MATO GROSSO
Comunidade Barra do Bari celebra a tradição e a cultura ribeirinhas em festa aberta ao público
A comunidade da Barra do Pari, em Cuiabá, celebra a tradição e a cultura ribeirinha na primeira edição da “Festa do Pari”, que ocorre nesta sexta-feira (19.9), a partir das 16h. Com entrada gratuita e aberta ao público, o evento conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) via emenda parlamentar.
A programação será realizada na praça em frente à Igreja de São Benedito, espaço tradicional para os moradores da região. O Campo Estrela, tradicional ponto de encontro dos moradores, será um dos espaços de destaque da Festa, com atividades culturais e esportivas.
Haverá feira gastronômica com pratos regionais, exposição de artesanato, apresentações culturais e shows musicais. Entre as atrações confirmadas estão os cantores Matheuzinho, Douglas Cabral e Henrique Maluf, além de quadrilhas juninas e manifestações folclóricas.
Como parte da iniciativa, também será promovida uma ação de limpeza nos arredores da comunidade, reforçando a importância da preservação ambiental e da revitalização dos espaços públicos.
A história da região
A Barra do Pari é uma das comunidades mais tradicionais de Cuiabá e remonta a 1880, quando o padre Ernesto Barreto adquiriu uma faixa de terras no alto do rio Cuiabá, dando origem à comunidade e à famosa lenda do Minhocão do Pari.
Localizada entre os bairros Santa Isabel e Santa Amália, a região preserva um jeito interiorano, marcado pela simplicidade, pela boa gastronomia e por histórias que atravessam gerações. Entre elas está a lenda do “Minhocão do Pari”, um ser mítico que, segundo os moradores mais antigos, habitava as águas do rio e até hoje faz parte do imaginário local.
Além do Minhocão, outras lendas também compõem o repertório cultural da comunidade, como a da sucuri que vivia em uma lagoa próxima e a do negrinho que surgia nas pedras do rio. Esses relatos foram eternizados na música Saranzeiro Velho, do compositor pantaneiro Guapo, reforçando o elo entre memória e cultura popular.
Com a realização da festa, a comunidade da Barra do Pari espera que o local ganhe mais conhecimento da população cuiabana e se firme como um reduto cultural e histórico da Capital.
Serviço / Festa do Pari
Quando: sexta-feira (19.9), a partir das 16h
Onde: Comunidade Barra do Pari
(Rua 1, 291, Santa Amália, Cuiabá)
Acesso: Gratuito
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais neste sábado (10)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.
Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
Fonte: Governo MT – MT
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