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Obras do PNLD promovem diversidade e inclusão

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O Ministério da Educação (MEC) celebra nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, o Dia Nacional do Livro Didático, promovendo a entrega de mais de 3 milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) já distribuídos para escolas de todo país para o ano letivo de 2026. As obras são compostas de objetos digitais em complemento ao livro físico. Atrelado a isso, também está sendo realizado um amplo processo de avaliação de obras literárias que valorizam a diversidade, a inclusão e a equidade na educação brasileira.  

O MEC está avaliando 333 coleções didáticas destinadas aos anos iniciais do ensino fundamental, que promovem a alfabetização e as aprendizagens essenciais para esta etapa. Entre as novidades desta edição está a análise, pela primeira vez, de obras de língua inglesa e espanhola, bem como a produção de textos e livros regionalizados de História e Geografia, adaptados às realidades territoriais dos estudantes.  

Em paralelo, o MEC avalia obras literárias do PNLD Literário Equidade que contenham um recorte voltado à representação da diversidade social e cultural brasileira. Para os estudantes do ensino fundamental, estão sendo avaliados 457 livros e, para a educação de jovens e adultos (EJA), 361 obras.  

As publicações estão organizadas em categorias inovadoras que refletem a pluralidade da sociedade brasileira, incluindo a Educação Especial; Direitos Humanos; Educação Bilíngue de Surdos; Educação para as Relações Étnico-Raciais; e Literaturas Quilombola, Indígena e de Povos do Campo, das Águas e das Florestas.  

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, o PNLD cumpre um papel central na promoção da equidade educacional ao garantir o acesso a materiais que representam a diversidade brasileira. “O PNLD é uma das nossas políticas mais equitativas, porque leva materiais didáticos e literários diversos para milhões de estudantes em todo o país. Queremos que nossos alunos e professores tenham acesso a conteúdos nos quais possam se reconhecer, porque essa perspectiva precisa estar presente em todos os materiais e nas práticas pedagógicas”, afirmou.  

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Ao priorizar materiais que representam a diversidade brasileira e asseguram acessibilidade e inclusão, o MEC reforça o compromisso com uma educação pública de qualidade, que reconhece diferentes identidades, territórios e trajetórias de aprendizagem.  

Para a coordenadora-geral de Materiais Didáticos do MEC, Jaqueline Melo, o livro didático é fundamental para o processo educativo, além de ser um elemento central na relação de ensino-aprendizagem. “Os livros do PNLD carregam o selo da qualidade justamente porque são submetidos a uma avaliação pedagógica aprofundada e a um crivo técnico rigoroso antes de chegar à escola. Mais do que páginas impressas, eles representam um direito do estudante e uma ferramenta de suporte indispensável para os professores em sua missão diária”, destacou.  

Braile – O PNLD atenderá, neste ano, estudantes cegos e surdocegos da rede pública, com a distribuição de 22,3 mil livros em Braille. Ao todo, o investimento do Governo do Brasil é de R$ 27 milhões, derivados do MEC e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com base nos dados prévios do Censo Escolar e na adesão de estados e municípios ao programa. O atendimento alcançará 3.116 estudantes do ensino fundamental e 379 estudantes da EJA, totalizando 3.495 alunos.  

Atualmente, o programa tem o potencial de atender até 4.591 estudantes que se encontram matriculados nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no EJA. Os livros serão destinados aos estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e a previsão é de que sejam entregues a partir de março. No caso do EJA, o processo de credenciamento segue em andamento e deve avançar ainda no primeiro semestre, de modo a garantir a ampliação do atendimento a essa modalidade de ensino.  

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A produção de livros didáticos em Braille exige planejamento antecipado e uma operação especializada, que envolve desde a transcrição dos conteúdos até a impressão e a logística de distribuição em todo o país. Esse trabalho é organizado com base nos dados oficiais do Censo Escolar e nas demandas apresentadas pelas redes públicas de ensino, o que permite alinhar a produção ao perfil dos estudantes atendidos pelo programa.  

