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Servidores do Fórum de Cuiabá participam de curso de brigadista ministrado pelo Corpo de Bombeiros

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foto horizontal em plano aberto que mostra cerca de 20 pessoas sentadas, assistindo a uma palestra de um bombeiro militar, que está em pé, com farda laranjada. Cerca de 35 servidores do foro da comarca de Cuiabá participam, nesta semana, de um curso de formação de brigadista, com o objetivo de proporcionar mais segurança e proteção à vida dos mais de 1.200 magistrados, servidores e colaboradores que trabalham no Fórum da Capital e dos mais de oito mil visitantes que passam pelo local mensalmente.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Diretoria do Foro e a Divisão de Prevenção e Combate a Incêndio, vinculada à Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que periodicamente realiza a formação nas unidades do Poder Judiciário, cumprindo a Lei Estadual nº 12.149/2023, que trata da Segurança Contra Incêndio e Pânico, e da Norma Técnica do Corpo de Bombeiros nº 34/2020, que regulamenta a formação de brigada de incêndio em órgãos públicos.

Foto horizontal em plano médio que mostra a coordenadora militar do TJMT, coronel PM Jane, em pé, falando ao microfone. Ela é uma mulher parda, de cabelos castanhos e presos, usando farda azul marinho da Polícia Militar.“O objetivo principal é trazer segurança para que uma equipe formada, com conhecimentos técnicos mais aprimorados, possa realizar a segurança dos demais servidores, dos próprios membros da equipe e das instalações no momento de emergência, seja um princípio de incêndio, seja um atendimento pré-hospitalar, até que a ajuda técnica do Corpo de Bombeiros possa chegar e dar continuidade no atendimento”, afirma a coordenadora militar do TJMT, coronel Jane de Souza Melo.

O curso tem carga-horária de 24 horas e abrange teoria e prática, com conhecimentos sobre combate a incêndio, atendimento pré-hospitalar, reconhecimento das instalações, com seus pontos de saídas, localização dos hidrantes, entre outros. “É um curso completo, do qual os alunos sairão aptos a atenderem as emergências e os princípios de incêndio. Dentro de atendimento pré-hospitalar, eles vão aprender como identificar e agir em situações de ferimentos, fraturas, contusões, parada cardiorrespiratória, mal súbito. Na parte de incêndio, eles vão saber identificar os tipos de extintores, sinalizações de emergência, vão conhecer as rotas mais adequadas para evacuação, como utilizar o hidrante e demais equipamentos”, detalha a chefe da Divisão de Prevenção e Combate a Incêndio do TJMT, tenente-coronel BM Aline Novacki.

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Ela ressalta ainda que, além de capacitar o pessoal, a Divisão é responsável por aparelhar os prédios do Poder Judiciário com os equipamentos preventivos necessários. “Hoje nós temos 100% das comarcas do estado contempladas com a visita técnica da nossa equipe, o que garante as instruções mínimas e os equipamentos de prevenção e combate a incêndio como extintores, sinalização de emergência e iluminação de emergência. Há alguns anos estamos trabalhando nessa conscientização porque prevenir é sempre melhor do que remediar”, afirma.

Foto horizontal que mostra a juíza Hannae Yamamura em pé, falando ao microfone, no auditório do Fórum de Cuiabá, na abertura do curso de brigadista. ela é uma mulher branca, de traços orientais, cabelos longos e castanhos, usando saia branca e blusa azul marinho.A juíza diretora do foro da Comarca de Cuiabá, Hannae Yamamura, informa que outras duas turmas de brigadistas serão formadas, ao longo deste ano, com o objetivo de atingir a meta de 90 brigadistas. “Essa é uma preocupação da administração do presidente José Zuquim Nogueira. Queremos atingir os 90 brigadistas preparados e treinados para alguma situação de emergência. Se Deus quiser, não vai acontecer, mas, se ocorrer, nós estaremos preparados”, diz.

A magistrada pontua ainda o papel social da formação, cuja utilidade extrapola os limites do fórum. “O curso de brigadista não é algo que fica restrito apenas à instituição. É um conhecimento adquirido por essas pessoas que elas podem exercer em qualquer local na sociedade, na igreja, na sua casa, na faculdade. Então também é uma ação social do Fórum de Cuiabá, no sentido de capacitar as pessoas para o dia a dia”.

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Foto horizontal que mostra a servidora Laura Martine durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos longos, lisos e castanhos, usando óculos de grau de armação cinza e blusa regata branca. Atrás dela, há várias pessoas sentadas no auditório. Laura sorri.Gestora da Primeira Turma Recursal, Laura de Andrade Ribeiro Martine conta que decidiu fazer o curso após ouvir comentários positivos de pessoas que participaram de turmas anteriores. “Quando a gente vive no coletivo, é importante ter esse tipo de cuidado. A gente não quer passar por esse tipo de situação, mas a gente sabe que pode ocorrer. E para cuidar das pessoas ao redor e também da família, nós precisamos saber essas medidas para poder socorrer o nosso próximo”, afirma.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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