POLÍTICA NACIONAL

CPMI do INSS: Senadores cobram acesso a visitas de investigados ao Senado

Durante a primeira parte da reunião da CPMI do INSS nesta quinta-feira (18), parlamentares cobraram do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informações sobre visitas ao Senado de pessoas ligadas às fraudes contra beneficiários da Previdência Social. Os requerimentos, aprovados no início do mês, solicitam imagens de câmeras internas e registros de entradas em portarias e gabinetes. Os parlamentares querem reastrear as visitas de Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de “Careca do INSS”.

Segundo Viana, a Advocacia do Senado já emitiu nota esclarecendo que o pedido por informações dos gabinetes não pode ser atendido porque envolve dados pessoais de terceiros o que, infringiria artigos de legislações como a Lei de Acesso à Informação e a Lei Geral de Proteção de Dados. Já quanto ao registro de entradas nas portarias do Senado, Viana informou que ainda não houve resposta.

 — Todos os requerimentos aprovados por esta comissão sobre entradas e saídas dos envolvidos nesta Casa, na Câmara dos Deputados, a questão das visitas, todos foram encaminhadas à presidência do Senado — afirmou.

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O senador Jorge Seif (PL-SC) classificou a decisão como “inexplicável” e disse que pode requisitar judicialmente as imagens.

— Existe hoje uma consternação nacional. O que foi conversado entre o “Careca do INSS” com deputados e senadores é sigilo funcional, eu não tenho nada a ver com isso, mas quem andou nas nossas Casas, sim. Nós podemos acabar incluídos como omissos se nos calarmos diante do sigilo de imagens de um criminoso que assaltou os nossos aposentados e pensionistas.

A questão também havia sido levantada durante a sessão do Plenário de quarta-feira (17), pelos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Novo-CE). 

— Eu apelo a Vossa Excelência, em nome da honradez desta Casa, [para] que tenhamos a possibilidade de acessar o sigilo de quem adentrou a gabinete de parlamentares. Hoje há um manto de desconfiança sobre o conjunto de senadores e deputados. Temos pessoas que, ao conversarem com parlamentares, não significa, que foi perpetrado crime, mas é um indício de que houve alguma situação que há necessidade de se esclarecer — argumentou Marinho. 

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Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou a decisão da Advocacia do Senado sobre o assunto, afirmando que ela preserva a “inviolabilidade”. Ele deu um exemplo para demonstrar o quanto a questão pode se tornar sensível e levantar ainda mais dúvidas. 

— O parlamentar tem as prerrogativas da proteção do mandato e o Senado tem que garantir. Se o cidadão pára na portaria e avisa: “Eu vou para o gabinete [de um senador]”, e for para o gabinete [de outro senador], o que é que vai prevalecer: o que ele disse na portaria ou o que ele fez? Tem muitos questionamentos em relação a esse tipo de informação sensível.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto obriga bancos a oferecerem a clientes idosos validação de transações por pessoa de confiança

O Projeto de Lei 1453/26 obriga as instituições financeiras a disponibilizarem, de forma gratuita, um mecanismo de autenticação em dois fatores assistida para clientes com idade igual ou superior a 60 anos.

O texto em análise na Câmara dos Deputados explica que o mecanismo consistirá na exigência de confirmação adicional por uma pessoa de confiança, indicada pelo idoso, para autorizar operações financeiras.

A medida será facultativa, e o cliente poderá personalizar regras para o sistema. Além disso, a pessoa de confiança não terá acesso à movimentação financeira do idoso, limitando-se exclusivamente a validar ou rejeitar as transações solicitadas.

“O ambiente digital ampliou a exposição a fraudes, golpes e práticas abusivas, fenômeno que atinge com especial gravidade a pessoa idosa”, disse o autor do projeto, Lucas Abrahao (Rede-AP), atualmente na suplência.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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