ECONOMIA

Missão brasileira conclui visita produtiva a Nova Délhi

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, completou a missão oficial à Índia, na tarde desta sexta-feira, 17 de outubro.

Nós percebemos um aumento nos investimentos de empresas indianas no Brasil e de empresas brasileiras aqui na Índia, um grande interesse, um interesse crescente. O comércio exterior está crescendo. O ano passado foram 12 bilhões de dólares. Este ano deveremos fechar com 15 bilhões de dólares. A meta é rapidamente chegarmos a 20 bilhões de dólares”

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a visita teve como objetivo buscar oportunidades de aumentar o comércio e os investimentos entre essas grandes economias. Também de aprofundar a cooperação bilateral ao longo dos cinco eixos estratégicos traçados pelos líderes brasileiro e indiano: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança do clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais em áreas estratégicas.

“O presidente Lula pediu para que nós viéssemos aqui à Índia. Ele recebeu o primeiro-ministro [Narendra Modi] em julho no Brasil e virá em fevereiro à Índia. Tivemos uma grande reunião empresarial: empresários indianos e empresários brasileiros. Nós percebemos um aumento nos investimentos de empresas indianas no Brasil e de empresas brasileiras aqui na Índia, um grande interesse, um interesse crescente. O comércio exterior está crescendo. O ano passado foram 12 bilhões de dólares. Este ano deveremos fechar com 15 bilhões de dólares. A meta é rapidamente chegarmos a 20 bilhões de dólares”, disse Alckmin durante coletiva de imprensa que concluiu as atividades da missão em Nova Délhi.

Alckmin comemorou a decisão de negociar a ampliação do Acordo de Preferências Tarifárias Mercosul-Índia como uma das principais realizações anunciadas durante a missão. “Então teremos nos próximos meses um trabalho para ampliar as linhas tarifárias, para fortalecer ainda mais a complementaridade econômica e fazer crescer mais ainda os investimentos”, disse o vice-presidente.

MISSÃO MULTISSETORIAL – A comitiva brasileira foi integrada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Renato Rodrigues de Aguiar Freire, e presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Chamon.

Também por representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos ministérios da Defesa, das Relações Exteriores, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, das Minas e Energia, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, da APEXBrasil, da ANVISA, da Fundação Oswaldo Cruz e da Petrobras.

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REUNIÕES POLÍTICAS – Em Nova Delhi, Alckmin foi recebido pelo vice-presidente da Índia, Chandrapuram Ponnusami Radhakrishnan, e teve reuniões de trabalho com os ministros indianos das Relações Exteriores (Subrahmanyam Jaishankar), da Defesa (Rajnath Singh), do Comércio e Indústria (Piyush Goyal) e do Petróleo e Gás Natural (Hardeep Singh).

COOPERAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA NA ÁREA DE VACINAS – Ainda durante a missão, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou acordo de parceria internacional com a empresa indiana Biological E Limited. O documento estabelece cooperação mútua em pesquisa tecnológica e inovação, com foco em fortalecer as plataformas de vacinas virais e bacterianas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no contexto da cooperação entre países do Sul Global.

MISSÃO POLÍTICA E EMPRESARIAL – A missão teve um componente empresarial importante. Ao longo dos dias 16 e 17, o evento Diálogo Empresarial Brasil-Índia contou com a participação de mais de 250 empresas dos setores de alimentos, bebidas, agronegócio, construção, tecnologia, química e saúde, máquinas e equipamentos, energia e moda. Esse fórum empresarial foi organizado pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty, com o apoio da APEXBrasil e a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI).

Na conclusão do Diálogo, que contou com a presença de Alckmin e Múcio, a CNI e a FICCI anunciaram o lançamento do Fórum de Líderes Empresariais Brasil-Índia, que deve ter a primeira reunião em fevereiro. Durante a cerimônia, o vice-presidente foi acompanhado pelo ministro José Múcio, a diretora de negócios da APEXBrasil, Ana Repezza; o ministro indiano do Comércio e Indústria, Piyush Goyal; o superintendente de relações internacionais da CNI, Frederico Lamego; e o presidente da FICCI, Harsha Vardhan Agarwal.

EMBRAER CONSOLIDA PRESENÇA FORTE NA ÍNDIA – Alckmin também inaugurou o escritório comercial da Embraer na Índia, juntamente com o ministro José Múcio, o ministro da Aviação Civil indiano, Shri Kinjarapu Rammohan Naidu, e o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior. Durante a cerimônia, Alckmin prestigiou a assinatura do acordo estratégico entre a Embraer e a Mahindra Defense Systems, que prevê ações conjuntas para o desenvolvimento e a produção do cargueiro multimissão C-390 Millennium na Índia.

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AVANÇOS CONCRETOS – A missão brasileira à Índia, liderada pelo vice-presidente entre os dias 15 e 17 de outubro em Nova Délhi, resultou em diversos outros avanços concretos, entre eles:

  • Entendimento para expandir o Acordo de Comércio Preferencial entre a Índia e o MERCOSUL.
  • Assinatura de contrato e plano de trabalho entre a Fundação Oswaldo Cruz e a empresa indiana de biotecnologia Biological E Limited, para pesquisa e transferência de tecnologia de vacinas para o Brasil.
  • Anúncio da emissão eletrônica de vistos de negócios pela Embaixada do Brasil em Nova Delhi e pelo Consulado-Geral do Brasil em Mumbai.
  • Anúncio do lançamento de Centro Conjunto Brasil-Índia em Infraestruturas Públicas Digitais (DPI), previsto para ocorrer em Brasília, em 30 de outubro, e o início do projeto-piloto para uso de DPI no Cadastro Ambiental Rural, com apoio técnico do Instituto Internacional de Tecnologia de Informação de Bangalore (IIIT-B) e do Center for Open Societal Systems (COSS).
  • Promulgação, pelo governo brasileiro, do Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) e do Protocolo Alterando a Convenção Destinada a Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre a Renda, ambos firmados com a Índia.
  • Autorização para o Brasil exportar novos produtos de origem animal ao mercado indiano: derivativos de ossos bovinos; e chifres e cascos.

Em 2025, Brasil e Índia celebram 77 anos de relações diplomáticas. Ambos mantêm, desde 2006, uma Parceria Estratégica e cooperam intensamente em fóruns como BRICS, G20 e IBAS (fórum de diálogo e cooperação trilateral entre Índia, Brasil e África do Sul).

DECISÃO POLÍTICA DE APROFUNDAR A PARCERIA ESTRATÉGICA – A missão de Alckmin à Índia deu continuidade à implementação do que foi decidido entre o presidente Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi durante a visita de Estado do líder indiano ao Brasil, em 8 de julho passado. A essa visita, seguiu-se um telefonema entre os dois líderes, em 7 de agosto passado, quando acertaram sobre a missão de Alckmin à Índia e reforçaram a meta de elevar o comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. Também concordaram em iniciar negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia ainda este ano, objetivo que foi realizado esta semana.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

>> Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2026

Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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