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CCJR aprova projetos sobre fiscalização ambiental e energia trifásica no campo

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso analisou 22 proposições durante reunião ordinária realizada nesta terça-feira (9), sendo 19 projetos de lei, um projeto de resolução, uma proposta de emenda constitucional e um veto total.

Na ocasião, os deputados Eduardo Botelho (União), Fabio Tardin (PSB), Diego Guimarães (Republicanos) e Sebastião Rezende (União) aprovaram pareceres favoráveis a 18 matérias e contrários a duas, bem como a redação final do Projeto de Lei 1007/2025 e a derrubada do Veto Total 97/2025.

A votação acerca do veto terminou empatada na reunião da semana passada. Nesta terça, o deputado Diego Guimarães definiu o resultado, votando contra o parecer do relator, deputado Sebastião Rezende, que defendeu a manutenção do veto.

O Veto Total 97/2025 foi aposto ao Projeto de Lei 785/2024, que dispensa a obrigatoriedade de apresentação de Certidão Negativa de Débitos Federais (CND) para fins de celebração de convênios de repasse de recursos financeiros, efetuados pelo estado de Mato Grosso, destinados ao custeio e manutenção de Hospitais Filantrópicos.

Entre as matérias com parecer favorável aprovado pelos deputados presentes, está o PL 1358/2023, nos termos do Substitutivo Integral nº 01, que veda em regra, a destruição ou inutilização sumária de bens móveis apreendidos nas operações realizadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), sem a existência do devido processo legal, contraditório e ampla defesa.

O relator do projeto, Diego Guimarães, afirmou que a destruição de bens móveis ou imóveis apreendidos em operações de órgãos ambientais é injusta, uma vez que o crime ainda não foi comprovado. “A aplicação de qualquer punição só pode ocorrer depois do julgamento, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. A legislação federal prevê a inutilização de objetos de possíveis crimes ambientais, mas determina que isso seja uma medida excepcional. O grande problema é que a Sema e o Ibama vinham fazendo isso constantemente”, declarou.

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O parlamentar reconheceu a possibilidade de conflito com a norma federal e lembrou que a Lei 12.295/2023, que estabelecia procedimentos para a aplicação da medida cautelar de destruição ou inutilização de bens advindos de operações ambientais, foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O presidente da CCJR, Eduardo Botelho, defendeu que os equipamentos apreendidos sejam reaproveitados por prefeituras e agricultores familiares. “Muitas vezes a pessoa é um pequeno empresário, um pequeno produtor. Nós temos várias situações. Por exemplo: tem muita gente que aluga o equipamento, a pessoa leva o equipamento para lá e aí a Sema chega e já vai destruindo. Não dá direito de defesa, não dá possibilidade de a pessoa reclamar e também não dá oportunidade para a utilização desse equipamento em outras áreas que precisam”, ressaltou.

O Projeto de Lei 1857/2024 também foi discutido durante a reunião. Apresentado por Diego Guimarães, o PL cria o Programa MT Trifásico, para expansão da rede elétrica trifásica nas áreas rurais de Mato Grosso. O parlamentar afirmou que a rede elétrica de Mato Grosso é antiga e não consegue atender à demanda atual; e que o desenvolvimento do estado depende da logística de energia.

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“As contrapartidas exigidas para fazer uma rede de energia trifásica tornam o processo extremamente caro, não sendo autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, já que todo esse custo acaba sendo refletido na tarifa. Então, nós queremos que o governo do estado entre com o aporte para poder constituir esse programa MT Trifásico. A Energisa entra com uma parte do recurso e o governo do estado entra com outra parte, podendo atender todas as demandas que nós temos hoje paralisadas, inclusive em regiões que impedem o crescimento desse estado”, argumentou.

O deputado Eduardo Botelho defendeu que a renovação do contrato com a concessionária de energia elétrica seja condicionada a mais responsabilidades, principalmente em relação às tarifas.

