NACIONAL
Ministro Silvio Costa Filho nomeia Otto Luiz Burlier como novo secretário nacional de Hidrovias
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (29) a nomeação de Otto Luiz Burlier da Silveira Filho como novo secretário nacional de Hidrovias. Com vasta experiência de atuação em logística e infraestrutura, Burlier assume a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) com a missão de consolidar as hidrovias como parte essencial da malha logística brasileira, promovendo soluções sustentáveis, eficientes e integradas ao transporte nacional.
O novo secretário substitui Dino Antunes Batista, que esteve à frente da pasta desde sua criação, em abril de 2024. Vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a SNHN foi criada para formular e implementar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da navegação interior, com foco na redução de custos logísticos, transição energética e promoção do desenvolvimento regional.
Trajetória técnica e experiência
Servidor público de carreira, Otto Luiz Burlier possui mais de 15 anos de atuação em cargos estratégicos ligados à infraestrutura logística no governo federal. Foi diretor de Gestão e Modernização Portuária no então Ministério da Infraestrutura e presidente do Conselho de Administração da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), onde atuou com foco na eficiência dos serviços e na governança portuária.
O novo secretário também integrou a equipe do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e ocupou funções técnicas no Ministério do Planejamento, no Ministério da Agricultura e na Secretaria de Portos da Presidência da República, contribuindo com o planejamento e a execução de projetos prioritários nos setores de portos, aeroportos, ferrovias, rodovias e hidrovias.
Com passagem por programas estruturantes como o PAC e o Avançar Parcerias, Burlier acumulou experiência em políticas públicas de logística intermodal, revisão regulatória e articulação institucional, com foco no desenvolvimento da infraestrutura nacional.
Reconhecimento à gestão de Dino Antunes
Durante o anúncio, o ministro Silvio Costa Filho destacou a contribuição de Dino Antunes na estruturação da secretaria e na elaboração de bases técnicas e legais para a consolidação das hidrovias como prioridade da infraestrutura nacional. “Dino, você está marcado na história como o primeiro secretário nacional de Hidrovias. E não é fácil iniciar uma caminhada como essa, estruturando uma secretaria do zero, com compromisso e entrega ao país”, afirmou o ministro.
Segundo Silvio Costa Filho, a criação da SNHN se deu em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, como parte de uma estratégia de retomada da logística multimodal e de valorização do modal hidroviário. “Hoje a Secretaria Nacional de Hidrovias é um ativo do Brasil. E isso se deve ao trabalho de toda a equipe e à liderança de Dino à frente dessa construção”, completou.
Nomeação
Ao anunciar o novo secretário, Silvio Costa Filho destacou o perfil técnico de Otto Luiz Burlier e a decisão do ministério de valorizar quadros qualificados da administração pública. “O Otto é um quadro muito qualificado, um jovem servidor de carreira que iniciou lá atrás, atuando nos projetos do PPI. Ajudou muito o Dino ao longo dessa caminhada e representa essa nova geração de gestores públicos com diálogo com a iniciativa privada e compromisso com o Brasil. Nosso papel é apresentar e revelar novos quadros ao país”, afirmou o ministro.
Ao assumir a secretaria, Otto Luiz Burlier terá como prioridades a viabilização de concessões hidroviárias – como o Tramo Sul da Hidrovia do Paraguai, com edital previsto para o segundo semestre de 2025 –, a articulação com o setor produtivo para potencializar o uso das hidrovias nos principais corredores logísticos do país e a implantação de projetos alinhados à transição ecológica e à descarbonização do transporte.
A SNHN coordena iniciativas estratégicas como a Política Nacional de Desenvolvimento Hidroviário Sustentável, o programa BR dos Rios e a carteira de investimentos públicos e privados em infraestrutura de transporte aquaviário, com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
MEC encerra formação das redes de apoio à política de ensino médio
O Ministério da Educação (MEC) realizou, na terça-feira, 30 de junho, o webinário de encerramento do Curso de Formação Integrada das Redes de Apoio à Implementação da Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem). A atividade marcou a conclusão do percurso formativo voltado a integrantes da Rede de Inovação para a Educação Híbrida (Rieh), da Rede de Apoio à Implementação da Pnaem nos territórios (REM) e da Rede Nacional de Implementação do Programa Pé-de-Meia (Renapem).
