POLÍTICA NACIONAL

Zequinha Marinho defende medidas contra importação de leite

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) relatou ter se reunido com produtores de leite da região de Marabá (PA) para discutir a queda no preço pago ao produtor. Segundo ele, os custos de produção continuam em alta enquanto o valor recebido diminui, o que coloca em risco a continuidade da atividade.

— Vamos trabalhar para garantir medidas de proteção ao setor, incentivar políticas que assegurem preços justos e fortalecer a produção nacional. O leite brasileiro não pode ser vítima de práticas desleais. É hora de a gente agir para preservar empregos, renda e dignidade ao produtor de leite brasileiro — disse o senador em pronunciamento na terça-feira (18). 

O senador citou dois fatores que, na avaliação dele, agravam o cenário: a perda de renda da população e o aumento das importações de leite da Argentina e do Uruguai. Ele criticou a nova interpretação do Ministério do Desenvolvimento sobre regras de importação e afirmou que a mudança estaria causando impacto direto no setor leiteiro. Zequinha Marinho acrescentou que, na Região Norte, o problema se acentua devido à menor renda média da população.

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Ele informou que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu investigação de dumping contra os dois países vizinhos e defendeu a adoção de medidas antidumping provisórias. De acordo com o senador, pequenos produtores não conseguem competir com o leite importado. Zequinha alertou para o risco de aumento de endividamento, abandono da atividade e maior dependência externa caso não haja intervenção do governo.

—  Se nada for feito, veremos produtores endividados, abandonando a atividade; a queda também na produção nacional; e a dependência de importações, o que seria um desastre para a segurança alimentar e para a economia do país ligada a esse setor — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Motta diz que vai comprovar no STF a legalidade das emendas orçamentárias

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a legalidade das emendas parlamentares e afirmou que vai comprovar a transparência da execução desses recursos perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal apontou indícios de que políticos sem mandato têm exercido influência sobre a destinação dessas emendas.

Bloqueio de bens
O ministro do STF, Flávio Dino, determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha e de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Na decisão, o ministro também deu prazo de dez dias para que Hugo Motta encaminhe toda a documentação relativa à tramitação interna das emendas apontadas pela Polícia Federal, devidamente individualizada e organizada por emenda.

“Nós temos a convicção de que a Câmara está cumprindo a lei acerca da aplicabilidade e da execução das emendas de comissão. Nós vamos demonstrar isso nesse processo”, disse o presidente a jornalistas na saída do Plenário nesta terça-feira (14).

“Eu respondo pela Câmara dos Deputados, estou conversando com as lideranças, com os órgãos técnicos da Casa e, no momento certo, nós vamos nos posicionar”, afirmou Motta.

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Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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