“Mato Grosso tem hoje uma das energias mais caras do país. A energia é vital para todos e é o produto essencial para as indústrias. Nós precisamos achar uma forma de diminuir esse custo, e eu acho que a privatização e a renovação de contrato têm que levar isso em conta”, concluiu.

Também tiveram pareceres favoráveis aprovados os projetos de lei 201/2023, 249/2023, 127/2024, 650/2024, 319/2025, 695/2025, 846/2025, 28/2025, 1222/2025, 1362/2025, 1123/2024, 992/2025 e 1195/2025; bem como a Proposta de Emenda Constitucional 3/2025 e o Projeto de Resolução 764/2025. Foram aprovados ainda pareceres contrários aos PL’s 71/2025 e 1671/2024.

Fonte: ALMT – MT

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Gisela e Pivetta defendem política voltada ao serviço público e às pessoas

Candidata a vice-governadora afirma que atuação política deve resultar em melhorias na saúde, infraestrutura e qualidade de vida da população

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) se emocionou ao falar sobre sua trajetória e o significado de ocupar atualmente uma posição na disputa majoritária ao lado do candidato ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração ocorreu durante uma reunião em Cuiabá que reuniu voluntários do Rotary, Lions Club e presidentes comunitários em uma agenda de apoio à chapa.

Durante o encontro, Gisela relatou que, ao longo da campanha, conversou com meninas de regiões periféricas e famílias de baixa renda que disseram enxergar nela uma representação e também manifestaram o desejo de ocupar espaços de decisão política no futuro.

“Quando estou aqui, onde hoje me encontro, em uma campanha majoritária, candidata a vice, ao lado de Pivetta, sim, eu me emociono. Principalmente, quando meninas da nossa periferia, de baixa renda, me dizem: eu também quero estar aí, você me representa”, afirmou.

A candidata relacionou sua trajetória ao voluntariado. Segundo a publicação, Gisela cresceu em uma família ligada ao Rotary e, ainda criança, acompanhou, em 1990, a posse do pai, Amilton Ribeiro de Souza, conhecido como “Mitu”, na presidência do Rotary Club de Várzea Grande-Cristo Rei.

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Para Gisela, essa experiência contribuiu para sua visão de que a política deve estar associada à prestação de serviços à população. Ela afirmou que decisões políticas têm reflexos diretos em situações cotidianas, como pavimentação de ruas, preço do gás e atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não podemos perder de vista que estamos aqui para servir os outros e não para sermos servidos. A política, para mim, é coisa séria. É um lugar onde os mais simples e as pessoas mais carentes dependem dela para viver”, declarou.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela possui trajetória de mais de duas décadas no Procon e também teve atuação na Câmara dos Deputados em pautas relacionadas ao enfrentamento da violência de gênero. Em agosto, passou a integrar a chapa de Pivetta como candidata a vice-governadora, conforme relatado pela publicação. 

Na área social, Gisela defendeu que uma eventual nova administração seja avaliada não apenas pelos indicadores econômicos, mas também pela capacidade de fazer com que investimentos e desenvolvimento cheguem à população mais vulnerável.

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Ela citou a necessidade de garantir o funcionamento do SUS e a redução das dificuldades enfrentadas por pessoas que não possuem condições financeiras para buscar atendimento particular.

A chapa também apresenta propostas voltadas às mulheres. Segundo o material divulgado, Pivetta e Gisela defendem medidas relacionadas à proteção, oportunidades, autonomia, saúde e dignidade.

No encontro, a candidata ainda afirmou que a população deve observar a trajetória e as propostas dos candidatos antes de definir o voto, especialmente em relação à administração do orçamento público e à definição de prioridades.

“Mato Grosso já demonstrou sua capacidade de produzir, investir e gerar riqueza. O desafio agora é fazer com que essa prosperidade não permaneça restrita aos indicadores econômicos ou aos setores que já conseguem capturá-la, mas alcance também os mais vulneráveis, os municípios, as periferias e as famílias que dependem diretamente da qualidade dos serviços públicos”, diz a manifestação atribuída à chapa. 

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