AGRONEGÓCIO
Ministro Fávaro visita sistemas agroflorestais em Tomé-Açu
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, visitou nesta terça-feira (18) a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), no Pará, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). A região é referência na implantação de sistemas agroflorestais estruturados por imigrantes japoneses e que se tornaram um exemplo de uso sustentável da terra na Amazônia.
Também participaram da comitiva o assessor especial do ministro, Carlos Augustin, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luiz Rua, e o secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro.
Nos sistemas visitados, o ministro conheceu o modelo que integra dendê, cacau, açaí, pimenta, cana e outras culturas amazônicas em uma mesma área, formando uma floresta cultivada capaz de gerar renda e conservar o ambiente. A iniciativa é considerada uma das experiências mais bem-sucedidas do país na recuperação produtiva de áreas degradadas.
A comitiva também visitou o complexo industrial da cooperativa, que processa frutas para a produção de polpas, sorvetes e panificados destinados ao mercado interno e às exportações para países como Japão e Alemanha. Para Fávaro, o trabalho realizado em Tomé-Açu demonstra que é possível produzir em harmonia com a floresta e aponta caminhos para ampliar modelos sustentáveis em toda a região amazônica.
“Estamos em Tomé-Açu, na CAMTA. É realmente espetacular, a cooperativa apoia os produtores locais, promove a produção integrada à floresta e ao meio ambiente, com sustentabilidade e geração de renda para a população”, destacou o ministro.
Já Ernesto Suzuki, produtor rural de Tomé-Açu e cooperado da CAMTA, explicou a produção. “Trabalhamos há mais de 50 anos com sistemas agroflorestais, utilizando tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, pela nossa cooperativa e por outros parceiros”, disse. “Produzimos mais de 1,6 mil toneladas de dendê por ano e, no sistema agroflorestal, temos 50 hectares, sendo cerca de 10 já produtivos em expansão”, completou.
Sistema agroflorestal em Tomé-Açu
Referência nacional em produção integrada à floresta, Tomé-Açu consolidou ao longo das últimas décadas um modelo agroflorestal que combina espécies de diferentes ciclos e gera renda contínua aos produtores. A região destaca-se pela diversidade produtiva, com cultivos como cacau, açaí, cupuaçu, pimenta-do-reino, banana e seringueira crescendo no mesmo ambiente, em arranjos que fortalecem o solo e mantêm a floresta em pé.
O sistema, construído a partir da experiência de agricultores locais e do intercâmbio com descendentes de imigrantes japoneses, se tornou exemplo de sustentabilidade e resiliência econômica. Com apoio da Embrapa e da CAMTA, os produtores adotaram técnicas que aumentaram a produtividade, reduziram a pressão sobre novas áreas e transformaram Tomé-Açu em vitrine de inovação para a agricultura amazônica.
Visita a frigorífico da Mercúrio Alimentos
A comitiva também realizou uma visita a um dos frigoríficos da Mercúrio Alimentos, em Castanhal. A unidade é dedicada ao abate e processamento de bovinos, desempenhando papel relevante na expansão produtiva da empresa e no fortalecimento das exportações de carne bovina do Pará.
Segundo o ministro Fávaro, a visita, que contou com a presença da diretora-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), Emmanuelle Soubeyran, foi uma oportunidade para demonstrar a excelência sanitária e produtiva do setor. “A visita foi uma oportunidade de mostrar a capacidade e a qualidade do rebanho brasileiro e também do processo de abate aqui no Estado do Pará. A Mercúrio é uma referência, uma das carnes mais valorizadas do Brasil no exterior. Por isso, temos essa excelência como vitrine e muito orgulho da indústria brasileira”, destacou o ministro.
Informação à imprensa
[email protected]
AGRONEGÓCIO
Inteligência financeira vira a nova regra de lucro no campo
O sucesso do produtor rural brasileiro mudou de endereço. Se durante décadas o prestígio no campo era medido exclusivamente pela quantidade de sacas colhidas por hectare, a realidade de custos apertados e mercados voláteis redesenhou o tabuleiro do agronegócio. Agora, a rentabilidade real não depende apenas de quem produz mais, mas sim de quem decide melhor da porteira para dentro.
Essa quebra de paradigma é a engrenagem central do painel “Inteligência Financeira no Agro: O Caminho para Crescer com Segurança”, um dos debates mais aguardados da programação da Green Farm 2026 que acontece na próxima sexta-feira (29.05), em Cuiabá.
O encontro foi desenhado com um objetivo puramente prático: desmistificar a burocracia das finanças e traduzir conceitos complexos do mercado em ferramentas simples para o dia a dia do produtor rural, independentemente do tamanho da sua propriedade.
