NACIONAL

Megaleilões marcam novo ciclo de expansão dos portos brasileiros

Nos últimos três anos, o Brasil consolidou um novo ciclo de megaleilões no setor portuário. Dos 26 leilões realizados no período, que somaram mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados, quatro projetos se destacam por superarem a marca de R$ 1 bilhão cada. Juntos, o ITG02, no Porto de Itaguaí (RJ), o Túnel Santos-Guarujá, o canal de acesso de Paranaguá e três terminais do Porto de Paranaguá concentram R$ 12 bilhões.

Os projetos, distribuídos entre as regiões Sul e Sudeste, evidenciam a prioridade estratégica do Governo Federal que, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, revê gargalos históricos, integra modais e promove a relação porto-cidade. São iniciativas que combinam inovação regulatória, novos modelos de concessão e que têm grande impacto regional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o governo tem colocado a infraestrutura no centro da agenda de desenvolvimento do país. “Os leilões portuários fazem parte dessa construção, estamos estruturando projetos sólidos, com segurança jurídica e previsibilidade, para atrair investimentos e fortalecer a logística nacional. Cada contrato firmado representa mais emprego, mais competitividade e mais oportunidades para as regiões brasileiras”, destaca.

Já para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, esses leilões representam uma mudança estrutural na forma como o Brasil planeja e executa sua infraestrutura portuária. “Esses leilões consolidam um planejamento de longo prazo para o setor portuário brasileiro. Estamos estruturando projetos que ampliam capacidade, modernizam a infraestrutura e incorporam novos modelos de gestão, com foco em eficiência operacional e previsibilidade regulatória. É uma agenda que fortalece a integração logística e eleva o padrão dos portos brasileiros”, afirma.

Mega Leilões
Mega Leilões

Porto de Itaguaí (RJ)
Primeiro leilão do ciclo a ultrapassar R$ 1 bilhão, o ITG02 prevê cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos de contrato. Arrendado pela Cedro Participações, o terminal ocupará área de 348,9 mil m² e terá capacidade estimada de 20 milhões de toneladas anuais.
O projeto consolida o Porto de Itaguaí como polo estratégico para exportação de minério de ferro. Durante a implantação, a estimativa é de 2.800 empregos indiretos, além de aproximadamente 2.000 postos diretos e indiretos na fase operacional.

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Túnel Santos-Guarujá – Porto de Santos (SP)
Maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Túnel Santos-Guarujá recebeu R$ 6,8 bilhões em investimentos, em um modelo de parceria entre Governo Federal e Estado de São Paulo. O projeto será executado pela empresa portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia entre Santos e Guarujá de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem para pedestres e espaço para VLT, a obra impactará diretamente mais de 720 mil pessoas e deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. Além da mobilidade urbana, a iniciativa fortalece a eficiência logística do maior porto da América Latina.

Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá (PR)
A concessão do canal de acesso inaugurou um novo modelo de gestão da infraestrutura aquaviária no país. Realizado em outubro de 2025, o leilão prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. Sendo a primeira concessão de canal de acesso público do país, o projeto inclui dragagem e aumento do calado de 13,5m para 15,5m, permitindo a entrada de navios maiores, ampliando a capacidade operacional e fortalecendo o escoamento da produção nacional.

O contrato abrange dragagens periódicas, manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário. O modelo garante previsibilidade operacional, maior segurança da navegação e aumento da capacidade para navios de maior porte. A experiência abre caminho para projetos semelhantes nos portos de Itajaí, Santos e nos do Rio Grande do Sul (Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas), bem como em terminais administrados pela Codeba.

Terminais do Porto de Paranaguá (PR)
No Porto de Paranaguá, além do PAR14, com R$ 1,01 bilhão em investimentos, é necessário destacar os leilões dos terminais PAR15 e PAR25, realizados no mesmo dia. Os lances para as três áreas atingiram R$ 855 milhões, valores de outorga nunca antes alcançados em um único bloco de leilões. A realização conjunta dos três certames consolidou um pacote integrado de expansão da capacidade de movimentação de granéis sólidos vegetais e reforça o protagonismo do porto no escoamento da produção agrícola nacional.

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Arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, o PAR14, com investimentos de R$ 1,01 bilhão, reúne áreas já operacionais e espaço greenfield para expansão. Do total, R$ 529 milhões serão aplicados na implantação do empreendimento de 82,4 mil m², e R$ 477 milhões na construção da primeira fase do Píer em “T”, que permitirá a implantação de quatro novos berços. O projeto também prevê modernização do sistema de recepção rodoviária, com novas balanças e tombadores, além da integração ao Moegão, obra estratégica que conectará 11 terminais e ampliará a capacidade ferroviária.

A estimativa é de geração de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos, fortalecendo a economia do litoral paranaense e ampliando a eficiência do complexo portuário.

O PAR15, com 43,3 mil m² e capacidade para movimentar cerca de 4 milhões de toneladas por ano, receberá investimentos previstos de R$ 604,17 milhões, sendo R$ 293 milhões aplicados na implantação do empreendimento e R$ 311 milhões na construção da primeira fase do Píer em “T”. A Cargill Brasil foi a vencedora do certame e a obra deve gerar cerca de 180 empregos diretos em operação.

Já o PAR25 obteve previsão de R$ 565,09 milhões, sendo R$ 233 milhões aplicados na implantação do empreendimento e R$ 331 milhões na construção do Píer em “T”. O Consórcio ALDC (Louis Dreyfus Company e Amaggi) foi o vencedor. O terminal contribuirá para a expansão da infraestrutura logística e para a regularização de áreas operacionais, ampliando o potencial de escoamento da safra pelo porto.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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