AGRONEGÓCIO

Ministro Fávaro participa da COP30 em Belém

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, chega a Belém nesta segunda-feira (17) para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá até o dia 21 de novembro. O Mapa integra a Conferência com uma agenda voltada à apresentação de iniciativas para um agronegócio mais sustentável.

Entre os destaques da participação do ministro está a apresentação do projeto de cooperação técnica entre o Mapa, a Embrapa e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) sobre diagnósticos de pastagens degradadas. A agenda ocorrerá no dia 18, às 16h30, na AgriZone, a casa da agricultura sustentável na COP30. No dia seguinte, 19 de novembro, às 10h, o ministro apresenta o programa Caminho Verde Brasil na Blue Zone.

Fávaro também participa do painel “Uma só saúde para resiliência climática: soluções intersetoriais para desafios globais”, que será realizado no dia 20, às 10h.

Ainda na quinta-feira (20), o ministro cumpre agenda de reuniões bilaterais com diversos países, ampliando o diálogo internacional e fortalecendo parcerias estratégicas para o agro brasileiro. Também está prevista reunião com a OCDE, durante o painel “O desafio do comércio agrícola sustentável: um diálogo de alto nível”.

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SERVIÇO

Ministro Carlos Fávaro na COP30

Data: de 17 a 20 de novembro
Local: Agrizone e Blue zone, em Belém (PA)

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Safra de cana no Centro-Sul atinge 9,17 milhões de hectares

A área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul do Brasil atingiu 9,17 milhões de hectares na safra 2026/27. O número representa uma expansão de 3,1% em comparação aos 8,9 milhões de hectares do ciclo anterior, consolidando um movimento de crescimento monitorado por imagens de satélite e geotecnologia. O dado é acompanhado por uma reconfiguração na lista dos principais polos produtores, influenciada diretamente pelo cronograma de renovação dos canaviais.

A mudança no ranking dos municípios que mais ofertam cana para colheita é reflexo direto do manejo das lavouras. Áreas que passam por reforma ficam temporariamente indisponíveis para o corte e retornam ao sistema após ganharem novo potencial produtivo. Esse ciclo de rotatividade explica a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS) à primeira colocação nacional e a entrada de Nova Andradina (MS) no grupo dos 12 maiores produtores da região, deslocando Guaíra (SP).

Apesar dessas variações locais, a concentração da atividade agrícola permanece estável. O bloco dos 12 municípios com maior extensão de cana disponível responde por cerca de 10,4% de toda a área mapeada no Centro-Sul, um patamar praticamente idêntico ao observado na temporada passada.

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Geografia da produção

A estrutura produtiva mantém uma forte centralização em quatro estados, que juntos somam 91% da área total:

  • São Paulo: 57,1% (5,24 milhões de hectares).

  • Goiás: 12,4%.

  • Minas Gerais: 12,2%.

  • Mato Grosso do Sul: 9,3%.

Embora São Paulo sustente a dominância no setor, Mato Grosso do Sul foi o estado com o maior incremento proporcional na área cultivada entre os dois ciclos, com alta de 0,3%. O desempenho reflete a força de polos como Rio Brilhante, Costa Rica e Ivinhema.

O monitoramento contínuo das áreas, segundo analistas do agronegócio, é essencial para compreender não apenas o volume disponível, mas as tendências de longo prazo na oferta de matéria-prima para o setor de biocombustíveis. A precisão na identificação de áreas em reforma versus áreas prontas para colheita permite antecipar oscilações de produtividade que impactam diretamente a cadeia de etanol e açúcar no país.

Fonte: Pensar Agro

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