Um dos grandes gargalos identificados por consultores do setor é que boa parte dos produtores ainda opera de forma reativa. Na prática, isso significa tomar decisões cruciais, como a compra de insumos ou a venda da safra, pressionado pela necessidade imediata de caixa ou pela falta de dados claros sobre o custo real da fazenda.
Para virar essa chave, o painel vai abordar os fundamentos de uma gestão estruturada, focando em métricas que impactam diretamente o bolso do agricultor:
-
Custo real por hectare: O controle rigoroso de cada centavo investido na terra antes mesmo do plantio.
-
Preço mínimo de venda: O cálculo exato de quanto a saca precisa custar para cobrir as despesas e garantir o lucro.
-
Fluxo de caixa: A organização dos pagamentos e recebimentos para evitar surpresas e a dependência de crédito caro de última hora.
Do reativo ao estratégico: os fundamentos da saúde financeira com Marlei Danielli
Para guiar o produtor na transição de uma postura reativa para uma liderança estratégica, a diretora da WFlow Agro MT, Marlei Danielli, levará ao painel uma visão prática e realista construída diretamente no relacionamento com os produtores de Mato Grosso. A especialista abordará os pilares da organização financeira da fazenda, desmistificando temas essenciais como o cálculo do custo real por hectare, a formação do preço mínimo de venda e o planejamento rigoroso do fluxo de caixa.
Danielli trará um alerta importante para o debate: o risco de operar sob pressão imediata por liquidez. Sua contribuição será demonstrar como a estruturação estratégica do crédito rural e o acesso a informações organizadas dão ao produtor o poder de antecipar riscos e planejar a safra com segurança, deixando de tomar decisões de curto prazo que comprometem a rentabilidade futura do negócio.
Dados unificados e tecnologia acessível: a rota de Mauro Paglione
O avanço da digitalização no campo será detalhado sob a ótica de Mauro Paglione, CEO do Grupo SAA Software. O executivo demonstrará como os sistemas integrados e a inteligência de dados deixaram de ser exclusividade dos grandes grupos e se tornaram ferramentas de sobrevivência e eficiência também para pequenos e médios produtores.
Em sua apresentação, Paglione focará na integração real entre a gestão operacional (o dia a dia da lavoura) e a gestão financeira. A proposta é mostrar que a tecnologia não deve ser vista como um fim ou um capricho tecnológico, mas como um meio simplificador de processos. O produtor aprenderá como o uso estratégico de dados gera uma visão unificada de toda a operação agrícola, transformando planilhas isoladas em poderosas ferramentas de apoio à tomada de decisão rápida.
O escudo contra as oscilações globais: a gestão de risco de Marco Antônio de Oliveira
Diante de um mercado marcado pela forte volatilidade nos preços das commodities e insumos, a proteção do patrimônio será o foco de Marco Antônio de Oliveira, CEO da FertiHedge. O especialista trará para o centro do debate a inteligência de mercado aplicada à compra de insumos e à comercialização da safra, detalhando o funcionamento de ferramentas como o hedge agrícola e as travas de proteção de preços.
A grande tese que Oliveira defenderá no painel é de que, no cenário econômico atual, proteger o resultado financeiro é tão importante quanto aumentar a produtividade. O produtor receberá orientações estratégicas para blindar sua margem de lucro contra os sobressaltos do câmbio e a oscilação internacional de fertilizantes, garantindo a previsibilidade e a sustentabilidade econômica da propriedade ciclo após ciclo.
Fonte: Pensar Agro
-
POLÍTICA MT3 dias atrásDepois da polêmica envolvendo o SAMU, Pivetta envia outra mensagem polêmica à Assembleia com proposta de extinguir Ouvidoria; deputado Dr. João é contra medida
-
POLÍTICA MT3 dias atrásUnião inédita entre PL e PT em Cáceres redefine forças na Câmara Municipal
-
POLÍTICA MT4 dias atrásWellington admite força de Max Russi e reconhece impacto de possível candidatura ao governo de MT – veja o video
-
POLÍTICA MT3 dias atrás“CORJA, PETULANTE E DITADOR”: JÚLIO CAMPOS DETONA MAURO MENDES E DISPARA ” ELE ESTAVA QUEBRADO EM 2018 NÓS BANCAMOS A CAMPANHA DELE ” – Assistam
-
TCE MT2 dias atrásSérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints
-
POLÍTICA MT3 dias atrásWellington aparece com 27%, Pivetta sobe para 20% e Jayme tem 14% em cenário embolado ao governo de Mato Grosso
-
POLÍTICA MT6 dias atrásAbilio e Pivetta ampliam investimentos em espaços esportivos de Cuiabá e entregam campo e quadra no Três Barras
-
SAÚDE4 dias atrásDenúncias contra gestão de hospital em Diamantino levantam suspeitas de favorecimento familiar e irregularidades
