SAÚDE

Meu SUS Digital reforça orientação sobre canais de proteção às mulheres no SUS

No Dia Internacional da Mulher, o aplicativo Meu SUS Digital reforça a divulgação de canais de orientação e proteção às mulheres, reunindo informações sobre serviços da rede pública e orientações para quem precisa de ajuda.

Entre os serviços destacados na plataforma está o Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher em situação de violência. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção, além de registrar denúncias e apoiar mulheres em situações de risco.

Ao disponibilizar essas informações em um ambiente digital acessível, o aplicativo contribui para ampliar o conhecimento da população sobre os canais de apoio disponíveis e facilitar o acesso das mulheres aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede de proteção social. 

O Meu SUS Digital também passará a integrar novas funcionalidades voltadas ao cuidado com mulheres em situação de violência. Entre elas está a oferta de teleatendimento em saúde mental, que permitirá acolhimento psicológico e avaliação inicial de risco, funcionando como porta de entrada para o cuidado e articulado com a rede de atenção à saúde e serviços de proteção.

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A iniciativa faz parte do conjunto de ações anunciadas pelo Ministério da Saúde no mês de março para fortalecer a atenção à saúde da mulher, que inclui ainda a reconstrução dentária para vítimas de violência, a ampliação de serviços de cuidado e o maior mutirão de Saúde da Mulher do SUS, com consultas, exames e cirurgias previstos para os dias 21 e 22 de março.

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Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas

O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.

A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.

Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.

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“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.

Articulação

Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.

Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.

“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.

O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).

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O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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