TECNOLOGIA

Planeta Água deságua em Brasília: começa a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Brasília se tornou o centro de uma nova travessia da ciência brasileira na tarde desta segunda-feira (20) com a abertura da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O pavilhão montado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), se transformou em um grande laboratório de ideias, experiências e descobertas. Entre estandes, exposições e debates, a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, deu o tom da mostra ao anunciar uma chamada pública de R$ 100 milhões para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O investimento do MCTI, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), vai mobilizar pesquisadores e startups em torno de um desafio urgente: garantir que o avanço tecnológico caminhe junto com a segurança da infância e da juventude. “Queremos promover ambientes digitais seguros, inclusivos e educativos, estimulando pesquisadores e startups a encontrarem soluções tecnológicas de proteção. É a ciência como aliada na defesa da infância”, afirmou Luciana Santos.

A medida complementa as novas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA Digital (Lei nº 15.211), reforçando o compromisso do Governo do Brasil em construir um ambiente virtual mais saudável, confiável e humano.

A ministra também falou sobre a importância de inspirar os jovens e despertar novas vocações científicas, convidando o público a se enxergar como parte desse movimento de transformação. “Queremos que cada jovem que passar por aqui se veja como parte desse futuro. Que entenda que o conhecimento é um caminho de liberdade, de criação e de oportunidades”, complementou a ministra.

O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), Inácio Arruda, ressaltou que a SNCT se firmou como um espaço de aproximação entre ciência e sociedade. “A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é um ponto de popularização da ciência. A cada ano escolhemos um tema e percorremos o Brasil, mobilizando estados, municípios e instituições em torno do conhecimento e da transformação social que ele proporciona”, explicou.

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Arruda lembrou que o tema deste ano reforça a conexão entre ciência, meio ambiente e a agenda global da Década do Oceano. “É o oceano, de onde todos nós viemos, de onde surgiu a vida na Terra. É um tema muito caro para todos nós e fruto de um debate intenso com as Nações Unidas e com a Década do Oceano. Em 2027, o Brasil vai sediar a Conferência Mundial do Oceano, uma conquista que nasce desse trabalho coletivo de universidades, institutos e escolas”, concluiu o secretário.

O evento de abertura também contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes; da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; e do deputado federal Rodrigo Rollemberg; além de representantes das instituições vinculadas ao MCTI, autoridades e integrantes da sociedade civil organizada.

A ciência em cada território

Mais do que uma solenidade, a abertura da SNCT marca o início de uma jornada de popularização da ciência. Criada há 21 anos, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é hoje o maior movimento de popularização científica do País. De 21 a 26 de outubro, atividades presenciais e digitais ocorrem em todo o Brasil, aproximando a ciência da vida cotidiana.

Com o tema Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território, a edição de 2025 convida o público a refletir sobre a relação entre o oceano, o clima e o modo como vivemos em cada canto do País.

Durante a cerimônia de abertura, Luciana Santos lembrou que a ciência não é feita apenas em laboratórios, mas também nas escolas, nas periferias e nas comunidades. “A ciência está em tudo: no vai e vem das ondas, na previsão do tempo, na cozinha e até no chute a gol. Mostrar isso é despertar vocações, abrir janelas e inspirar novas gerações”, destacou.

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O Pavilhão da SNCT reúne experiências imersivas e espaços interativos — como o Laboratório das Marés, o Parque Pop Espacial, o Geopark, o Espaço Conexões e o Oceanário do Sesc-DF, com projeções em 360° sobre biologia marinha.

A programação também conta com o Seminário Internacional de Popularização da Ciência, com representantes de mais de dez países, e com o Concurso de Maquetes Mais Ciência nas Escolas, que celebra o protagonismo estudantil e o aprendizado pela experimentação.

Mais do que uma mostra de descobertas, a SNCT é uma celebração do direito de aprender, experimentar e transformar o mundo com base no conhecimento. “A ciência é uma ponte entre o que somos e o que queremos e podemos ser”, concluiu a ministra Luciana Santos.

