AGRONEGÓCIO

Brasil habilita 40 plantas de pet food para exportação à Costa Rica

O Brasil habilitou 40 plantas brasileiras de pet food para exportação à Costa Rica, ampliando o acesso da indústria nacional de alimentos para animais de estimação ao mercado costarriquenho. A habilitação foi aprovada pelo Serviço Nacional de Saúde Animal (Senasa), no contexto das novas exigências regulatórias do país, que passou a requerer habilitação específica dos estabelecimentos exportadores de alimentos e de pet food junto à autoridade sanitária local.

O mercado costarriquenho de alimentos para animais de estimação vive um momento de forte expansão. Dados da Pesquisa Nacional de Lares (ENAHO) 2024, do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INEC), indicam que 62,2% dos lares do país possuem ao menos um cão ou gato. Com isso, estima-se que a população canina alcance cerca de 1,78 milhão de animais, reforçando o papel dos alimentos para pets como item essencial no orçamento de milhares de famílias.

Esse movimento também se reflete no comércio exterior. Em 2025, a Costa Rica importou cerca de US$ 98 milhões em alimentos para animais de estimação, dos quais aproximadamente US$ 2,8 milhões tiveram origem no Brasil, indicando potencial para ampliar a participação brasileira nesse mercado.

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As novas regras estabelecidas pela Costa Rica reforçam os controles sanitários e buscam ampliar a previsibilidade e a transparência no comércio bilateral. Nesse cenário, as empresas brasileiras interessadas em exportar para o país devem observar os requisitos de habilitação, agora obrigatórios para acesso ao mercado.

A iniciativa é resultado da cooperação técnica entre as autoridades sanitárias dos dois países e reflete a confiança da Costa Rica nos rigorosos sistemas brasileiros de controle de qualidade, rastreabilidade e segurança alimentar. A ampliação das habilitações fortalece os laços comerciais, cria novas oportunidades para a indústria brasileira de pet food e consolida o Brasil como fornecedor competitivo e confiável para o mercado costarriquenho.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar importação de diesel

O governo federal publicou nesta segunda-feira (29.06), a Medida Provisória (MP) nº 1.349, que autoriza a abertura de crédito extraordinário de R$ 550 milhões para o subsídio à importação de óleo diesel rodoviário.

Os recursos, sob gestão do Ministério de Minas e Energia e execução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), têm como finalidade assegurar o abastecimento do combustível no mercado interno e reduzir a pressão de preços sobre o setor de logística e transporte.

A medida impacta diretamente a estrutura de custos do agronegócio. Como o óleo diesel representa parcela expressiva das despesas com escoamento da safra e mecanização, a entrada desses recursos visa mitigar a volatilidade das cotações internacionais que vinha encarecendo o frete rodoviário. O aporte de R$ 550 milhões foi classificado como despesa primária, utilizando o mecanismo de crédito extraordinário previsto na Constituição para situações de urgência e imprevisibilidade.

O subsídio, contudo, gera efeitos colaterais na economia. Analistas do mercado financeiro indicam que a utilização de verbas extraordinárias para intervenção direta no preço de combustíveis pressiona o resultado das contas públicas e pode gerar distorções na formação de preços pelos importadores.

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Para o produtor rural, a medida funciona como um mecanismo de contenção temporária de preços, sem, contudo, alterar os fundamentos de precificação do combustível no mercado global, que permanece atrelado ao câmbio e ao valor do barril de petróleo.

A eficácia do repasse final ao consumidor dependerá dos critérios de distribuição estabelecidos pela ANP. O setor produtivo permanece sob alerta em relação à perenidade da oferta e ao risco de que a medida, ao ser exaurida, resulte em um reajuste de preços para compensar o fim do subsídio governamental.

Fonte: Pensar Agro

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