TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Um X na mão pode salvar vidas: Judiciário apoia campanha Sinal Vermelho

Um gesto simples pode ser decisivo para romper o ciclo da violência doméstica. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reforça à população a importância da campanha Sinal Vermelho, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta mulheres em situação de risco a pedirem ajuda de forma silenciosa e segura, por meio de um “X” vermelho desenhado na palma da mão.

Lançada nacionalmente em junho de 2020, em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a campanha ganhou novo reforço com a divulgação de vídeo institucional publicado em dezembro de 2025.

A ideia é facilitar o pedido de socorro em locais de acesso cotidiano. Ao exibir o sinal vermelho em farmácias, órgãos públicos ou agências bancárias, a mulher indica que está em situação de violência doméstica. O atendente, treinado para esse tipo de ocorrência, aciona imediatamente a Polícia Militar, de forma discreta e segura. Atualmente, cerca de 15 mil estabelecimentos em todo o país, incluindo farmácias, prefeituras, órgãos do Judiciário e agências do Banco do Brasil, integram a rede de apoio da campanha.

O pedido de ajuda pode ser feito com um “X” desenhado na mão ou em um papel, usando batom, caneta ou qualquer outro material disponível. Ao identificar o sinal, o atendente registra informações básicas da vítima e liga para o 190. Sempre que possível, a mulher é conduzida a um local reservado até a chegada da polícia. O procedimento segue protocolos padronizados, com sigilo absoluto, e o atendente não é chamado a depor como testemunha.

Compromisso permanente do Judiciário de Mato Grosso

Arte institucional com fundo claro e destaque para um smartphone em tons de rosa e roxo. O texto informa que mulheres de Mato Grosso podem solicitar medida protetiva on-line. A composição é direta, com foco em orientação e proteção.Alinhado à campanha nacional, o Poder Judiciário de Mato Grosso mantém e amplia uma série de ações concretas de proteção e apoio às mulheres em situação de violência doméstica. Entre os principais instrumentos estão a medida protetiva de urgência solicitada de forma online e o Botão do Pânico, disponíveis tanto em versão virtual quanto física.

Leia Também:  Escola estadual em Várzea Grande recebe palestra do Judiciário sobre violência contra a mulher

Com a digitalização dos processos, o tempo médio para concessão de medidas protetivas no estado caiu de oito dias, em 2020, para apenas um dia nos últimos anos. Após a decisão judicial, o acesso ao aplicativo é liberado de forma imediata, permitindo que a vítima acione a Polícia Militar em segundos, em caso de risco iminente.

Além disso, o TJMT atua de forma integrada com o Ministério Público e as forças de segurança e utiliza monitoramento eletrônico de homens autores de agressão em casos específicos.

A atuação da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) é um dos eixos centrais da política institucional do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no enfrentamento à violência contra a mulher. Os projetos desenvolvidos pela Coordenadoria combinam prevenção, proteção, responsabilização e educação, com foco na ruptura do ciclo da violência.

Confira alguns dos projetos desenvolvidos pela Cemulher:

Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar

Grupo numeroso posa em auditório do fórum, segurando corações vermelhos do CEMULHER. Homens e mulheres de diferentes órgãos formam a rede, com o banner institucional ao lado e ambiente claro ao fundo.As Redes de Enfrentamento têm como objetivo articular, em cada comarca, os diversos órgãos e instituições que atuam na proteção da mulher, como Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, forças de segurança, assistência social, saúde, educação e entidades da sociedade civil.

Por meio da formalização de Termos de Cooperação Técnica, as instituições passam a atuar de forma integrada, com fluxos definidos para acolhimento, encaminhamento e acompanhamento das vítimas. Atualmente, já foram instaladas 97 redes em comarcas do interior do estado, ampliando o acesso das mulheres a respostas rápidas, humanizadas e coordenadas.

Leia Também:  Vagas limitadas: inscrições seguem abertas para o 10º Encontro de Sustentabilidade do TJMT

Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência

Os Grupos Reflexivos, presentes em várias comarcas do estado, são voltados à reeducação e responsabilização de homens autores de violência doméstica, conforme previsto na Lei Maria da Penha e na Recomendação nº 124/2022 do CNJ.

Nesses grupos, os participantes são estimulados a refletir sobre comportamentos, crenças e padrões culturais que sustentam a violência de gênero. O trabalho é conduzido por equipes capacitadas e busca reduzir a reincidência, promovendo mudanças de atitude e contribuindo para a construção de relações baseadas no respeito.

Cemulher nas Escolas

A assistente social da Cemulher está em pé, dentro de uma sala de aula, falando com estudantes, que estão de frente para ela, sentados e cadeirasO projeto Cemulher nas Escolas atua na prevenção da violência a partir da educação. A iniciativa leva informações sobre direitos das mulheres, igualdade de gênero e cultura de paz para o ambiente escolar, envolvendo estudantes, professores e gestores.

Ao trabalhar o tema desde a formação básica, o projeto busca desconstruir estereótipos, estimular o respeito mútuo e formar cidadãos mais conscientes sobre o impacto da violência doméstica na sociedade.

Concurso Cultural Estudantil “A Escola ensina, a Mulher agradece”

A imagem mostra uma mãe sorridente abraçando o filho com mochila escolar. Ao lado, lê-se “A Escola ensina, a Mulher agradece. Aprender a respeitar, transforma a sociedade”. Logos institucionais aparecem abaixo.Voltado a estudantes do Ensino Fundamental I e II da rede pública, o concurso promove a conscientização por meio da produção artística, literária e cultural. Os alunos participam com redações, poesias, músicas autorais e vídeos, desenvolvidos em sala de aula com orientação dos professores.

A iniciativa ocorre em etapas (escolar, municipal e estadual) e envolve municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis. Além de reconhecer talentos, o projeto incentiva o protagonismo juvenil e amplia o debate sobre violência de gênero no ambiente educacional.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

Leia Também:  TJMT Inclusivo atrai mais de 1,5 mil pessoas em capacitação sobre direitos das pessoas autistas

O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

Leia Também:  TJMT mantém condenação por injúria religiosa cometida em grupo de WhatsApp

O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA