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Deputada Janaina Riva é a convidada do 5º episódio do programa Parlamento, na TVAL

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A deputada Janaina Riva (MDB) é a entrevistada do quinto episódio do Programa Parlamento, da TV Assembleia, (canais 30.1 em Cuiabá/VG e 9.2 no interior), que vai ao ar neste sábado (6), às 13h. A nova atração estreou no dia 9 de agosto, em celebração aos 190 anos da Casa de Leis.

Única mulher eleita para a 20ª legislatura do Parlamento mato-grossense e com o maior número de votos entre os deputados estaduais, Janaina Riva tem a política em seu DNA. Filha do ex-deputado estadual José Riva, ela citou, em entrevista à jornalista Jana Gahyva, algumas lembranças marcantes que carrega em sua memória.

Ao mesmo tempo em que considera uma honra ser a única mulher atualmente no Parlamento, Riva lamentou a baixa representatividade feminina. Destacou ainda a importância da articulação política para viabilizar a aprovação de projetos e apontou como suas principais bandeiras o combate à violência contra mulheres e crianças, bem como a defesa de seus direitos.

A parlamentar avaliou como positivo o avanço da comunicação entre o Poder Legislativo e a população, bem como a adoção, ao longo dos anos, de mecanismos de transparência, que alçou a ALMT ao posto de uma das Assembleias mais transparentes do Brasil. Por outro lado, afirmou que a Casa de Leis precisa se tornar cada vez mais independente e representativa, especialmente para que mais mulheres ocupem espaços de decisão.

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“Nosso objetivo é fortalecer a Assembleia cada vez mais, porque quanto mais independente ela for, melhor será para a população. As leis aprovadas pelos deputados representam o desejo do povo e não podem deixar de ser cumpridas. Precisamos fortalecer a atuação dos parlamentares, para que Assembleia, o Executivo e o Judiciário caminhem juntos, de forma igualitária”, disse.

Foto: Reprodução/TVAL

No episódio, Janaina Riva conta ainda quem foram suas inspirações políticas, os desafios que enfrenta no dia a dia para conciliar os papéis como deputada estadual, esposa e mãe, quais foram seus principais aprendizados na ALMT e quais os seus planos futuros na política.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Medeiros ataca STF, mas poupa Alcolumbre, que segura impeachment de Moraes e desagrada ala conservadora bolsonarista

Candidato ao Senado endurece discurso contra ministros do Supremo, mas evita confronto com presidente da Casa responsável pelo andamento dos pedidos de impeachment; esposa do deputado está lotada na estrutura da Presidência do Senado desde 2019

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O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) tem elevado o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF), cobrando uma reação mais firme do Congresso e defendendo medidas contra integrantes da Corte. O discurso, porém, encontra um contraste quando as cobranças chegam ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Alcolumbre ocupa posição central nesse debate porque cabe à Presidência do Senado decidir sobre o encaminhamento dos pedidos de impeachment contra ministros do STF. A resistência ao avanço do impeachment de Alexandre de Moraes tem provocado críticas de integrantes da ala conservadora e bolsonarista.

Medeiros, entretanto, direciona seus ataques principalmente ao Supremo e não adota contra Alcolumbre o mesmo tom utilizado para criticar os ministros da Corte.

O contraste ganha outro ingrediente político. Ruth Shizue Yamamoto Medeiros, esposa do parlamentar, é servidora efetiva da Prefeitura de Rondonópolis e, segundo os registros apresentados, está cedida ao Senado Federal desde 2019, onde atua na estrutura da Presidência da Casa.

Dados do Portal da Transparência municipal reproduzidos na publicação apontam que Ruth ingressou no serviço público em abril de 2002, ocupa o cargo de especialista em saúde e mantém vínculo ativo com o município. O sistema registra remuneração bruta de R$ 16.989,58 e jornada de 30 horas semanais.

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A cessão ao Senado teve início em 2019, mesmo ano em que Medeiros assumiu seu primeiro mandato como deputado federal. Segundo as informações apresentadas, Ruth passou a trabalhar na estrutura da Presidência do Senado durante a primeira gestão de Davi Alcolumbre.

A servidora permaneceu na estrutura durante o período em que Rodrigo Pacheco presidiu a Casa e, atualmente, com Alcolumbre novamente no comando, aparece nos registros citados como Ajudante Parlamentar Júnior (AP-01), lotada na Presidência do Senado Federal.

PRESSÃO BOLSONARISTA

A postura de Medeiros contrasta com a de outros integrantes do campo bolsonarista. Conforme o material apresentado, Flávio Bolsonaro já responsabilizou diretamente Alcolumbre pela falta de avanço do impeachment de Alexandre de Moraes, afirmando que o Senado não estaria fazendo sua parte.

Medeiros segue caminho diferente. Embora faça críticas contundentes ao STF — chegando a afirmar que a Corte teria virado uma “casa da mãe Joana”, o deputado já fez declarações públicas de confiança em Alcolumbre.

Em discurso na Câmara citado na publicação, Medeiros afirmou acreditar que, pela experiência, Davi Alcolumbre poderia “restabelecer o equilíbrio no País”.

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Alcolumbre, por sua vez, já se posicionou publicamente contra a utilização do impeachment como resposta aos conflitos institucionais envolvendo o Supremo.

É justamente nesse ponto que discurso e prática passam a ser confrontados: Medeiros cobra uma reação contra o STF e busca identificação com o eleitorado conservador, mas evita direcionar a mesma pressão ao presidente do Senado, que detém poder político sobre o andamento dos pedidos de impeachment.

A situação funcional da esposa do parlamentar, isoladamente, não representa irregularidade. O elemento político está na relação mantida com a estrutura da Presidência do Senado e no contraste com o discurso adotado pelo candidato.

Em plena campanha ao Senado, Medeiros terá de explicar ao eleitorado conservador por que dispara contra o STF, mas preserva Alcolumbre justamente quando uma parcela importante da base bolsonarista cobra do presidente do Senado o avanço do impeachment de Alexandre de Moraes.

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