TCE MT
Promotor de Justiça chama atenção para responsabilidade do setor privado no combate à corrupção
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| A módulo foi ministrado pelo promotor de Justiça Renee do Ó Souza. Clique aqui para ampliar |
O papel do cidadão na aplicação da lei anticorrupção empresarial e os programas de integridade foram abordados pelo promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) Renee do Ó Souza no 20º módulo do MBA em Gestão de Cidades, realizado nesta sexta-feira (24), no auditório da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), com transmissão ao vivo pelo Canal do TCE-MT no YouTube e pela TV Contas (Canal 30.2).
“Enquanto nós pensarmos que somente o Poder Público tem essa responsabilidade, não teremos como fazer frente a esses inúmeros escândalos de corrupção que temos no país”, defendeu o professor, que é mestre em Direito e pós-graduado em Direito Constitucional, Direito Processual Civil e Direito Civil, Difusos e Coletivos.
Renee pontuou o acordo de leniência como o reporte de informações de ilícitos praticados ou não por empresas para a autoridade pública para que ela tome as medidas cabíveis. “Essa é uma política essencialmente importante para o nosso país, porque infelizmente nós temos muitos problemas ligados à corrupção e o cidadão precisa tomar a frente de uma vez por todas nesse assunto.”
Para o promotor, a corrupção tem dois grandes atores: o funcionário público corrupto e o corruptor privado, que é beneficiado com a prática do ato de corrupção. “A lei anticorrupção empresarial trata de uma inversão na lógica do enfrentamento da corrupção, porque ela passa a agir principalmente em face do corruptor”, esclareceu.
O facilitador apontou que, imediatamente, o que o gestor pode fazer é criar sua legislação municipal com o objetivo de fomentar a criação dos programas de compliance, fazendo com que as empresas criem os seus programas e comecem a debater a respeito da nocividade dos atos de corrupção. “Assim ela passa a ser enfrentada no ambiente privado.”
Parte da estratégia da atual gestão do TCE-MT, sob presidência do conselheiro Sérgio Ricardo, o MBA busca fortalecer a capacitação contínua de servidores e gestores públicos. Para o servidor da Prefeitura de Cuiabá Marcos Silva de Sousa, os aprendizados da pós-graduação abriram novos horizontes para seus afazeres.
“Há uma perspectiva que se abre, principalmente para colaborarmos com uma gestão eficiente da cidade e para que tenhamos um olhar de sustentabilidade em relação ao futuro”, pontuou.
Para ele, a iniciativa do TCE-MT em ofertar o MBA é de suma importância. “Principalmente, capacitando os servidores públicos, que são aqueles que permanecem durante mais tempo na administração. Assim, temos uma maior capacidade técnica para auxiliar os agentes políticos a atuarem nas suas esferas para o bem da população”, concluiu Marcos.
A pós-graduação tem carga horária total de 360 horas, conta com 1 mil alunos e é realizada por meio da Escola Superior de Contas e conta com a coordenação do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar.
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Fonte: TCE MT – MT
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TCE aprova contas de 2025 da gestão Mauro e destaca avanços em segurança e educação
Parecer do Tribunal de Contas reconhece superávit de R$ 3,4 bilhões, maior resultado financeiro dos últimos cinco anos e cumprimento dos limites constitucionais
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável às contas de governo de 2025, último exercício completo da gestão Mauro Mendes à frente do Governo do Estado. O voto do relator, conselheiro José Carlos Novelli, foi aprovado por unanimidade pelo Plenário.
Entre os principais resultados apontados pelo Tribunal estão um saldo positivo de R$ 3,4 bilhões nas contas do Estado e R$ 9,7 bilhões disponíveis em caixa, maior valor dos últimos cinco anos. O relatório também destacou que Mato Grosso terminou 2025 com as contas equilibradas e uma situação financeira positiva de R$ 5,5 bilhões em relação às dívidas.
O relatório também reconheceu o cumprimento dos principais limites constitucionais e legais. Mato Grosso destinou 26,73% da receita para a Educação, acima do mínimo de 25%, e 17,47% para a Saúde, enquanto o limite para despesas com pessoal ficou em 45,54%, abaixo do teto de 60% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Para o candidato ao Senado, Mauro Mendes, o resultado é consequência de uma gestão baseada em planejamento, responsabilidade com o dinheiro público e capacidade de transformar o equilíbrio das contas em investimentos que chegam diretamente à população.
“Quando se trabalha com seriedade, planejamento e responsabilidade, os resultados aparecem. Nós organizamos as contas do Estado para poder fazer aquilo que realmente importa: investir. Fizemos os maiores investimentos em obras e ações da história de Mato Grosso, levando serviços, infraestrutura e melhorias para perto da casa do cidadão, em todas as regiões”, afirmou Mauro.
Em 2025, a receita arrecadada pelo Estado chegou a R$ 42,6 bilhões, valor 15,16% superior à previsão inicial. O resultado financeiro, segundo o TCE, demonstra a capacidade fiscal acumulada pelo Estado ao final do exercício.
O parecer do conselheiro Novelli também registrou resultados positivos em áreas específicas das políticas públicas. Na segurança, houve redução dos homicídios e dos roubos de veículos. Na educação, os dados disponíveis apontaram melhora nos índices do Ideb. Já a cobertura geral de abastecimento de água ficou acima da média nacional. Na previdência estadual, houve redução de 6,01% no déficit atuarial da MT Prev, que terminou o exercício em R$ 58,3 bilhões.
“O Estado encerrou o exercício com resultado orçamentário ajustado positivo, elevada disponibilidade financeira, endividamento sob controle e cumprimento dos principais limites constitucionais e legais relativos à educação, à saúde e às despesas com pessoal. Esse cenário evidencia a capacidade fiscal do Governo de sustentar e aprimorar as políticas públicas e os investimentos estaduais”, afirmou Novelli.
O processo segue agora para julgamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
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