A SNCT é promovida pelo MCTI, sob a coordenação da Sedes, e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI lança oficinas para atualizar plano nacional da Década do Oceano

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta quarta-feira (3) a mobilização nacional O Brasil na Década do Oceano: Vozes para o Futuro. A iniciativa vai unir diferentes setores da sociedade para atualizar o Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). 

As principais ferramentas desse processo serão as Oficinas Livres, encontros organizados pela própria sociedade em diferentes regiões do País. As atividades poderão ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida de junho a agosto de 2026.  As reuniões podem ser uma roda de conversa, debate, oficina com dinâmicas ativas, conferência, fórum, bate-papo e até uma proposta artística. Podem participar instituições públicas ou privadas, coletivos, comunidades indígenas, tradicionais ou quilombolas. 

Os encontros garantirão a pluralidade de visões e o registro de conhecimentos, avanços e soluções locais. As contribuições coletadas serão sistematizadas e submetidas a consulta pública. Em seguida, especialistas e representantes de diferentes setores participarão de oficinas temáticas para consolidar propostas e identificar desafios prioritários para os próximos anos. 

A ação será implementada com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), unidade vinculada à pasta, articulada em conjunto com a Unesco Brasil e o Comitê Nacional da Década no Brasil, instituído pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Portaria MCTI nº 9.906, e que conta com liderança da Coordenadação-Geral de Ciências para o Oceano e Antártica (CGOA) da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (SEPPE) do MCTI. 

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O diretor do Departamento de Programas Temáticos da SEPPE, Leandro Pedron, destaca que o processo de atualização do Plano Nacional da Década do Oceano é também uma oportunidade para fortalecer a cultura oceânica no Brasil e ampliar a compreensão sobre a relação entre sociedade e oceano.

“Os desafios do oceano não se limitam às regiões costeiras. O oceano está conectado a todos os territórios brasileiros, influenciando o clima, a produção de alimentos, a economia e a qualidade de vida da população. Essas oficinas são uma oportunidade para aproximar diferentes saberes e experiências, fortalecendo a construção coletiva de soluções para o futuro do país”, afirmou.

Para Pedron, a implementação da Década do Oceano depende da capacidade de ouvir a ciência e conectá-la às demandas da sociedade. “A construção de políticas públicas mais efetivas passa pelo diálogo entre conhecimento científico, saberes tradicionais, experiências locais e participação social. É dessa convergência que surgem as soluções necessárias para promover um oceano saudável e garantir seus benefícios para as atuais e futuras gerações”, completou. 

As colaborações também ajudarão a preparar a participação brasileira na Terceira Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (ODC27), que será no Rio de Janeiro (RJ), em abril de 2027. 

As oficinas serão estruturadas em sete eixos temáticos:  

  • Conservação e combate à poluição 
  • Observação e monitoramento do oceano e adaptação às mudanças climáticas 
  • Segurança alimentar e pesca sustentável 
  • Economia azul sustentável 
  • Cultura oceânica e justiça, equidade, diversidade e inclusão 
  • Financiamento, cooperação internacional e governança 
  • Infraestrutura de pesquisa e transformação digital 
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Proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017, a Década do Oceano abrange o período de 2021 a 2030 e busca mobilizar o globo em torno de uma agenda comum: a preservação do oceano, uma das maiores fontes de vida da terra. A iniciativa reconhece a ciência como elemento central para compreender os desafios do oceano e orientar a construção de soluções para seu uso sustentável e sua conservação.

Como participar

Os interessados em organizar uma Oficina Livre devem definir tema, formato, data e local da atividade, preencher o formulário de inscrição disponível na plataforma da Década do Oceano no Brasil e aguardar a validação da proposta. Após a aprovação, os organizadores receberão materiais de apoio para divulgação e orientação sobre o envio das contribuições. 

O processo será supervisionado pelo MCTI, por meio da SEPPE, órgão responsável pela coordenação da Década do Oceano no Brasil e pela atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. 

A execução e coordenação operacional das atividades serão feitas em parceria com o Inpo, com apoio da Unesco Brasil e do Comitê Nacional da Década do Oceano, fortalecendo a mobilização nacional e a construção coletiva das contribuições brasileiras para a conferência em 2027. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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