SAÚDE

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre novo teste para diagnosticar infecção fúngica grave

O Ministério da Saúde quer ouvir a sociedade sobre a proposta de incluir no Sistema Único de Saúde (SUS) um novo exame para detectar a aspergilose invasiva – uma infecção fúngica grave. O teste, chamado imunoenzimático, busca identificar rapidamente a presença do fungo Aspergillus no organismo de pessoas imunocomprometidas. A Consulta Pública é realizada por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e ficará aberta até o dia 2 de fevereiro de 2026.

Atualmente, o SUS utiliza o exame de cultura, cujo resultado pode demorar alguns dias e nem sempre identifica o fungo – o que pode gerar resultados “falso-negativos”. Além disso, resulta em procedimentos mais invasivos de coleta, não recomendados para pacientes muito debilitados. A nova tecnologia proposta, para a qual a coleta de material é minimamente invasiva, proporciona maior agilidade e precisão nos resultados, permitindo início precoce do tratamento e evitando o uso desnecessário de medicações que podem causar efeitos colaterais e gerar resistência.

A aspergilose invasiva ocorre quando o fungo Aspergillus entra pelas vias aéreas e atinge órgãos como pulmões e cérebro. Ela é considerada uma doença grave, com alta taxa de mortalidade e afeta, principalmente, pessoas que passaram por transplantes ou que tratam cânceres no sangue.

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A coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas do Ministério da Saúde, Fernanda Dockhorn, ressalta o impacto da tecnologia para as pessoas mais vulneráveis à doença. “Nosso objetivo com a oferta deste teste é garantir um diagnóstico precoce e seguro. Ao identificar o fungo rapidamente, podemos iniciar o tratamento correto de imediato, salvando vidas e evitando gastos com medicamentos que não seriam eficazes para aquele caso específico”, explicou.

A Conitec apresentou parecer inicial favorável à oferta do teste, considerado por especialistas mais fácil de ser usado nos hospitais, devido ao custo adequado e maior garantia de efetividade.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar

O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Eduardo Jorge, destacou a importância do fortalecimento da produção nacional e da inovação para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (21/05). Os apontamentos ocorreram durante debates na Feira Hospitalar 2026, reconhecida como um dos principais eventos da área da saúde na América Latina.

“O Brasil é o país com o maior sistema público de saúde do mundo e a sustentabilidade desse sistema passa pela consolidação de um ecossistema produtivo local inovador, competitivo e capaz de responder às necessidades da população”, afirmou Eduardo Jorge.

No painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), com o tema “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, foram discutidos os processos de incorporação de medicamentos, tratamentos e equipamentos no país, além dos desafios relacionados à sustentabilidade dos sistemas público e suplementar.

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Na ocasião, Eduardo Jorge ressaltou as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à modernização da avaliação de tecnologias em saúde e destacou o papel da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) na formulação de políticas públicas para ampliar o acesso da população a novas tecnologias no SUS.

O secretário-adjunto também ressaltou os recentes aprimoramentos na legislação da Conitec, que incluíram mecanismos relacionados à análise de impacto orçamentário, estratégias de negociação de preços e etapas de implementação das tecnologias incorporadas ao sistema público de saúde.

O debate ainda abordou as diferenças entre os modelos de avaliação utilizados pelo SUS e pela saúde suplementar, além dos desafios regulatórios e de financiamento enfrentados pelos dois setores.

Já no painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Eduardo Jorge discutiu o papel estratégico da indústria da saúde para o desenvolvimento do país. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de instituições de pesquisa para debater temas ligados à produção nacional de tecnologias em saúde, inovação e integração entre setor público, centros de pesquisa e empresas.

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A Feira Hospitalar 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de maio e reúne representantes de empresas, gestores públicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir tendências, políticas públicas e desafios relacionados ao desenvolvimento do setor no Brasil.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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