TCE MT
Plenário constata equilíbrio fiscal e emite parecer favorável a mais quatro municípios
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Conselheiro-relator, Valter Albano. Clique aqui para ampliar |
O cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais e o bom desempenho fiscal levaram o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) a emitir parecer prévio favorável à aprovação das contas de governo de Bom Jesus do Araguaia, Santa Cruz do Xingu, Luciara e Serra Nova Dourada, referentes ao exercício de 2024. Os processos, relatados pelo conselheiro Valter Albano, foram apreciados na sessão ordinária de terça-feira (14).
Na ocasião, o posicionamento do relator foi acompanhado por unanimidade pelo Plenário. “O contexto macrofiscal e o cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais autorizo a manifestação deste Tribunal pela aprovação dessas contas, embora mantida parte das irregularidades”, destacou em seus votos, que acolheram os pareces do Ministério Público de Contas (MPC).
Sendo assim, considerando que as falhas verificadas não têm potencial para comprometer os balanços, as determinações e recomendações emitidas concentram-se no aperfeiçoamento da gestão contábil e do planejamento. As orientações incluem ainda aperfeiçoamento dos resultados de indicadores de políticas públicas de saúde, meio ambiente, educação e transparência, por exemplo.
Bom Jesus do Araguaia
Sobre o cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais por Bom Jesus do Araguaia, Albano explicou que foram aplicados 26% na educação (mínimo de 25%), 101,8% na remuneração dos profissionais do magistério (mínimo de 70%) e 16,3% na saúde (mínimo de 15%). As despesas com pessoal representaram 38,73% da Receita Corrente Líquida (limite de 54%) e os repasses ao Legislativo ficaram em 6,7% (limite de 7%).
Com o crescimento de arrecadação, a gestão reduziu o nível de dependência em relação às transferências, que passou de 91,6% em 2021, para 87,3% em 2024. “Impõe-se assim, que o município continue a buscar máxima efetividade possível na cobrança e na arrecadação dos tributos de sua competência, com vistas a manter em patamar equilibrado o nível de dependência das transferências correntes”, destacou.
Frente às irregularidades apontadas nos autos, o relator recomendou que a prefeitura adote registros contábeis fidedignos, aprimore a consistência das informações financeiras e evite alterações de grande vulto na Lei Orçamentária Anual (LOA), bem como a elevação do índice de transparência municipal e a consolidação de rotinas administrativas voltadas ao fortalecimento do controle interno.
Santa Cruz do Xingu
Em Santa Cruz do Xingu os investimentos em educação corresponderam a 25,76% da receita, a valorização do magistério a 72,9% e a saúde a 17,1%. As despesas com pessoal representaram 41% da Receita Corrente Líquida, enquanto os repasses ao Legislativo totalizaram 6,4%, todos em conformidade com os parâmetros constitucionais e legais.
Outro ponto positivo destacado no voto do relator foi a recuperação de créditos. “Analisando o saldo da Dívida Ativa no exercício de 2024, verifico que a recuperação de créditos foi de 11,5%, sendo superior à média estadual atualizada de 11,1% e, também, à média de 11% atingida pelos Municípios do Grupo 1 – com população até 5.000 mil habitantes”, acrescentou.
Apesar dos avanços, o conselheiro determinou que o município regularize a divulgação das contas anuais à população dentro do prazo legal e institua rotina mensal de provisões trabalhistas. Entre as recomendações estão a revisão das projeções de receitas e despesas na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), o reforço do controle das fontes de recursos, a melhoria do índice de transparência e o planejamento estratégico integrado.
Luciara
No caso de Luciara, a gestão municipal destinou 27,6% das receitas à educação e 92,7% dos recursos do Fundeb à remuneração dos profissionais da educação básica. Na saúde, foram aplicados 20,5%. As despesas com pessoal atingiram 42% da Receita Corrente Líquida e os repasses ao Legislativo representaram 6,8%.
“Na execução orçamentária, comparando as receitas arrecadadas com as despesas realizadas pelo Município, constato, em 2024, superávit no resultado orçamentário global, considerando todas as fontes de recursos, de R$ 1,5 milhão, levando em conta os Créditos Adicionais abertos/reabertos mediante uso da fonte superávit financeiro apurado no exercício anterior”, afirmou.
