TECNOLOGIA

BiomasBR atualiza dados do Prodes e divulga taxa consolidada da Amazônia já em março

O Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), atualizou os dados do monitoramento anual da supressão de vegetação nativa no País, ou seja, da área de vegetação nativa que foi totalmente removida nos biomas brasileiros. As informações podem ser consultadas na plataforma TerraBrasilis. 

Os números são produzidos pelo sistema Prodes, que mede, em quilômetros quadrados (km²), o tamanho total das áreas onde houve corte raso da vegetação ao longo de um ano. Para referência, 1 km² equivale a 100 hectares. A atualização incorpora os dados consolidados do sistema Prodes 2025 para a Amazônia e o Pantanal, além dos dados de 2024 para a Caatinga, a Mata Atlântica e o Pampa. 

Amazônia: consolidação antecipada e alta precisão 

Um dos principais destaques é a divulgação inédita do dado final, ou taxa consolidada, da Amazônia ainda em março, antecipando o cronograma histórico de publicação. 

A taxa consolidada passou de 5.796 km² (estimativa divulgada em outubro de 2025) para 5.731 km², uma diferença de -65 km². A variação de 1,12% corresponde a menos da metade da média observada na última década (2,38%), indicando elevada consistência entre a estimativa preliminar e o dado final. 

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O resultado reflete os avanços metodológicos implementados pelo Inpe, como a incorporação de dados de radar, que ampliam a capacidade de observação mesmo sob cobertura de nuvens, e o uso de processamento em nuvem, reduzindo o tempo de análise e aumentando a precisão cartográfica. 

“O BiomasBR tem trabalhado intensamente para oferecer à sociedade brasileira e internacional uma ferramenta cada vez mais precisa e ágil”, destacou o coordenador do Programa BiomasBR, Cláudio Almeida. 

Pantanal registra queda expressiva 

No Pantanal, os dados consolidados do Prodes 2025 indicam redução de 65,4% na supressão de vegetação em relação ao ano anterior. Também foram registradas quedas na Mata Atlântica (-37,9%) e no Pampa (-19,9%) em 2024, na comparação com 2023. A Caatinga, por sua vez, apresentou aumento de 9,9% no mesmo período. 

Sobre o Prodes 

O Prodes integra o Programa BiomasBR e é o sistema oficial do Inpe para o mapeamento anual da supressão de vegetação nativa nos biomas brasileiros. O monitoramento é feito por meio de imagens de satélite, que permitem identificar, delimitar e quantificar áreas desmatadas com base em critérios técnicos padronizados. 

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Para fins de cálculo da taxa anual, o Prodes considera como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, incluindo áreas com solo exposto, vegetação secundária, mineração, floresta inundada e situações em que há perda total do dossel florestal decorrente de degradação progressiva. 

Anualmente, Amazônia e Cerrado são os primeiros biomas a terem seus dados concluídos. As taxas do Prodes são utilizadas como indicadores oficiais para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas ambientais, além de subsidiarem ações de fiscalização e compromissos nacionais e internacionais na área climática. 

Os valores agora divulgados para 2025 correspondem aos dados consolidados da Amazônia e do Pantanal. A consolidação completa do ciclo Prodes 2025 será publicada no primeiro semestre de 2026, após a finalização do processamento para todos os biomas monitorados. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Governo do Brasil lança edital de arborização e mapeamento de ilhas de calor

O Governo do Brasil anunciou a destinação de R$ 19 milhões para o financiamento de projetos de arborização e da plataforma Geocau de mapeamento de calor. Os anúncios ocorreram durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes, em Brasília (DF). As ações integram o projeto CITinova II, estruturado por meio de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério das Cidades.

Nos últimos 11 anos, o mundo tem enfrentado os períodos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO). Esses impactos são sentidos mais intensamente nas cidades. Por isso, o edital ArborizaCidades alocará os R$ 19 milhões a partir do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Fundo Clima. A chamada pública é direcionada a municípios com população de 20 mil a 750 mil habitantes, com teto de R$ 2 milhões por projeto e prazo de execução de 36 meses.

Na área de monitoramento, o sistema Geocau foi desenvolvido com a Embrapa Agricultura Digital. A plataforma cruza dados de temperatura com a malha de setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permitindo a visualização de ilhas de calor em todos os municípios brasileiros. Como suporte, o governo lançou a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, composta por cinco volumes. A publicação contou com o trabalho de 580 autores e colaboradores de cerca de 90 instituições de todo o Brasil.

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Impactos climáticos

A coordenadora-geral de Ecossistemas e Biodiversidade (CGEB), Claudia Morosi Czarneski, relatou a centralidade das áreas urbanas no cenário climático. “É nelas que se concentra a maior parte da população, da atividade econômica e das emissões de gases de efeito estufa.” Segundo a coordenadora, os impactos climáticos, como enchentes e ondas de calor, afetam diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas.

Para mitigar esses efeitos, o governo utiliza Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Czarneski detalhou que “áreas verdes, corredores ecológicos, parques urbanos, arborização e sistemas naturais de drenagem são exemplos de intervenções que geram múltiplos benefícios: reduzem riscos, melhoram a qualidade de vida, fortalecem a resiliência e contribuem para a mitigação das mudanças climáticas”. Ela acrescentou que a expansão dessas áreas e a arborização podem reduzir as temperaturas e combater ilhas de calor.

Financiamento e articulação

A viabilização econômica das propostas é um dos eixos do projeto CITinova II. A coordenadora definiu a iniciativa como uma ação que “reconhece a complexidade dos desafios urbanos e busca integrar planejamento, governança e financiamento para promover transformações estruturais”.

Sobre a mobilização de capital, Claudia pontuou a necessidade de fortalecer mecanismos financeiros nacionais. “Isso significa mobilizar recursos e criar condições para que projetos com foco em clima e biodiversidade sejam estruturados de forma adequada, tornando-se financiáveis e atrativos”. O objetivo é apoiar estados e municípios na incorporação das temáticas de clima desde a concepção das iniciativas.

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O Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes é promovido pelo MMA, em parceria com Ministério das Cidades, MCTI, Presidência da COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Cool Coalition, além do apoio da C40, GCoM, WRI, ICLEI, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde e CCFLA. Atualmente, o programa tem a adesão de 1,3 mil municípios (23% do total nacional) e a iniciativa AdaptaCidades presta assistência técnica a 581 prefeituras, englobando 53 milhões de pessoas.

A programação também inclui o Programa Mutirão Brasil, com sessões técnicas sobre planejamento climático na Amazônia e gestão de resíduos, além da apresentação da Bússola Climática, ferramenta baseada em inteligência artificial para apoio à tomada de decisão climática com base em dados. Conforme concluiu Czarneski, “o enfrentamento do calor extremo e das mudanças climáticas exige ação coordenada, inovação e compromisso”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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