POLÍTICA NACIONAL

Girão: voto de Barroso sobre aborto ‘foi atitude covarde’ e será questionado

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou decisão do ex-ministro Luís Roberto Barroso que, em seu último dia como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar relacionada à atuação de enfermeiros e técnicos de enfermagem em procedimentos de aborto. O parlamentar classificou a medida como uma afronta aos valores da sociedade e defendeu que o tema fosse discutido no Plenário físico da Corte.

Girão afirmou que a decisão foi tomada “no apagar das luzes” da gestão de Barroso e disse que o episódio provocou forte reação entre setores contrários ao aborto. Mas destacou que a manifestação de outros ministros do Supremo impediu a ampliação dos efeitos da liminar.

— Eu não esperava nada diferente da atitude covarde que teve o ministro Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal até a semana passada, que escolheu encerrar sua carreira de 12 anos naquele tribunal — infelizmente, eminentemente político e ideológico — com um final melancólico, eu diria até, senhoras e senhores, um final macabro que deixou o Brasil inteiro em polvorosa.

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O senador criticou ainda o voto favorável de Barroso à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, uma ação apresentada pelo Psol em 2017, que pede a descriminalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação. Para Girão, novos ministros não podem ser impedidos de participar do julgamento da ação, que também já teve o voto favorável da ex-ministra Rosa Weber.

A ADPF 442 é uma aberração jurídica. Estamos estudando medidas aqui com os nossos consultores, assessores, porque é justo que esses votos virtuais de um assunto tão grave sejam desconsiderados. O correto seria que os novos ministros pudessem votar. O aborto é um problema, mas nunca será uma solução. É preciso fortalecer políticas de prevenção e de acolhimento às gestantes — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Jaguaruna (SC) recebe título de Capital Nacional da Maior Onda do Brasil

O município catarinense de Jaguaruna foi denominado, oficialmente, a Capital Nacional da Maior Onda do Brasil. O título foi reconhecido após a Presidência da República sancionar a Lei 15.461/26, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (8).

“Essa iniciativa é de grande importância para o reconhecimento da relevância deste município catarinense no cenário do surfe nacional e internacional”, disse a deputada Ana Paula Lima (PT-SC), que foi relatora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) do projeto que deu origem à lei.

De iniciativa da ex-deputada Angela Amin (SC), o Projeto de Lei 1960/22 foi aprovado na Câmara dos Deputados em setembro do ano passado. Quando apresentou a proposta, ela ressaltou que o município de Jaguaruna é reconhecido por apresentar “um dos fenômenos naturais mais impressionantes do litoral sul catarinense: as ondas gigantes da Laje da Jagua”.

Segundo ela, essas ondas podem ultrapassar os 10 metros de altura e, por isso, Jaguaruna é chamada de “Nazaré Brasileira” (pelas semelhanças geográficas e esportivas com a Praia de Nazaré, em Portugal, destino procurado por surfistas de vários países).

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Turismo na região
Ao recomendar a aprovação do projeto na CCJ, a deputada Ana Paula Lima afirmou que a oficialização contribuirá para o aumento do turismo na região, “atraindo tanto surfistas profissionais quanto amadores, além de entusiastas do esporte”.

“Com o aumento do fluxo turístico, espera-se um impacto positivo na economia local, beneficiando setores como hospedagem, alimentação, comércio e serviços, gerando emprego e renda para a população local”, disse a parlamentar.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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