TECNOLOGIA

Ministra Luciana Santos recebe título de Doutora Honoris Causa da Unicap

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, foi homenageada, nesta quinta-feira (18), pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) com a mais alta distinção concedida pela instituição. Ao lado de nomes como Dom Helder Câmara e da economista Tânia Barcelar, a titular do MCTI é a mais nova Doutora Honoris Causa da Unicap. A sessão solene de outorga ocorreu no Auditório Pe. José de Anchieta (G1), no campus da universidade, no Recife (PE).

“Recebo este título com humildade, mas também com um forte senso de responsabilidade, porque ele vem de uma universidade que há 82 anos constrói conhecimento, forma consciências e mantém vivo o compromisso com a transformação social”, agradeceu a ministra Luciana Santos.

A cerimônia foi presidida pelo magnífico reitor da Unicap, Pedro Rubens Ferreira Oliveira, reconhecendo a trajetória pública da ministra, marcada pelo compromisso com o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e da educação como pilares do desenvolvimento nacional.

“Luciana abraçou tanto o Poder Executivo como o Legislativo e é primeira mulher ministra do Estado nesta pasta tão estratégica, para nós e para o Brasil, sobretudo numa fase de reconstrução e união tão difícil como urgente”, enfatizou o reitor da Unicap.

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Durante a leitura do panegírico pela pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Unicap, Valdenice José Raimundo, a docente comparou a trajetória da ministra Luciana Santos com uma árvore imponente, símbolo de força e ancestralidade africana.

“Como Baobá, sua trajetória foi de raízes profundas, fincadas na democracia, na educação pública, na defesa da ciência e na convicção de que o Estado tem papel insubstituível na promoção do desenvolvimento. Seu tronco é a experiência política e institucional, forjada no diálogo, na gestão pública e nas instituições das diferenças. Sua copa se abre para o futuro, oferecendo sombra, abrigo e possibilidades.”

No ato, a ministra Luciana Santos destacou os avanços do MCTI nos últimos anos, com foco na redução das assimetrias regionais e de gênero.

“Como nordestina e como mulher, não poderia deixar de olhar para essas questões. Ciência de excelência precisa ser diversa, acessível e ter a cara do Brasil”, enfatizou a titular do MCTI.

O título de Doutor Honoris Causa é concedido a personalidades que se destacam por relevantes serviços prestados à sociedade e por contribuições significativas ao conhecimento, à cultura e às políticas públicas.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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