A formação teve como objetivo fortalecer a atuação articulada das três redes nos estados e no Distrito Federal, com foco na implementação da política, na inovação pedagógica, na organização curricular e nas estratégias de permanência dos estudantes do ensino médio.
Durante a abertura, a diretora de Incentivos a Estudantes da Educação Básica, Marisa de Santana da Costa, destacou a importância do monitoramento preventivo para a proteção das trajetórias escolares. “O monitoramento preventivo é fundamental para proteger as trajetórias escolares e contribuir com os projetos de vida dos jovens. A atuação integrada das redes permite olhar para os dados, para os territórios e para os estudantes de forma mais qualificada, fortalecendo ações de prevenção ao abandono e à evasão escolar”, afirmou Marisa.
Ao todo, o curso contou com 199 concluintes, distribuídos entre as três redes e composições mistas. O percurso formativo incluiu atividades presenciais e on-line, além da elaboração dos Portfólios Integradores, apresentados pelos cursistas nos dias 18, 19 e 22 de junho.
Representando a Diretoria de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, a coordenadora-geral de Ensino Médio, Valdirene Alves de Oliveira, ressaltou a importância de políticas educacionais capazes de dialogar com as diversas modalidades e realidades do território brasileiro.
Segundo ela, a formação integrada reafirma o compromisso do MEC com uma implementação sistêmica da Política Nacional de Ensino Médio. “Falar de ensino médio no Brasil exige reconhecer a diversidade dos territórios, das redes e dos estudantes. Esta formação mostra que a implementação da política se fortalece quando há colaboração, planejamento e compromisso com a permanência, a aprendizagem e o direito à educação”, destacou Valdirene.
Programação – A programação do webinário foi organizada em duas mesas temáticas. A primeira abordou estratégias de governança e proteção das trajetórias escolares no ensino médio. Representando a Secretaria de Estado de Educação do Acre, Danielly Matos destacou a importância de considerar as realidades locais no planejamento das políticas educacionais.
“A identidade do território não pode ser tratada como rodapé. Ela precisa ser critério de planejamento para que o currículo, a formação docente e a gestão façam sentido para estudantes, professores e gestores”, ressaltou Danielly.
A segunda mesa discutiu justiça curricular e práticas pedagógicas inovadoras na Pnaem. Para Iane Dias, da Secretaria de Estado da Educação do Tocantins, a política deve garantir não apenas o acesso à escola, mas também o acesso ao conhecimento. “Justiça curricular é assegurar que os estudantes tenham direito a uma formação que reconheça suas diversidades, seus territórios e suas trajetórias”, afirmou.
Representando a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, Andreia Alves destacou a complementaridade entre as redes. Segundo ela, a Rieh contribui com a inovação pedagógica, a REM com a organização curricular e a Renapem com as estratégias de permanência estudantil. “Essa atuação integrada fortalece a travessia do estudante ao longo dos três anos do ensino médio e contribui para tornar essa etapa mais inclusiva, atrativa e conectada às juventudes”, disse.
No encerramento, Daniela da Costa, coordenadora do curso pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e integrante da última mesa do webinário, destacou que os Portfólios Integradores demonstraram a capacidade das redes de transformar os debates da formação em propostas concretas para os territórios.
“Os portfólios mostram que a integração entre as redes não ficou apenas no campo conceitual. Ela se materializou em diagnósticos, estratégias e propostas de ação construídas coletivamente, considerando as realidades de cada unidade federativa e os desafios concretos das escolas”, afirmou Daniela.
Com o encerramento da formação, o MEC reforça a importância da governança em rede para a implementação da Política Nacional de Ensino Médio e para o fortalecimento de ações voltadas à permanência, à aprendizagem e à proteção das trajetórias escolares dos estudantes.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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