2025, que denomina Dante de Oliveira e Silva o subtrecho da Rodovia Estadual MT-473, localizado entre a BR-174 e o entroncamento com a MT-358, no município de Nova Lacerda.

Também foi aprovado o PL 1103/2025, que denomina Osmir Aparecido Schiavo o trecho da Rodovia Estadual MT-352 que liga a sede do município de Vale de São Domingos à localidade de Máquina Queimada.

Outro projeto aprovado em segunda votação foi o PL 1105/2025, que denomina Bento Ferraz Pacheco a Rodovia MT-199, no trecho entre o município de Vila Bela da Santíssima Trindade e a região de Palmarito, na Bolívia.

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Além dessas matérias, dois projetos também avançaram na tramitação legislativa ao serem aprovados em primeira votação. O PL 1425/2025 dispõe sobre a denominação de trecho da Rodovia MT-199, também no município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Já o PL 1426/2025, de autoria do deputado Valmir Moretto com coautoria da deputada Janaina Riva, trata igualmente da denominação de outro trecho da Rodovia MT-199, no mesmo município.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

No afã de atacar o Governo do Estado, Sérgio Ricardo atribui à gestão atual problema de rodovia construída há duas décadas por Blairo Maggi

Presidente do TCE questionou ausência de acostamentos na MT-249, mas Sinfra esclareceu que a rodovia foi implantada há cerca de 20 anos e apenas recebeu serviços de manutenção preventiva

A tentativa do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, de apontar supostas falhas em uma rodovia estadual acabou se transformando em uma grande saia justa. Durante vistoria realizada na MT-249, o conselheiro questionou a ausência de acostamentos e levantou críticas sobre a estrutura da via, dando a entender que o problema estaria relacionado às intervenções realizadas pela atual gestão estadual.

No entanto, uma nota técnica divulgada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) desmontou a narrativa apresentada durante a fiscalização. Segundo a pasta, a MT-249 foi implantada há aproximadamente 20 anos, durante a gestão do então governador Blairo Maggi, seguindo os critérios técnicos e parâmetros de engenharia vigentes na época.

A secretaria esclareceu que os serviços executados recentemente na rodovia não correspondem a uma obra nova ou reconstrução da estrada. Na verdade, tratam-se de ações de manutenção e preservação do pavimento já existente, por meio da aplicação de microrrevestimento asfáltico a frio, técnica utilizada para recuperar as condições de trafegabilidade e prolongar a vida útil da pista.

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Conforme a Sinfra, as características atualmente observadas na MT-249, incluindo largura da pista, plataforma e acostamentos, fazem parte do projeto original concebido e executado há duas décadas. Dessa forma, não possuem qualquer relação com os contratos contemporâneos de conservação rodoviária.

A nota oficial destaca ainda que atribuir a ausência ou limitação dos acostamentos aos serviços recentemente executados representa uma interpretação tecnicamente equivocada da intervenção realizada. Isso porque o microrrevestimento não amplia pistas, não cria acostamentos, não altera traçados e tampouco promove adequações estruturais na rodovia.

Outro ponto ressaltado pelo governo é que a MT-249 possui importância estratégica para a logística estadual, integrando um corredor rodoviário utilizado para o escoamento da produção agrícola e para a integração regional. Atualmente, a via faz parte de um dos lotes contemplados pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de Mato Grosso.

A própria Sinfra observou que as condições atuais de trafegabilidade da rodovia foram elogiadas durante a vistoria, o que demonstra, segundo a pasta, a efetividade dos serviços de manutenção executados. “A função do microrrevestimento é preservar, recuperar funcionalmente e prolongar a vida útil do patrimônio público existente, e não reconfigurar uma rodovia implantada há quase vinte anos”, destacou o órgão.

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Com o esclarecimento oficial, a crítica feita por Sérgio Ricardo acabou produzindo efeito contrário ao esperado. Ao tentar responsabilizar a atual gestão por características estruturais da MT-249, o presidente do TCE acabou mirando o governo atual, mas atingindo uma obra concebida e executada ainda na gestão de Blairo Maggi, há cerca de duas décadas.

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