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Juíza fala sobre violência contra a mulher para funcionários de empresa de comunicação

Plateia em poltronas marrons assiste a duas mulheres conversando no palco. Há um totem preto e telões laterais exibindo o evento.A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa participou, nesta segunda-feira (9), do workshop sobre combate à violência doméstica promovido pela Rede Matogrossense de Comunicação (RCM). Temas como os diferentes tipos de violência contra a mulher, condutas machistas e agressões naturalizadas no dia a dia foram abordados pela magistrada.
O evento reuniu, de forma presencial e virtual, cerca de 600 funcionários da TV Centro América, de Mato Grosso, e TV Morena, de Mato Grosso do Sul, para um momento de reflexão e conscientização. Ana Graziela, que é titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, foi uma das convidadas para um bate-papo com os colaboradores.
Na oportunidade, a juíza apontou que a violência contra a mulher vai além da física, podendo ser também patrimonial, sexual, moral e psicológica, conforme classifica a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). O workshop contou ainda com a peça teatral “Re-cortes”, da Companhia Vostraz, e com a participação do juiz de Mato Grosso do Sul Luciano Beladelli.
Mulher loira de óculos, blazer preto e calça vermelha sentada em poltrona cinza. Ela segura um microfone e gesticula enquanto fala. Ao fundo, uma planta e parede escura.“Atuar preventivamente é uma política pública primária que o Judiciário trabalha para evitar que os crimes aconteçam. Então, seguindo essa política, hoje pude falar sobre os cinco tipos de violência, sobre as condutas machistas, os casos de feminicídio e como prevenir. É um momento importante para fazer com que os homens reflitam sobre tratar a mulher com respeito”, explicou Ana Graziela.
Segundo a jornalista e gerente de Comunicação da TVCA, Jaqueline Naujorks, o evento foi pensado para dar um tom diferente às homenagens do Dia da Mulher, diante do alto número de feminicídios nos dois estados. A ideia foi abordar a importância da conscientização sobre as microviolências do dia a dia, machismo estrutural, violência vicária e outros temas.
“A gente vive uma realidade muito difícil nesses dois estados, que é uma estatística gigantesca de feminicídios. Mas quando entendemos que a violência doméstica é uma escalada, entendemos também que o papel da imprensa não pode ser só entregar essas notícias. Precisamos ocupar o espaço que temos para levar a educação também”, disse a jornalista.
Duas mulheres sentadas em poltronas cinzas durante um evento. À esquerda, uma mulher de terno branco fala ao microfone. Ao fundo, uma planta decorativa e uma parede escura.Jaqueline destacou que a participação da juíza Ana Graziela foi essencial para garantir o entendimento detalhado do funcionamento da lei e das ações do Judiciário. Para ela, ficou a certeza de que todos foram para casa compreendendo melhor o trabalho do Judiciário e também o que cada um pode fazer no combate à violência doméstica e familiar.
“A doutora Ana Graziela é uma referência para a gente. Ela é uma das vozes mais potentes que nós temos nesse sentido, pois ela é a mulher que assina essas sentenças. Muitas vezes não conseguimos acompanhar os casos até o fim e entender as consequências dessa violência. Por isso, tê-la conosco, com seu conhecimento, foi muito engrandecedor”, completou Jaqueline.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade recebe filósofo Silvio Gallo na sexta-feira (19)

Cartaz digital para o 36º episódio de Na próxima sexta-feira (19 de junho), vai ao ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade. A edição traz entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, autor de publicações fundamentais para a pedagogia libertária no Brasil.

A entrevista, conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Esmagis, Gonçalo Antunes de Barros Neto, aborda o tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

“Tudo são relações de poder. Mas nós precisamos desconfiar de todo exercício de poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza. E essa é uma afirmação extremamente forte (…). O que acontece é que um determinado exercício de poder vai procurar, por todas as formas, se legitimar”, destaca Gallo em trecho da entrevista. “Se a vida é atravessada por relações de poder, viver é tomar partido. O tempo todo nós estamos tomando partido de alguma coisa. E eu penso que a imparcialidade, nesse contexto, é uma espécie de mito.”

Gallo é livre-docente em Educação pela Universidade Católica de Campinas e possui ampla atuação na área de Filosofia da Educação, com ênfase em filosofia francesa contemporânea, transversalidade, anarquismo e pedagogia libertária.

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O programa Magistratura e Sociedade, produzido pela Esmagis-MT com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, busca fortalecer a formação humanística da magistratura, a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça, a integração entre ciência, virtudes e prática jurisdicional e a promoção de uma atuação judicial mais ética, equilibrada e humanizada.

Assista à chamada do programa neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=nJeFY7GWYdY

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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