POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova processo seletivo obrigatório antes da celebração de convênio com administração pública

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga a administração pública direta a fazer processo seletivo antes de celebrar convênios ou outros instrumentos do tipo com empresas e entidades de direito privado. A proposta altera a Lei de Licitações e Contratos Administrativos.

O processo seletivo seguirá as regras do chamamento público previstas no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

O chamamento público exige critérios claros de objetivos, metas, custos e avaliação de resultados. O edital deve ser publicado com antecedência e garantir igualdade de condições. Exceções são permitidas em casos urgentes ou de atividades já credenciadas. A administração pública deve analisar as propostas com imparcialidade, checar os requisitos legais e justificar dispensas do chamamento.

O texto foi aprovado no colegiado na forma de um substitutivo ao Projeto de Lei 3453/08, do Senado, conforme recomendação do relator, deputado Florentino Neto (PT-PI). “Esse Marco Regulatório estabelece que a celebração de termo de colaboração ou de fomento será precedida de chamamento público a fim de selecionar as entidades que tornem mais eficaz a execução do objeto”, argumentou.

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O texto original alterava a antiga Lei de Licitações, que já foi revogada.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras para aumentar proteção de motoristas de aplicativo

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria novas medidas para aumentar a segurança de motoristas de aplicativos de transportes.

Pela proposta, as plataformas deverão oferecer ferramentas de proteção durante as viagens, como botão para acionar a polícia, atendimento imediato em situações de emergência e compartilhamento da localização em tempo real.

As empresas também terão de verificar a identidade dos usuários para evitar fraudes e o uso indevido de contas.

O texto assegura ao motorista, antes de aceitar uma corrida, acesso ao endereço completo de embarque e desembarque, ao nome do passageiro e à quantidade de viagens já realizadas por ele.

A comissão aprovou a versão do relator, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), que fez ajustes técnicos no texto original (Projeto de Lei 6370/25), do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). “O objetivo é fortalecer a segurança de motoristas e usuários por meio da adoção de medidas proporcionais, efetivas e juridicamente adequadas”, disse Portugal.

O texto aprovado também incentiva campanhas educativas, a criação de canais de atendimento específicos e o treinamento de agentes públicos para atender ocorrências relacionadas ao setor.

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Por fim, o motorista não poderá ser punido por cancelar ou recusar uma viagem quando houver risco comprovado à sua segurança ou aos seus bens.

As plataformas que descumprirem as regras poderão receber advertência ou multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil por infração.

Próximas etapas
A proposta ainda será ainda analisada, de forma conclusiva, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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