MATO GROSSO

Polícia Civil prende integrante de facção criminosa alvo da operação A César o que é de César

A Polícia Civil prendeu, na tarde dessa segunda-feira (24.11), em Rondonópolis, um homem, de 28 anos, foragido da Operação “A César o que é de César”.

A ordem judicial foi expedida pelo juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais (NIP) de Cuiabá e cumprida por uma equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis.

O suspeito é apontado como integrante de uma facção criminosa envolvida em um esquema de extorsões e ameaças contra comerciantes em Várzea Grande.

A prisão ocorreu após troca de informações entre a DHPP e as Delegacias de Juscimeira e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) de Cuiabá, durante ações integradas de combate ao crime organizado.

As equipes receberam informações de que uma chácara na região da Vila Paulista, em Rondonópolis, estaria sendo utilizada para ocultar criminosos pertencentes à facção atuante na cidade, todos com ordens de prisão em aberto. Entre eles estaria o suspeito, foragido da Operação “A César o que é de César”.

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A operação foi deflagrada no dia 14 de fevereiro de 2025 pela GCCO/Draco de Cuiabá. As investigações revelaram que o suspeito preso nessa segunda-feira ostentava patrimônio incompatível com sua realidade financeira, incluindo veículos de alto padrão.

Além disso, o investigado utilizava o apelido “Shelby”, inspirado em um personagem de série policial, com o objetivo de ocultar sua identidade e intimidar as vítimas, exigindo o pagamento de uma taxa equivalente a 5% do faturamento mensal.

A quadrilha utilizava a chamada “taxa de funcionamento”, uma estratégia recente da facção para arrecadação de recursos ilícitos. Para aumentar a pressão sobre os comerciantes, os criminosos monitoravam a rotina das vítimas e mantinham presença constante nos locais.

As investigações apontaram que o suspeito de 28 anos também realizava chamadas de vídeo para reforçar as ameaças, definia os valores cobrados e orientava sobre o pagamento, afirmando ter ligação direta com lideranças da facção que estão presas.

Após ser localizado e preso em Rondonópolis, ele foi encaminhado para a delegacia para os procedimentos de praxe e permanece à disposição da Justiça.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil desarticula núcleo financeiro de facção criminosa na Região Metropolitana de Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2.7), a segunda fase da Operação Golden, para cumprir ordens judiciais em continuidade às investigações que apuram a atuação de uma facção criminosa envolvida com os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridas 14 ordens judiciais, sendo cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, oito bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros no limite de R$ 283,5 mil e uma medida cautelar diversa da prisão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias Polo de Cuiabá.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, além de Itabela, no Estado da Bahia.

A operação, deflagrada com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), conta com o apoio operacional da Delegacia Regional de Polícia de Pontes e Lacerda, da Delegacia de Polícia de Tangará da Serra e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil da Bahia.

Entre os alvos, está um detento que está preso em São Paulo, em razão de mandado de prisão expedido pela Justiça de Mato Grosso. O investigado possui vasta ficha criminal no Estado por envolvimento em tráfico de drogas, homicídio, entre outros crimes.

Esta segunda fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas.

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Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em 13 de março de 2025, quando foram cumpridas 18 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e bloqueios patrimoniais contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.

As investigações da Denarc tiveram origem após a prisão em flagrante de um casal envolvido com o tráfico de drogas. Com o avanço das diligências, foi possível identificar que os integrantes do grupo criminoso utilizavam contas bancárias de terceiros e um estabelecimento comercial para ocultar e movimentar valores provenientes da comercialização de entorpecentes.

Em continuidade aos trabalhos da primeira fase, foram apreendidos mais de R$ 692 mil em espécie e R$ 222 mil em cheques, valores localizados durante buscas realizadas na cidade de Cáceres, além do bloqueio de grande quantidade de valores nas contas dos investigados, que continham grande quantidade de valores.

Mapeamento financeiro e lavagem de dinheiro

As investigações prosseguiram e permitiram aos investigadores identificar novos integrantes da facção criminosa e ampliar o mapeamento da estrutura financeira utilizada para a movimentação dos recursos ilícitos.

Os elementos obtidos também possibilitaram a realização de investigação financeira, que identificou movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados e a utilização de empresa de fachada.

Segundo os levantamentos realizados pela Denarc, uma empresa constituída em nome de um dos investigados, sem histórico empresarial relevante e com renda declarada modesta, movimentou mais de R$ 600 mil em apenas dois meses, sem lastro econômico compatível para gerar esse montante.

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A investigação identificou ainda transferências financeiras entre pessoas apontadas como integrantes do grupo criminoso, incluindo suspeitos com antecedentes por tráfico de drogas e participação em facções.

Segundo o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, também foram identificados repasses para a empresa que apresentou indícios de funcionamento incompatíveis com a atividade declarada, circunstâncias que reforçaram a hipótese investigativa de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas.

Os elementos fundamentaram a representação da Polícia Civil pelas novas medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que serão submetidos à análise pericial para subsidiar a continuidade das investigações.

“As medidas cautelares patrimoniais têm como finalidade impedir a ocultação ou dissipação de ativos supostamente oriundos da atividade criminosa, preservar elementos de prova e assegurar eventual reparação dos danos e perdimento de bens ao final da persecução penal”, destacou o delegado.

As investigações seguem em andamento, podendo resultar na identificação de novos envolvidos e na adoção de outras medidas judiciais.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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