AGRONEGÓCIO

Ministro Fávaro celebra avanço histórico da integração de municípios ao Sisbi-POA no encerramento do Projeto ConSIM 3

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (24) da cerimônia de encerramento da terceira edição do Projeto ConSIM, realizada em Rio dos Cedros, Santa Catarina.

O evento marcou um avanço histórico para a agroindústria brasileira: em apenas três anos (2023–2025), durante a gestão do ministro Fávaro, foram integrados 1.157 municípios ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), um crescimento de quase 350% em relação ao que havia sido alcançado nos 16 anos anteriores, quando apenas 331 municípios haviam sido integrados.

“Estamos vivendo um momento histórico. O Sisbi amplia as oportunidades dos pequenos produtores, assegura alimentos de qualidade para os consumidores e já alcança mais de 1.400 municípios. Até o próximo ano, queremos chegar a 2.500, fortalecendo a renda no campo e a economia nas cidades, com mais segurança e competitividade para a produção brasileira”, afirmou o ministro Fávaro.

Na ocasião, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, evidenciou o impacto da iniciativa. “Nada supera esta etapa, é um recorde histórico. Em apenas três anos nunca conseguimos incluir tantos municípios juntos em consórcio de ConSIM. Trabalhamos, na gestão do presidente Lula e do ministro Fávaro, para mostrar que essa política pode sim ser inclusiva, garantir desenvolvimento sustentável, com respeito ambiental, respeito social e desenvolvimento econômico”.

Já o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, destacou a relevância do momento. “Estamos diante de um exemplo de Brasil que entrega resultados extraordinários para o nosso país. É impressionante o protagonismo do Ministério da Agricultura, sob a liderança do ministro Carlos Fávaro e de toda a sua equipe. Os números falam por si: representam crescimento econômico, geração de empregos e inclusão social, aspectos fundamentais para o povo brasileiro. O Sebrae, por exemplo, há dois anos e meio era a 20ª marca de maior credibilidade junto à população e hoje ocupa a 4ª posição, um avanço que demonstra a confiança no nosso trabalho”, afirmou.

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Voltado ao fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), o Projeto ConSIM atua em três frentes: qualificação técnica, orientação regulatória às agroindústrias e mobilização de lideranças locais. A adesão ao sistema permite que municípios, estados e consórcios tenham equivalência de inspeção com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), abrindo oportunidades para que agroindústrias familiares alcancem mercados além de seus limites locais.

A 1ª edição do projeto, realizada entre 2020 e 2022, integrou 10 consórcios públicos municipais ao Sisbi-POA, beneficiando 196 municípios em seis estados: BA, MG, MS, PR, SC e RS.

Na 2ª edição, em 2023, foram integrados 25 consórcios públicos municipais em oito estados: BA, MG, MT, PR, RJ, RS, SC e SP, abrangendo 501 municípios.

Já a 3ª edição, que compreendeu o ciclo 2024/2025, resultou na integração de 33 consórcios públicos municipais ao Sisbi-POA, abrangendo 593 municípios de 12 estados: MG, AL, BA, ES, MS, MT, PB, PE, RO, RS, SC e SP.

“É o Estado abrindo portas e garantindo competitividade para a pequena agroindústria”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.

Atualmente, estão incluídos no cadastro-geral do Sisbi-POA 24 estados e o Distrito Federal, 74 consórcios públicos (1.428 municípios) e 60 municípios individualmente integrados, além de mais de 4 mil estabelecimentos cadastrados e 42 mil produtos registrados.

“O segredo dessa ampliação foi a junção de forças. Percebemos que, para um município sozinho, buscar a certificação era caro e difícil. Ao integrar os consórcios municipais e somar a qualificação oferecida pelo Sebrae, com treinamentos e orientações, conseguimos ampliar o alcance e bater todos os recordes”, explicou o ministro Carlos Fávaro.

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Plataforma digital e-Sisbi 2.0

O evento também marcou o lançamento da plataforma digital do e-Sisbi 2.0 que automatizou o processo de integração, desde o cadastro até a análise final. Essa inovação reduz pendências e acelera prazos, permitindo a homologação em tempo recorde dos 33 consórcios agora incluídos.

Projeto SIMples AsSIM – Do pequeno para o Brasil

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro, ao lado do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, lançou o ‘Projeto SIMples AsSIM – Do pequeno para o Brasil’. A iniciativa, fruto da parceria entre o Mapa e o Sebrae, tem como objetivo acelerar a formalização das agroindústrias de pequeno porte e fortalecer os Serviços de Inspeção Municipal (SIM).

O projeto integra inclusão produtiva, segurança alimentar e desenvolvimento econômico local, transformando desafios estruturais em oportunidades de crescimento para a agricultura familiar.

Entregas de máquinas PROMAQ

Também foram realizadas entregas de máquinas e equipamentos por meio do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), iniciativa do Mapa que fortalece a produção local e moderniza as atividades agropecuárias em diversos municípios.

Durante o evento, foram entregues quatro máquinas, representando um total de 13 equipamentos, entre rolos compactadores, retroescavadeiras e tratores, que serão destinados ao estado. O investimento de R$ 5,1 milhões, beneficiará os municípios de Luiz Alves, Paraíso, Sangão, Alfredo Wagner, Santa Terezinha do Progresso, Iomerê, Armazém, Bela Vista do Toldo, Florianópolis, Monte Carlo, Santo Amaro da Imperatriz, Anita Garibaldi e São Miguel do Oeste.

Os equipamentos contribuem para a mecanização agrícola, o aumento da produtividade, a redução de custos de produção e a promoção da sustentabilidade no campo, além de ampliar a qualidade de vida no meio rural, levando infraestrutura a áreas menos assistidas.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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