TECNOLOGIA
Hackaton promovido pelo MCTI resulta em projeto de jogo para combater desinformação em justiça climática
Combate à desinformação em justiça climática. Esse foi o tema do Hackaton promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) durante a IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Dezoito jovens refletiram, compartilharam ideias e propuseram ferramentas de combate às notícias e dados falsos sobre o assunto. Os adolescentes de 14 e 15 anos foram divididos em grupos para, no final, juntarem os trabalhos e entregarem um projeto único.
“Se nós vamos desenvolver políticas públicas para combater as mudanças climáticas, nós também precisamos garantir o combate à desinformação sobre o assunto e a justiça climática. Precisamos garantir que as crianças e os jovens possam nos ajudar nessa tarefa”, disse a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes. O evento começou na segunda-feira (6) e se encerra na sexta-feira (10), em Luziânia (GO).
Natural de uma comunidade quilombola em Adrianópolis (PR), Luan Ferreira, de 14 anos, foi um dos participantes da dinâmica. O grupo dele pensou em um jogo em que o jogador precisa cuidar de uma cidade para que ela seja completamente sustentável e livre de desinformação. À medida que a pessoa passa de fase e cumpre metas, a cidade evolui. “A experiência de aprender mais sobre desinformação e criar toda uma ideia de jogo com meus colegas foi incrível e muito especial para mim”, avaliou o adolescente.
A facilitadora do hackaton Roberta Colácio, que ajudou a coordenar a atividade, conta que a oficina foi um desafio satisfatório. “As crianças puderam interagir bastante e se divertiram aprendendo. O principal, no entanto, foi elas criarem um projeto incrível, superdivertido, inovador, que ensina o jogador a combater a desinformação sobre justiça climática e direito ambiental”, disse.
A CNIJMA foi apenas o começo do hackaton e agora cinco participantes da dinâmica, escolhidos pelo grupo, voltarão para a 22ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCT), de 21 a 26 de outubro, em Brasília (DF). Durante o evento, o grupo deverá apresentar seu projeto para escolas de todo o País.
“Estamos muito animados em desenvolver ainda mais nosso projeto e voltar para apresentar o jogo para escolas de todo o Brasil no fim do mês. As nossas expectativas estão altas”, finalizou o estudante.
CNIJMA
Nesta edição, a CNIJMA tem como tema Vamos Transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática e reúne cerca de 800 participantes, entre alunos, professores, acompanhantes e representantes das Comissões Organizadoras Estaduais (COE) de todo o Brasil.
A conferência é organizada pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea), integrado pelos ministérios da Educação (MEC) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
SNCT
Com o tema Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território, neste ano, a 22ª SNCT vai destacar a importância da preservação dos recursos hídricos e o papel da ciência na adaptação às mudanças climáticas.
O tema desta edição foca na Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Instituída em 2004 por meio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a SNCT acontece anualmente, com coordenação do MCTI. Durante o evento, são reunidas unidades de pesquisa, agências de fomento e entidades vinculadas, comunidade científica, universidades, instituições de ensino, escolas, museus e jardins botânicos, secretarias estaduais e municipais, empresas de bate tecnológica e entidades da sociedade civil.
TECNOLOGIA
MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões
Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação.
Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico.
“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos.
A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou.
Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento
O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário.
As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação.
Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.”
Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises.
Recordes da Lei do Bem
Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País.
Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse.
Lei do Bem fortalece capital humano
Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023.
A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras.
Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional.
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