OPINIÃO

Pedro Taques e a síndrome do pequeno homem por Palmiro Pimenta 

Palmiro Pimenta 

A chamada Síndrome do Pequeno Homem ou Complexo de Napoleão é descrita, até mesmo nas definições mais elementares do Google, como um padrão de comportamento em que insegurança pessoal se transforma em agressividade, autoritarismo e obsessão por confronto.

Não é diagnóstico médico, mas é facilmente identificável na prática política. Há ainda a Síndrome do Pequeno Poder, quando alguém que teve  ou acredita ainda ter  alguma autoridade passa a abusar do discurso moralista para esconder fracassos, frustrações e irrelevância.

É exatamente nesse retrato que se encaixa o ex-governador e ex-senador Pedro Taques.
Desde que foi rejeitado pelas urnas, Taques vive uma existência política ressentida, raivosa e monotemática.

Seu único projeto, sua única pauta e sua única obsessão atende pelo nome de Mauro Mendes. Pedro acorda pensando em Mauro, passa o dia tentando desqualificar sua gestão e dorme produzindo ataques, insinuações e denúncias vazias.
Sem sucesso.

O motivo é simples, direto e cruel: Mauro Mendes entrega obras. Pedro Taques entregou discurso.

Enquanto o atual governo executa investimentos históricos em infraestrutura, saúde, logística e desenvolvimento, Taques assiste de fora, impotente, ao que jamais conseguiu fazer quando teve poder de verdade.

Cada ponte inaugurada, cada hospital entregue, cada quilômetro de asfalto concluído funciona como um lembrete público e doloroso do seu próprio fracasso administrativo.

E dói. Muito.

Quando governou, Taques não construiu. Travou.

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Não avançou. Judicializou.

Não liderou. Paralisou.

O VLT tornou-se o símbolo máximo da sua incapacidade. Em vez de resolver, preferiu transformar o projeto em um campo de batalha jurídica, atrasando Mato Grosso por décadas. Seu governo terminou sem legado, sem obras estruturantes e sem qualquer marca positiva relevante, deixando o Estado amarrado, conflagrado e sem rumo.
Mas Pedro Taques nunca quis ser governador. Sempre quis ser policial.
Sua obsessão com prisões especialmente a do ex-governador Silval Barbosa  virou troféu político.

Como se encarcerar adversários substituísse a obrigação de governar.

Planejamento, execução de políticas públicas e visão de futuro nunca foram prioridade. O palanque permanente sempre falou mais alto.

O resultado foi um governo atolado em escândalos. Grampolândia. SEDUC. O episódio que levou à prisão do então secretário Permínio Pinto. Denúncias, desvios, prisões, parentes envolvidos em confusões policiais.

Um verdadeiro pântano moral, exatamente o oposto da narrativa de pureza que Taques tenta vender hoje.

O ápice desse ressentimento ficou escancarado no dia da entrega do Hospital Central uma obra paralisada por quase 40 anos, símbolo do abandono histórico da saúde pública em Mato Grosso. A conclusão do Hospital Central de Cuiabá, sob a atual gestão, expôs de forma definitiva tudo aquilo que Pedro Taques não fez quando teve a caneta na mão.

Inconformado ao ver uma obra histórica finalmente sair do papel, Taques perdeu completamente o controle político.

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No mesmo dia da entrega, apareceu tentando ofuscar a inauguração com denúncias vazias, narrativas recicladas e acusações sem qualquer lastro prático  comportamento típico de quem não suporta ver o sucesso alheio escancarando o próprio fracasso.

Enquanto a população comemorava a entrega de um hospital que ficou décadas abandonado, Taques escolheu o papel que lhe é mais confortável: o do sabotador, do crítico amargo, do político incapaz de reconhecer avanços porque jamais foi capaz de produzi-los.

Suas denúncias morreram no mesmo dia em que foram lançadas, soterradas pela realidade concreta de uma entrega histórica.

Hoje, reduzido à irrelevância, Pedro Taques tenta se reinventar como fiscal da gestão alheia. Um fracassado ensinando como governar.

Um ex-governador sem obras criticando quem entrega resultados.
Um político rejeitado pelo voto popular posando de referência ética.
É patético.

Agora, ensaia uma candidatura ao Senado, sustentada apenas por barulho, rancor e vaidade. Mato Grosso, no entanto, amadureceu. Quer estrada, hospital, ponte, escola funcionando. Quer resultado. Não quer gritaria.

No fim, a constatação é inevitável:
Pedro Taques não odeia Mauro Mendes.
Pedro Taques odeia o que Mauro Mendes representa um governo que faz exatamente o que ele foi incapaz de fazer.

E para quem sempre confundiu poder com barulho, ver o Estado avançar sem sua participação é a maior punição possível.

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POLÍTICA MT

Vídeo apócrifo que circula na rede contrapõe discurso de Natasha e aproximação com Emanuel Pinheiro 

Material que circula em grupos de WhatsApp confronta declaração em que candidata afirma que não “passaria a mão” em ninguém com imagens de aproximação e pedido de apoio ao ex-prefeito de Cuiabá

Um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp passou a ser utilizado no embate eleitoral em Mato Grosso ao confrontar declarações e imagens da candidata ao Governo do Estado Natasha Slhessarenko (PSD) sobre sua relação política com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, seu correligionário.

O material, em formato de montagem, recupera inicialmente uma entrevista na qual Natasha defende uma postura de independência e afirma que não iria “passar a mão” em ninguém. A fala é apresentada pelos responsáveis pelo vídeo como uma referência à relação da candidata com Emanuel e como demonstração de um discurso de renovação política.

Na sequência, a montagem apresenta outro momento, no qual Natasha aparece próxima e abraçada com Emanuel Pinheiro. No registro, a candidata demonstra cordialidade e pede o apoio do ex-prefeito, afirmando: “conto com você, conto com o seu apoio”.

É justamente a contraposição entre os dois episódios que sustenta a mensagem do vídeo.

Quem compartilha o material procura questionar o discurso de renovação apresentado pela candidata, argumentando que, apesar de buscar representar uma alternativa às forças políticas tradicionais, Natasha mantém proximidade com Emanuel, que administrou Cuiabá por dois mandatos e pertence ao mesmo partido da candidata.

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A montagem tenta, dessa forma, estabelecer uma contradição entre o discurso de independência adotado por Natasha e a busca pelo apoio político do ex-prefeito.

O vídeo, no entanto, deve ser analisado dentro do contexto da disputa eleitoral. A edição reúne momentos distintos para defender determinada interpretação política. As imagens comprovam a existência do encontro e da manifestação de apoio registrada, mas, por si só, não permitem concluir a existência de qualquer acordo além da aproximação política exibida.

Além disso, Natasha e Emanuel são filiados ao PSD, o que naturalmente coloca ambos dentro de uma mesma estrutura partidária e torna possíveis encontros e articulações durante a campanha.

Ainda assim, o episódio abre espaço para um questionamento que deverá ser explorado pelos adversários: até que ponto Natasha conseguirá sustentar uma candidatura identificada com o “novo” enquanto divide espaço político e busca apoio de lideranças que já ocuparam posições de destaque no cenário estadual e municipal.

Com a campanha avançando, vídeos como esse mostram que a disputa pelo Governo de Mato Grosso não ficará restrita aos palanques. Nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, declarações, encontros e imagens dos candidatos passam a ser recuperados, editados e confrontados, transformando-se em instrumentos da guerra de narrativas da eleição de 2026.

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Veja o video 

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