PNLD – O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é a política pública educacional brasileira mais antiga, criada em 1937, com a finalidade de avaliar e de disponibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita, para escolas públicas, contribuindo significativamente para a formação educacional dos brasileiros.  

O Governo do Brasil, desde 2023, reforça os investimentos para o atendimento das diferentes etapas e modalidades da educação básica pelo PNLD, com um total de R$ 6,5 bilhões em recursos para livros e materiais didáticos. Em 2023, foram R$ 2,1 bilhões investidos para a aquisição de 194,6 milhões de livros. Em 2024, foram R$ 1,7 bilhão investidos para a aquisição de 148,2 milhões de livros. Em 2025, foram R$ 2,7 bilhões investidos para a compra de 213,4 milhões de livros, beneficiando 32 milhões de alunos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) e do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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CadEJA integra estratégia de superação do analfabetismo

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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Em 2025, a taxa caiu para 4,9% entre a população com 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da Federação. Em 2024, essa taxa era de 5,3%. A superação do analfabetismo no Brasil tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. 

Segundo o Censo Escolar de 2025, o país registra 2.252.069 estudantes matriculados na EJA, em 29.696 instituições de ensino.  

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula.  

A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Usuário – É o estudante com 15 anos ou mais que deseja voltar a estudar. Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador. 

Operador  É o responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento para oportunidades de matrícula. 

Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no retorno aos estudos. 

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Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda por EJA. Esse agente deve ser servidor público em exercício nos governos federal, estadual, distrital ou municipal. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um termo de responsabilidade. 

Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade. 

Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025: 

Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) 

UF 

Escolas de EJA 

Matrículas na EJA 

Total de instituições de ensino 

Rede pública 

Total de matrículas nas instituições de ensino 

Rede pública 

Total 

29.696 

28.204 

2.252.069 

2.084.947 

Norte 

4.487 

4.337 

255.014 

233.101 

 Rondônia   

91 

80 

13.038 

12.647 

 Acre   

341 

334 

21.041 

20.535 

 Amazonas   

1.330 

1.315 

56.831 

54.986 

 Roraima   

88 

83 

6.367 

5.575 

 Pará   

2.219 

2.153 

131.380 

119.486 

 Amapá   

173 

161 

15.924 

11.756 

 Tocantins   

245 

211 

10.433 

8.116 

 Nordeste  

16.901 

16.753 

1.205.167 

1.185.878 

 Maranhão   

3.104 

3.070 

134.643 

131.896 

 Piauí   

1.306 

1.293 

98.975 

98.525 

 Ceará   

1.633 

1.603 

148.616 

144.271 

 Rio Grande do Norte   

652 

644 

46.335 

45.221 

 Paraíba   

1.402 

1.384 

89.977 

87.886 

 Pernambuco   

1.608 

1.591 

116.631 

114.429 

 Alagoas   

1.082 

1.078 

108.630 

107.965 

 Sergipe   

481 

477 

33.472 

33.382 

 Bahia   

5.633 

5.613 

427.888 

422.303 

 Sudeste  

5.027 

4.671 

493.690 

459.438 

 Minas Gerais   

1.937 

1.730 

125.517 

118.527 

 Espírito Santo   

317 

308 

31.486 

30.145 

 Rio de Janeiro   

1.145 

1.070 

150.054 

144.197 

 São Paulo   

1.628 

1.563 

186.633 

166.569 

 Sul  

2.287 

1.641 

192.944 

118.872 

 Paraná   

974 

565 

75.543 

42.770 

 Santa Catarina   

474 

393 

46.933 

29.442 

 Rio Grande do Sul   

839 

683 

70.468 

46.660 

 Centro-Oeste  

994 

802 

105.254 

87.658 

 Mato Grosso do Sul   

177 

122 

16.098 

12.573 

 Mato Grosso   

281 

209 

19.978 

12.645 

 Goiás   

413 

359 

46.571 

41.322 

 Distrito Federal   

123 

112 

22.607 

21.118 

Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. 

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Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC para a EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.  

Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.  

Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade de jovens, adultos e idosos; ampliar as matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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