NACIONAL

MEC anuncia criação do Impa Tech Nordeste

O ministro da Educação, Camilo Santana, assina nesta terça-feira, 4 de novembro, um protocolo de intenção para a criação do campus Impa Tech Nordeste, em Teresina (PI). A assinatura ocorrerá durante visita ao prédio que sediará o campus. Ainda durante agenda no Piauí, o ministro anuncia parceria voltada ao fortalecimento da pesquisa e do desenvolvimento científico e tecnológico entre a Universidade Federal do Piauí (UFPI), o governo do estado e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com intermediação do Ministério da Educação (MEC). Durante agenda na cidade, Camilo assina também autorização para criação do curso de medicina da UFPI. A cerimônia contará com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Marcelo Viana. 

A nova unidade do Impa Tech será instalada no antigo prédio do Centro de Formação Antonino Freire, voltado à formação de talentos da Região Nordeste em matemática, ciência de dados, robótica, inteligência artificial e ciência da computação. O MEC e o MCTI participarão como parceiros, cada um investindo 50% do orçamento total do projeto. O investimento federal previsto para a implantação, em 2026, é de R$ 17,9 milhões. Nos anos seguintes, os aportes somam R$ 24,8 milhões em 2027, R$ 31,8 milhões em 2028 e R$ 43,8 milhões em 2029. O Governo do Estado do Piauí será responsável pela contrapartida, oferecendo estrutura física e moradia estudantil dentro do campus, nomeado de Tech Park Piauí. 

A escolha de Teresina se deve à posição estratégica da capital no Nordeste. Além disso, o estado concentra um grande número de medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O bom desempenho na competição é uma das formas de ingresso no curso gratuito de bacharelado em matemática da tecnologia e inovação do Impa Tech. A iniciativa integra o compromisso do MEC com a descentralização das oportunidades educacionais e a promoção da equidade regional no acesso à formação científica de ponta. 

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Parceria – A iniciativa firmada entre a UFPI, o governo do Piauí e o MCTI, em articulação com o MEC e o Impa, prevê um investimento de R$ 35 milhões voltados à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico no estado. O acordo tem como foco impulsionar projetos estratégicos em inteligência artificial soberana (SoberanIA), ciência de dados e inovação tecnológica, com a criação de um centro de excelência em pesquisa matemática aplicada e em áreas correlatas, como computação, física e robótica, voltado especialmente à formação de talentos do Nordeste. O projeto inclui a instalação de infraestrutura acadêmica e laboratorial no entorno do Tech Park Piauí, em Teresina, e a oferta de cursos e programas de capacitação que integrarão universidade, empresas e órgãos de fomento locais. 

Medicina UFPI – O ministro da Educação, Camilo Santana, também assina, nesta terça-feira (4), a autorização para oferta do curso de medicina da Universidade Federal do Piauí (UFPI) no campus Amílcar Ferreira Sobral, em Floriano. Fruto da política de expansão e interiorização do ensino superior conduzida pelo MEC, o novo curso ofertará 30 vagas anuais a partir de 2026. O investimento inclui a criação de cargos docentes, técnicos e de coordenação, assegurando as condições para o início das atividades acadêmicas. 

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A UFPI comprovou possuir infraestrutura adequada, validada pela visita técnica do MEC. A Secretaria de Educação Superior (Sesu) da pasta, que já acompanha o processo de implementação do curso, seguirá o monitorando até a formação da primeira turma.  

A medida integra os objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE) e busca reduzir desigualdades na formação médica no país, especialmente no Nordeste. De acordo com a Demografia Médica 2025, o Piauí tem uma das menores taxas de médicos especialistas do Brasil. Com a nova unidade, a UFPI passa a ofertar o curso de medicina em três cidades — Teresina, Picos e Floriano — fortalecendo a formação de profissionais de saúde e ampliando o acesso à educação pública e à assistência médica de qualidade no interior do estado. 

