NACIONAL
MEC autoriza reforma do campus Jardim Ângela do IFSP
O campus Jardim Ângela do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) teve a implementação autorizada pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira, 24 de novembro. Na data, o titular da pasta da Educação, Camilo Santana, recebeu o reitor do IFSP, Silmário Santos, em Brasília. Para a obra, estão previstos R$ 15 milhões. Destes, R$ 6,4 milhões já foram destinados à compra do imóvel de 6 mil metros quadrados, com quase 3 mil metros de área construída, onde funcionará a instituição de ensino após a reforma e adaptação do espaço. Outros R$10 milhões serão investidos em mobiliário e equipamentos. A unidade integra o plano de expansão do governo federal, que está implantando mais de 100 campi de Institutos Federais no país.
Na ocasião, o ministro ressaltou que a aquisição do prédio que abrigará o campus Jardim Ângela reafirma o compromisso do governo federal de ampliar o acesso à educação pública de qualidade, de maneira a levar o IFSP para a juventude e demais estudantes que terão acesso aos cursos técnicos e superiores. “Há um adensamento muito grande lá na região e a dificuldade de encontrar um imóvel ou um terreno para construir o campus do Instituto Federal. Nós negociamos e estamos adquirindo esse prédio, acabamos de assinar o contrato, e também assinamos o termo de execução da reforma”, celebrou Camilo Santana.
Para o reitor Silmário Santos, a ampliação dos institutos federais é uma das maiores políticas públicas do governo federal. “Essa expansão leva oportunidades principalmente para regiões mais carentes do país, para pessoas vulneráveis. Ela leva o ensino público gratuito”, pontuou. Também participaram da agenda o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli.
Quando estiver em funcionamento, o campus Jardim Ângela ofertará os cursos técnicos em enfermagem e técnico em farmácia, no eixo tecnológico ambiente e saúde; e técnico em produção de áudio e vídeo e técnico em design gráfico, no eixo tecnológico produção cultural e design. As áreas de atuação foram definidas em audiências públicas realizadas pelo IFSP com a comunidade e o setor produtivo.
O novo campus Jardim Ângela já oferta qualificação profissional, mesmo antes de ter a sede própria. São três cursos pelo programa Capacita em Rede: manicure; produção de alimentos: doces e salgados; e produção de mídia, vídeo e fotografia. Além desses, nesta terça-feira (25), inicia-se mais um curso de qualificação na área de saúde: noções básicas de cuidados com os idosos. Outros cursos já foram ofertados para a comunidade: informática básica e eletricista predial de baixa tensão.
Até a conclusão da obra, as aulas estão sendo ministradas na Paróquia Santos Mártires, localizada em Jardim Dona Regina; na Paróquia Nossa Senhora Esperança, em Alto do Riviera; no CEU Vila do Sol; e no CEU Guarapiranga, no Parque Bologne, dentre outros espaços na região.
Instituto Federal – O IFSP conta com 41 campi e um polo de inovação. Atualmente, são ofertados 660 cursos para 67.859 estudantes. Além do campus Jardim Ângela, estão sendo implantados os campi Cidade Tiradentes, também na capital; Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; Mauá; e Guarujá, com investimentos de R$ 325 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). As novas unidades atenderão regiões que ainda não possuem campus ou que registram número baixo de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da região.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes
O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território.
A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental.
Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada.
Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas.
A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações.
Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território.
Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens.
Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio.
Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores.
Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho.
Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades.
Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados.
O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação.
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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