NACIONAL

MEC apoia redes na formação de professores da alfabetização

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), disponibilizou duas coleções de fascículos e vídeos que podem ser utilizados para apoiar a formação de professores e gestores que trabalham nos anos iniciais do ensino fundamental. O Percurso Formativo de Alfabetização Inicial, disponível na plataforma AVAMEC e no canal do MEC no YouTube, tem sido utilizado em diferentes redes de ensino e instituições de formação em todo o país, ganhando destaque pela qualidade dos materiais e pela contribuição efetiva às práticas pedagógicas. 

Para Lucianna Magri, coordenadora-geral de Formação de Professores da Educação Básica do MEC, “ao disponibilizar materiais de qualidade para as formações, o ministério cumpre seu papel de oferecer assistência técnica qualificada às redes de ensino”. 

Em João Monlevade (MG), as coordenadoras pedagógicas Gilmara Mendes e Poliana Alves destacam que o material foi fundamental para organizar encontros formativos com professores e gestores. “Os vídeos trazem situações reais de sala de aula que se aproximam muito da nossa realidade. Isso ajuda a refletir sobre o que já fazemos e a pensar em novas possibilidades”, explica Poliana. Já Gilmara ressalta que a proposta tem ampliado o repertório pedagógico dos docentes: “Acreditamos que a formação continuada em serviço é o caminho para garantir os direitos de aprendizagem de todas as crianças”. 

Na formação de professores em nível superior, o material também tem sido referência. Para Renata Frauendorf, coordenadora pedagógica do curso de especialização em alfabetização da Universidade Federal do Piauí (UFPI), os fascículos e os vídeos contribuíram para tensionar o debate sobre metodologias de ensino. “As cursistas identificaram no material questões que já enfrentam em suas práticas. Reconhecer essas situações em um documento oficial foi muito potente”, observa. Segundo ela, o percurso formativo ajuda a superar o modelo transmissivo de formação, “ainda muito presente, mas que não valoriza a experiência do sujeito da aprendizagem”. 

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Em São Vicente (SP), a Secretaria Municipal de Educação passou a compartilhar os fascículos e os vídeos do MEC com os professores do 1º e do 2º ano desde junho de 2025. A ação envolve 270 docentes e 45 coordenadores pedagógicos, além de alcançar, de forma assíncrona, cerca de 750 educadores do 1º ao 5º ano no horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC). “Nosso objetivo é aprofundar a reflexão sobre o que significa formar um leitor fluente. Discutimos que ler é atribuir sentido e que a fluência envolve compreensão e autonomia em diferentes contextos comunicativos”, afirma a secretária municipal de Educação, Michelle de Melo Paraguai. 

Já em Mogi Guaçu (SP), a articuladora municipal do CNCA, Mary Aparecida dos Santos Ferreira, aponta que os materiais do MEC responderam a uma necessidade urgente. “Sentíamos falta de conteúdos atualizados e conectados com a realidade da sala de aula. Os textos e os vídeos nos permitem selecionar o que faz mais sentido para cada grupo de professores, do iniciante ao mais experiente”, explica. Para ela, a combinação de fundamentos teóricos e exemplos práticos tem sido essencial para fortalecer a formação: “Ajudam nossos docentes a refletirem sobre a intencionalidade pedagógica e a planejarem melhor suas intervenções em sala de aula”. 

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O Percurso Formativo de Alfabetização Inicial tem se consolidado como ferramenta essencial para a formação inicial e continuada de professores, apoiando redes municipais e instituições de ensino superior no compromisso de garantir o direito à alfabetização de todas as crianças. 

CNCA – O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental e foca a recuperação das aprendizagens das crianças do 3º, 4º e 5º ano afetadas pela pandemia. O CNCA estabelece, entre seus princípios, a promoção da equidade educacional, sendo considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; a colaboração entre os entes federativos; e o fortalecimento das formas de cooperação entre estados e municípios. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MEC abre inscrições para instrutores de práticas restaurativas

O Ministério da Educação (MEC) está com as inscrições abertas para a Formação Nacional de Instrutores de Práticas Restaurativas na Educação. O curso será ofertado a partir de setembro de 2026, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Para participar da formação, os interessados devem preencher o formulário de inscrição até 17 de agosto de 2026.

As práticas restaurativas são formas de lidar com conflitos e danos por meio do diálogo, da escuta qualificada e da construção conjunta de soluções. Em contraposição a abordagens exclusivamente punitivas, elas buscam compreender as causas dos conflitos, reparar os impactos causados e fortalecer as relações entre as pessoas e a comunidade, contribuindo para uma convivência mais respeitosa e colaborativa.

A iniciativa integra as ações do Programa Escola que Protege (ProEP) e tem como objetivo formar profissionais capazes de atuar na qualificação e na multiplicação das práticas restaurativas nas redes públicas de ensino. A formação busca fortalecer a prevenção das violências nas escolas, a promoção da convivência escolar e a resolução pacífica de conflitos.

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Podem se inscrever servidores públicos da educação que possuam certificação como facilitador de Círculos de Construção de Paz e Justiça Restaurativa e experiência, preferencialmente no contexto educacional.

O curso será ofertado pela UFS, na modalidade on-line, com encontros semanais, distribuídos em quatro turmas. As duas primeiras ocorrerão entre setembro e dezembro de 2026, e as duas últimas, entre janeiro e abril de 2027.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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