TECNOLOGIA

Inscrições para o programa Incuba Espaço vão até dia 2 de fevereiro

As inscrições para o Incuba Espaço, programa da Agência Espacial Brasileira (AEB), estão abertas até 2 de fevereiro. A iniciativa busca impulsionar startups que desenvolvem soluções inovadoras baseadas em dados de satélite de observação da Terra. Podem se inscrever aceleradoras dos setores espacial e não espacial, formadas por pesquisadores, estudantes ou pessoas físicas, desde que apresentem soluções aderentes aos desafios propostos. A participação no programa é gratuita. 

Os participantes recebem apoio para estruturar negócios, acelerar o desenvolvimento tecnológico e ampliar a aplicação de soluções espaciais para impulsionar os setores econômico e social. A iniciativa da AEB, autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é desenvolvida em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT). 

As equipes participantes terão acesso a uma série de benefícios, incluindo apoio ao desenvolvimento tecnológico, evolução de TRL, testes e provas de conceito, mentoria técnica e de negócios, conexão com clientes-âncora, acesso a instituições estratégicas do setor espacial, suporte à captação de recursos, visibilidade institucional, networking qualificado e trilhas de formação e capacitação. 

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O processo seletivo conta com encontros on-line e presenciais e etapas de capacitação. A divulgação dos resultados está prevista para o primeiro semestre. O início da incubação será em 1º de julho de 2026.  

Desafios do programa 

As soluções poderão utilizar dados de diferentes satélites, como Landsat, Sentinel, CBERS, Nisar e Lessônia, e apresentam alto potencial de escalabilidade nacional e internacional. A infraestrutura crítica, transição energética, agronegócio, cidades inteligentes e monitoramento ambiental são os quatro grandes desafios em foco na seleção desta edição do Incuba Espaço. São eles: 

1. Áreas irrigadas e uso de água 

Soluções voltadas ao monitoramento automático de áreas irrigadas e à estimativa do uso de água na agricultura, com foco em gestão hídrica, eficiência no uso dos recursos e apoio à tomada de decisão por órgãos gestores e pelo setor produtivo.  

2. Super-resolução de imagens de satélites 

Desenvolvimento de métodos de super-resolução para aprimorar a resolução espacial de imagens de satélite, mantendo fidelidade espectral e reduzindo custos operacionais em aplicações ambientais, urbanas, agrícolas e de segurança. 

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3. Monitoramento de proliferação de algas em reservatórios e hidrelétricas 

Plataformas automatizadas para detecção e acompanhamento de blooms de algas e cianobactérias, com alertas antecipados que contribuam para a segurança hídrica, a saúde pública e a operação de sistemas de saneamento e energia. 

4. Detecção de supressão de vegetação com alta acurácia 

Modelos de inteligência artificial capazes de identificar com precisão a supressão real de vegetação, reduzindo falsos positivos e fortalecendo sistemas de fiscalização ambiental, compliance e finanças sustentáveis. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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