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Na Blue Zone, Fávaro apresenta Caminho Verde Brasil como iniciativa para impulsionar produção sustentável

Na Blue Zone da COP30, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou nesta quarta-feira (19) o Caminho Verde Brasil como o principal programa nacional dedicado à recuperação de áreas degradadas e ao crescimento sustentável da agropecuária. A iniciativa reforça a estratégia do Brasil de ampliar a produção sem abrir novas áreas, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança alimentar e a preservação ambiental.

Fávaro enfatizou que o programa combina responsabilidade ambiental com forte atratividade econômica para investidores e produtores. “É um belíssimo investimento. Todos aqueles que tiverem a oportunidade de investir no Caminho Verde Brasil voltarão sempre”, afirmou.

O ministro explicou que o Caminho Verde Brasil estabelece regras rígidas de proteção ambiental, garantindo que o crescimento aconteça sobre bases sustentáveis. “Nenhum produtor que for captar os recursos, ao assinar uma cédula contratando esses recursos, pode desmatar uma árvore sequer, mesmo que tenha direito. Por 10 anos, mesmo que tenha direito pelo Código Florestal, ele vai abrir mão de desflorestar para poder acessar esse recurso”.

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O programa concentra investimentos na recuperação de áreas já antropizadas, estimulando práticas que devolvem fertilidade, matéria orgânica e produtividade a solos degradados. Esse modelo reduz a pressão por abertura de novas áreas, eleva a eficiência produtiva e consolida um caminho de desenvolvimento rural alinhado às demandas climáticas globais.

Saiba mais sobre o programa aqui.

Na ocasião, também foi lançado a RAIZ (Resilient Agriculture Investment for Net Zero Land Degradation), iniciativa conduzida pela presidência da COP30, voltada à promoção de práticas sustentáveis em escala internacional. Saiba mais aqui.

Com resultados crescentes e forte adesão de produtores, o Caminho Verde Brasil se posiciona como uma das principais estratégias do Brasil para unir produção, conservação e regeneração de solos, projetando o país como referência mundial em agricultura sustentável.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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