AGRONEGÓCIO

Feira técnica amplia espaço de tecnologias e negócios no campo

Produtores do sul do Tocantins começaram a se mobilizar para a realização da Farm Day Fazendão 2026, marcada para 16 a 18 de abril, em Cariri do Tocantins. A feira, que ocorre dentro de uma propriedade rural próxima a uma unidade industrial de processamento, segue a tendência de eventos agrícolas realizados diretamente em área produtiva, modelo que ganhou força nos últimos anos por permitir demonstrações práticas de tecnologia e manejo.

O encontro reúne empresas de insumos, genética, máquinas e serviços técnicos, além de programação de palestras e leilões. A expectativa dos organizadores é ampliar a participação empresarial e repetir — ou superar — o movimento econômico da edição anterior, quando a feira registrou cerca de R$ 500 milhões em negócios e pouco mais de 3 mil visitantes.

O formato acompanha a expansão agrícola do estado. O Tocantins tornou-se uma das novas fronteiras de produção de grãos do país, com crescimento de área plantada sobretudo em soja e milho segunda safra. A região sul concentra parte relevante desse avanço, impulsionada pela disponibilidade de terras planas, mecanização e integração com pecuária de corte.

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Dentro desse contexto, a feira funciona menos como exposição institucional e mais como ambiente de decisão técnica. Empresas utilizam áreas demonstrativas para apresentar híbridos, cultivares e sistemas de manejo, enquanto produtores avaliam custos operacionais, desempenho agronômico e adaptação climática antes da próxima safra.

Entre os temas previstos estão nutrição de plantas, manejo de solo, integração lavoura-pecuária e alternativas para a safrinha. Uma das apostas técnicas é o sorgo, cultura que vem sendo testada como opção ao milho em regiões com maior risco climático ou restrição hídrica, por exigir menor volume de água e apresentar menor custo de implantação.

A programação também inclui leilões de genética bovina, refletindo a característica produtiva local: a região combina lavouras mecanizadas com pecuária comercial. O modelo de integração permite ao produtor diluir risco de preço e clima, além de melhorar o uso da área ao longo do ano.

O crescimento de eventos regionais desse tipo acompanha a mudança do perfil do agronegócio brasileiro. Ao lado de grandes feiras nacionais, encontros técnicos locais passaram a desempenhar papel relevante na difusão de tecnologia, especialmente para médios produtores que tomam decisões diretamente ligadas ao custo por hectare e à rentabilidade da safra.

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Para as empresas, essas feiras funcionam como ponto de venda antecipado de insumos e equipamentos. Para o produtor, viraram espaço de comparação prática — muitas vezes mais decisivo do que apresentações comerciais — em um ciclo agrícola marcado por margens mais apertadas e necessidade maior de eficiência produtiva.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula participa de ato simbólico de exportação de uvas com oportunidades abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), de ato simbólico de exportação de carga de uvas amparada pela entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia. A ação ocorreu durante visita ao packing house da Fazenda Argofruta, no Vale do São Francisco, e marcou o registro da carga destinada ao mercado europeu com tarifa zero.

Durante o ato, o ministro destacou a importância do acordo comercial para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira e fortalecer a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.

“Estamos concluindo um momento que considero histórico. Esta carreta segue para o Porto de Suape levando a primeira carga de contêineres de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero. Isso representa mais competitividade para o nosso produto e, consequentemente, um retorno ainda maior para os nossos produtores”, comemorou André de Paula.

O ato simbolizou o potencial de ampliação das exportações da fruticultura brasileira, especialmente para produtores e exportadores do Nordeste, região que concentra um dos principais polos de produção irrigada e de exportação de frutas frescas do país.

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O ministro ressaltou ainda a relevância do mercado europeu para a fruticultura do Vale do São Francisco e os impactos positivos do acordo para o setor. “Quando levamos em conta que cerca de 75% das uvas exportadas pelo Vale têm como destino o mercado europeu, percebemos a dimensão desse momento. É uma grande celebração, porque este acordo marca definitivamente a história da produção e da exportação de frutas da região”, destacou.

André de Paula também enfatizou os avanços obtidos pelo Brasil na abertura de mercados internacionais para os produtos agropecuários brasileiros. Desde 2023, o país contabiliza 616 aberturas de mercado em 88 destinos internacionais.

“Esse ato simboliza a força e a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional. O acordo entre Mercosul e União Europeia representa novas oportunidades para os produtores brasileiros e reforça o trabalho realizado pelo Mapa para ampliar a presença do agro brasileiro no exterior”, afirmou o ministro.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a atuação conjunta entre a ApexBrasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o governo federal na consolidação do acordo e no fortalecimento das exportações da fruticultura brasileira. “Hoje vemos, na prática, o resultado desse trabalho integrado, com a saída do primeiro contêiner de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero para o mercado europeu. Isso demonstra que o acordo já está gerando oportunidades concretas para os produtores brasileiros e ampliando a competitividade da nossa fruticultura no mercado internacional”, disse.

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Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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