SAÚDE
Ministério da Saúde firma acordo com a ImpulsoGov para impulsionar soluções digitais na Atenção Primária
O Ministério da Saúde e a ImpulsoGov assinaram simbolicamente, nesta terça-feira (28), o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº 21/2025, formalizando uma parceria estratégica voltada à otimização do acesso, da análise e da interpretação de indicadores de saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) por meio de soluções digitais.
Participaram da assinatura o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda; a diretora do Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde (DECOOP/MS), Aline Costa; e o cofundador e diretor-executivo da ImpulsoGov, João Abreu. O acordo foi originalmente assinado e publicado no Diário Oficial da União no dia 13 de outubro.
Com vigência de cinco anos, a cooperação estabelece bases para uma colaboração mútua entre o Ministério da Saúde e a ImpulsoGov. Na prática, a organização contribuirá com metodologias e conhecimento técnico para a criação, o teste e a avaliação de novas ferramentas, sempre em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As ações incluem, por exemplo, o desenvolvimento de um chatbot para apoiar gestantes no pré-natal, com dicas de cuidados e alimentação, informações para fortalecer o cuidado dos recém-nascidos nos primeiros dias de vida e lembretes sobre imunização infantil.
A parceria também prevê o desenvolvimento de painéis de acompanhamento de pacientes, estudos sobre o impacto de tecnologias na promoção da saúde e ações de capacitação para incorporação de inovações pelas equipes do Ministério.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou que a formalização do ACT representa um passo importante na agenda de transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa é a primeira parceria formal do Ministério da Saúde com a ImpulsoGov. Esse acordo de cooperação técnica, construído em conjunto com a Secretaria de Atenção Primária, reforça nosso compromisso com uma gestão baseada em evidências e com o uso de tecnologia para aprimorar o cuidado à população”, afirmou.
Para João Abreu, cofundador e diretor-executivo da ImpulsoGov, a formalização representa um avanço importante. “Essa parceria legitima um caminho que vem sendo construído há muito tempo, baseado em confiança, resultados e um propósito comum: fortalecer o SUS por meio do uso inteligente de dados e tecnologia. A assinatura institucionaliza nossa relação com o Ministério da Saúde e abre caminho para uma cooperação de longo prazo”, destacou.
A ImpulsoGov já atua em parceria com mais de 300 municípios, em 24 estados brasileiros, oferecendo gratuitamente soluções e ferramentas para aprimorar a gestão da saúde pública. Com o ACT firmado, a organização passa a contribuir também para o desenvolvimento de estratégias nacionais de inovação, apoiando o Ministério da Saúde na construção de um SUS cada vez mais moderno, integrado e centrado nas pessoas.
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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