Agenda – Ainda no Piauí, nesta terça-feira (4), a comitiva do MEC inaugura novo núcleo da Rede de Inovação para a Educação Híbrida (Rieh) em Teresina e participa do evento EduCOP30: educação para o clima e inovação para o futuro. À tarde, o ministro empossa o professor Paulo Borges da Cunha no cargo de reitor do Instituto Federal do Piauí. Na quarta-feira (5), no campus Ministro Petronio Portella da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a pasta realizará a entrega de 900 unidades da Carteira Nacional Docente, além de vouchers de premiação do programa Mais Professores. 

Resumo | Mais educação para o Piauí 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

PDDE Equidade: prazo de adesão é ampliado até 10 de junho

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 10 de junho o prazo de adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade). O anúncio foi feito nesta terça-feira, 2 de junho, durante webinário promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), com transmissão pelo canal do MEC no YouTube

Durante o evento, que reuniu gestores e representantes de redes de ensino de diversas regiões do Brasil, a equipe técnica do MEC respondeu dúvidas acerca do processo de adesão ao programa. A transmissão faz parte de uma série de webinários realizada com o objetivo de auxiliar estados, municípios e o Distrito Federal no preenchimento das informações e na utilização do sistema. 

“A gente sabe que o processo de adesão pode ser cheio de dúvidas, é um sistema novo para muita gente. Então, temos feito o possível para responder as dúvidas com maior brevidade”, explicou o coordenador-geral de Equidade Educacional do MEC, Caio Callegari. Após o encerramento do primeiro ciclo de adesões, o MEC realizará um segundo ciclo para novas escolas elegíveis. 

Em 2026, o PDDE Equidade contará com investimento de cerca de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos para aproximadamente 30 mil escolas públicas. A iniciativa destina recursos financeiros suplementares para as escolas públicas de educação básica, a fim de promover a melhoria das condições de oferta, da infraestrutura e da qualidade do ensino em contextos de maior vulnerabilidade social e educacional. 

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O programa é uma iniciativa do MEC em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Regulamentado pela Resolução nº 8, de 7 de maio de 2026, o PDDE Equidade tem como objetivo fortalecer a equidade educacional nas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal. 

Mudanças – Em 2026, o programa manteve sua estrutura geral de funcionamento da descentralização orçamentária, mas adequou rotas, incluindo maior precisão na categorização da natureza da despesa; redução de desafios com a prestação de contas; aperfeiçoamento de critérios de elegibilidade e priorização de cada subprograma e eixo; e fortalecimento e monitoramento da política.  

Um dos ajustes nos critérios de elegibilidade diz respeito à ampliação do acesso institucional – incluindo Unidades Executoras (UEx) consorciadas e, também, a articulação com políticas estruturantes do MEC, como a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e o Novo Pronacampo.  

Em relação aos critérios de priorização, houve ajustes como a consideração do histórico de atendimento pelo programa, a fim de garantir que mais escolas, sobretudo aquelas que nunca receberam o recurso, sejam priorizadas, e a inclusão de indicador de priorização por vulnerabilidade educacional. Muitas dessas mudanças visam fortalecer o potencial redistributivo dos recursos, facilitar o recebimento dos repasses pelas escolas e qualificar a articulação de políticas de educação com equidade do MEC. 

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Contudo, o programa não mudou seus eixos principais: modelo de adesão; papéis e responsabilidades das escolas, redes e demais órgãos envolvidos; e valores repassados por escolas. 

Em decorrência da boa alocação de recursos no ano passado, com mais de 92% da execução financeira, o PDDE Equidade manteve seu orçamento de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos da seguinte maneira em 2026:  

  • PDDE Água, Campo e Agroecologia: R$ 93,0 milhões;    
  • PDDE Diversidades (considerando os eixos de educação bilíngue de surdos; educação de jovens e adultos; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação para as relações étnico-raciais): R$ 84,9 milhões;     
  • PDDE Sala de Recursos Multifuncionais: R$ 200,3 milhões. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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