CUIABÁ

Parlamentar quer políticas públicas voltadas à saúde mental nas escolas

Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar 
A vereadora Michelly Alencar (União) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (13), para fazer um apelo em defesa da saúde mental dos estudantes e alertar para o aumento de casos de violência dentro das escolas.
A parlamentar destacou sua preocupação com os recentes episódios registrados em Mato Grosso, envolvendo adolescentes, e cobrou uma resposta urgente do poder público.
“Nesta semana, tivemos dois casos gravíssimos. Uma adolescente de 13 anos foi esfaqueada dentro da escola em Rondonópolis, e outro, de 15, que tentou ajudar, também acabou ferido, ambos atacados por um aluno de 16 anos. Estamos falando de jovens, dentro do ambiente escolar, em nosso estado. Isso precisa ser olhado com urgência”, destacou Michelly.
Durante o pronunciamento, a vereadora lembrou que já apresentou o projeto psicossocial  nas Escolas, ainda em seu mandato anterior, e voltou a defender sua implementação como uma ação estruturante para cuidar da saúde emocional de alunos e famílias.
“Esse projeto propõe a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas, não apenas para os estudantes, mas também para os pais. Porque um adolescente que chega ao ponto de agredir outro precisa de acompanhamento psicológico, e a estrutura familiar também deve ser assistida”, explicou.
Michelly ressaltou que a discussão sobre o tema deve envolver toda a comunidade escolar e as famílias, buscando uma nova forma de encarar a educação do futuro. 
“Precisamos repensar a educação mental das nossas crianças e adolescentes. A saúde psicológica deve se tornar uma disciplina, e é essencial envolver os pais nesse processo. Não dá para colocar toda a responsabilidade sobre a escola, porque muitas vezes essas crianças vêm de um ambiente que precisa ser reestruturado”, afirmou.
A vereadora também fez uma manifestação às autoridades municipais e estaduais, pedindo que o tema seja tratado com prioridade.
 “Eu faço um apelo aos pais, à Secretaria de Educação de Cuiabá, ao Governo do Estado e ao prefeito Abílio Brunini: precisamos repensar a educação do futuro. Nossos jovens estão se agredindo, estão sofrendo dentro das escolas. Precisamos agir antes que esses casos se tornem números frios em estatísticas de violência”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Agricultura familiar garante mais de 4 toneladas de alimentos para famílias atendidas na Semana do Migrante

A Secretaria Municipal de Agricultura contribuiu para fortalecer as ações de segurança alimentar da 41ª Semana do Migrante, realizada pelo Centro Pastoral para Migrantes (CPM), em Cuiabá, por meio do apoio logístico ao transporte de alimentos produzidos pela agricultura familiar. A iniciativa possibilitou a entrega de mais de quatro toneladas de frutas, verduras e hortaliças destinadas às famílias migrantes em situação de vulnerabilidade social atendidas pela instituição.

Celebrada nacionalmente entre os dias 14 e 21 de junho, a Semana do Migrante tem como tema neste ano “Migração e Moradia: Eu não tenho onde morar”. Em Cuiabá, a programação reúne diversos órgãos públicos e entidades parceiras para oferecer serviços de cidadania, inclusão social, orientação profissional, assistência social, saúde e segurança alimentar.

A participação da Secretaria Municipal de Agricultura ocorreu por meio da articulação entre produtores da agricultura familiar, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Centro Pastoral para Migrantes, garantindo o escoamento da produção e a chegada dos alimentos às famílias beneficiadas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, o apoio logístico atende a uma orientação da gestão municipal para fortalecer as políticas públicas de segurança alimentar e dar suporte aos pequenos produtores rurais.

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“O apoio logístico aos produtores da agricultura familiar na Semana do Migrante atende a uma orientação do prefeito Abilio Brunini. Muitas comunidades ficam distantes e os produtores não possuem transporte próprio. A Secretaria de Agricultura está à disposição para garantir a entrega das mercadorias em programas como o PAA e o PNAE, fortalecendo as políticas de segurança alimentar”, afirmou.

O secretário destacou ainda que diversas comunidades rurais, localizadas entre 30 e 50 quilômetros da área urbana, dependem desse suporte para comercializar sua produção.

“Nossa preocupação é garantir condições para que esses agricultores possam entregar seus produtos. É gratificante ver a agricultura familiar produzindo e contribuindo diretamente para ações de segurança alimentar”, acrescentou.

De acordo com o coordenador das Feiras da Secretaria Municipal de Agricultura, Luís Alberto Rodrigues Leite, cerca de três toneladas de alimentos foram fornecidas por produtores vinculados à Associação Maria Terra, formada por 25 mulheres agricultoras das comunidades Terra Vermelha, Pai Joaquim, Serra das Laranjeiras, Casulo, Bocaival, Monjolo e região dos distritos da Guia e do Águaçu.

Além desse volume, mais de uma tonelada de alimentos foi entregue por produtoras da comunidade Serra das Laranjeiras, também participantes do projeto Maria Terra. Entre os produtos destinados à ação estão mandioca, mamão, limão, quiabo, jiló, alface e cebolinha.

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Segundo Luís Alberto, o trabalho da Secretaria consistiu em disponibilizar veículos e organizar a logística necessária para buscar os alimentos nas comunidades rurais e transportá-los até o Centro Pastoral para Migrantes.

“O nosso apoio fortalece os produtores porque, sem essa estrutura, eles teriam custos adicionais com frete, reduzindo sua renda. A Secretaria realiza as viagens necessárias para garantir que a produção chegue ao destino e cumpra sua finalidade social”, explicou.

O coordenador informou ainda que novas entregas estão programadas até o fim do mês, ampliando o alcance da ação e reforçando o atendimento às famílias assistidas pelo Centro Pastoral para Migrantes.

Coordenador da Semana do Migrante e diretor do Centro Pastoral para Migrantes, o padre Mauro Verzeletti já havia destacado a importância da atuação conjunta entre instituições públicas e entidades da sociedade civil para atender a população migrante que vive em Mato Grosso. Segundo ele, o Centro Pastoral acolheu mais de 1.200 migrantes desde o início do ano passado, oferecendo hospedagem, alimentação e apoio para a inserção social e econômica dessas famílias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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