Albano orientou que o Executivo adote medidas efetivas de controle das receitas e despesas, com acompanhamento rigoroso dos relatórios de execução orçamentária e gestão fiscal, de forma a prevenir déficits e garantir o equilíbrio das contas públicas. Determinou ainda que a contabilidade municipal implemente o reconhecimento e a apropriação mensal das obrigações trabalhistas, como férias e gratificação natalina.
Serra Nova Dourada
Já em Serra Nova Dourada, foi constatada aplicação de 26,56% das receitas destinadas à manutenção e desenvolvimento do ensino, 73,8% dos recursos do Fundeb na valorização do magistério e 16% em ações e serviços públicos de saúde. As despesas com pessoal representaram 47% da Receita Corrente Líquida e os repasses ao Legislativo totalizaram 5,3%.
“O Poder Executivo apresentou liquidez para pagar suas dívidas circulantes (fornecedores, empréstimos e financiamentos a curto prazo etc.), a dívida consolidada líquida ficou dentro dos limites estabelecidos pela Resolução 40/2001 do Senado Federal, e as operações de crédito observaram o disposto no art. 7º da Resolução 43/2001 do Senado Federal”, ressaltou o conselheiro.
O relator orientou a adoção tempestiva de provisões contábeis mensais, a melhoria do controle de receitas e despesas por fonte e a adoção de planejamento financeiro mais preciso, de modo a evitar déficits pontuais. Também recomendou a elevação do índice de transparência, que apresentou queda em relação ao exercício anterior e o cumprimento rigoroso dos prazos legais para apresentação e publicação das contas.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT – MT
TCE MT
Sérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints
Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso reagiu com ataques após receber críticas em publicação sobre o Portão do Inferno; repercussão negativa tomou conta das redes sociais e postagens acabaram apagadas
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, protagonizou uma cena inusitada e polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo criticando a demora nas obras do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. O que era para ser apenas uma manifestação institucional rapidamente virou um bate-boca público com internautas incluindo ataques direcionados a mulheres.
Nas respostas aos comentários, Sérgio Ricardo abandonou o tom institucional esperado de um chefe de órgão de controle e partiu para o confronto direto, utilizando palavras como “idiota”, “imbecil” e “massa de manobra” contra seguidores que questionaram sua atuação e o momento escolhido para criticar a situação da obra.
Uma internauta comentou:
“Mas vc tava onde quando essa baderna começou hein??? Tá um pouco atraso nessa mídia hein”.
Irritado, o presidente do TCE respondeu:
“Sempre estive defendendo os interesses do povo. E você estava onde? Com certeza escondida atrás dessa imbecilidade que demonstra nesta mensagem. Vai estudar. Deixa de ser idiota ou massa de manobra.”
A resposta gerou ainda mais revolta nos comentários. Diversos seguidores passaram a questionar a postura do presidente da Corte de Contas, alegando incompatibilidade entre o cargo ocupado e o comportamento adotado nas redes sociais.
Outro internauta ironizou:
“Do nada o cara resolveu rodar Mato Grosso”.
Sérgio Ricardo voltou a rebater em tom agressivo:
“Não sou candidato a nada. Não preciso de voto. Estou trabalhando pois é o meu papel. É por causa de gente imbecil igual você que esse estado está desse jeito. Vai procurar o que fazer.”
A repercussão negativa se espalhou rapidamente em páginas políticas e grupos de WhatsApp, principalmente pelo fato de o presidente do TCE ter direcionado ataques a cidadãos comuns e utilizado termos ofensivos contra uma mulher que apenas questionou sua atuação.
Internautas também criticaram o que classificaram como “postura de pré-candidato”, afirmando que Sérgio Ricardo estaria tentando assumir protagonismo político em pautas populares enquanto deixa de agir com a sobriedade exigida pelo cargo que ocupa.
Após a repercussão e o aumento das críticas, publicações e respostas atribuídas ao presidente do TCE passaram a desaparecer das redes, aumentando ainda mais o desgaste do episódio.
Nos bastidores políticos, o caso já é tratado como mais um desgaste de imagem envolvendo agentes públicos que trocam o comportamento institucional por embates pessoais em redes sociais.
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