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Réu é condenado a 24 anos de reclusão por homicídio qualificado

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O réu José Carlos Lemes Soares Júnior foi condenado pelo Tribunal do Júri da comarca de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), nesta segunda-feira (2), pelo homicídio qualificado de Manoel da Conceição. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de meio cruel.A pena foi fixada pelo juiz Rafael Depra Panichella em 24 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, sendo vedado ao réu recorrer em liberdade. Atuou no julgamento o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.Conforme a denúncia do MPMT, o crime ocorreu em outubro de 2023, na residência da vítima, no bairro Mário Raiter. José Carlos invadiu o imóvel durante a madrugada e surpreendeu Manoel enquanto ele descansava, desferindo trinta e um golpes de faca em diversas partes do corpo. Após consumar o homicídio, o réu enrolou o corpo da vítima em lençóis e cobertas, bebeu uma cerveja e iniciou a limpeza dos cômodos da casa antes de fugir do local, evidenciando frieza e tentativa de ocultação dos vestígios do crime.

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Processo: 1014076-06.2023.8.11.0040. Durante a instrução processual, o réu confessou o homicídio. Restou comprovado nos autos que ele agiu premeditadamente e por vingança fria e deliberada, após descobrir que a vítima havia tido um encontro amoroso com sua ex-companheira.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população.
De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço.
“É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora.
Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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