NACIONAL
Mais de 56 mil perícias foram realizadas em 2025 no formato de mutirão
De janeiro a agosto deste ano a Perícia Médica Federal já realizou mais de 56 mil perícias em formato de mutirão em todo o Brasil. Os dados foram apresentados em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), nesta quinta-feira, em Brasília. O colegiado também retomou o grupo de trabalho do consignado, que deve construir uma metodologia definitiva para a definição do teto dos empréstimos consignados do INSS.
Segundo os dados apresentados pelo secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, a Perícia Médica Federal já realizou em 2025 (janeiro a agosto) 56.387 perícias. A maior parte dos atendimentos ocorreu no Maranhão: 6,7 mil. No Ceará e na Bahia foram 6,2 mil perícias. No Rio de Janeiro foram 4,7 mil. Em 2024, foram 47.634 perícias e em 2023, 14.296.
O secretário também levou aos conselheiros um relatório com a distribuição dos 500 novos peritos médicos que foram aprovados em concurso público. A maior parte dos profissionais vai trabalhar no Ceará: serão 60 novos peritos para o estado. Em seguida, vem Maranhão, com 50 novos médicos peritos. Pernambuco vem em seguida com 39 médicos. Bahia terá 37.
“Tanto nos mutirões quanto na alocação dos novos peritos buscamos priorizar as regiões que mais precisam. Onde o tempo de espera é mais elevado, onde há poucos médicos e onde os segurados ainda precisam de deslocar a grandes distâncias para ter atendimento”, disse Portal.
CNPS
O Conselho Nacional de Previdência Social é órgão superior de deliberação colegiada, integrante da estrutura do Ministério da Previdência Social. Tem por função estabelecer diretrizes gerais, participar, acompanhar e avaliar sistematicamente a gestão previdenciária, bem como apreciar as decisões de políticas aplicáveis à Previdência Social.
NACIONAL
Nova CNH gera economia de R$ 9,6 bilhões para motoristas em oito meses
Mudanças nas regras reduziram custos e tempo para obtenção e renovação da carteira; medidas incluem digitalização, cursos gratuitos e renovação automática para bons condutores
As mudanças recentes nas regras para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já proporcionaram uma economia estimada de R$ 9,6 bilhões aos motoristas brasileiros em apenas oito meses. Os dados foram divulgados pelo Ministério dos Transportes nesta quinta-feira (10).
Segundo a pasta, o custo médio para obtenção da habilitação na categoria AB, que permite dirigir carros e motocicletas, passou a ser de aproximadamente R$ 1.256, uma redução de cerca de 50%. Além da economia financeira, o tempo médio necessário para conseguir a carteira também diminuiu 30%.
As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no fim de 2025 e alteraram de forma significativa o modelo tradicional de formação de condutores. Entre as mudanças está o fim da obrigatoriedade de realização de aulas exclusivamente em autoescolas.
Com a alteração, os candidatos podem realizar a preparação teórica por meio de cursos digitais gratuitos e fazer as aulas práticas com instrutores autônomos credenciados. De acordo com o Ministério dos Transportes, houve aumento de 12% na realização dos cursos teóricos após a implementação das novas regras.
Outra mudança foi a redução da carga mínima de aulas práticas. O número, que anteriormente era de 25 horas, caiu para apenas duas horas. Também houve revisão de exigências consideradas burocráticas. Apesar das alterações, continuam obrigatórios os exames médicos, as provas teórica e prática e o registro biométrico dos candidatos.
O novo modelo também trouxe mudanças para a renovação da habilitação. Motoristas considerados bons condutores, sem infrações recentes e cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores, passaram a ter direito à renovação automática e gratuita em determinadas condições.
Segundo o Ministério dos Transportes, foram realizadas 1,7 milhão de renovações automáticas, resultando em uma economia de aproximadamente R$ 1,44 bilhão para os condutores.
A procura pela habilitação também cresceu. Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 7,3 milhões de requerimentos, alta de 216% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2,3 milhões. Para o governo, o aumento está relacionado à redução dos custos e à maior facilidade para emissão da CNH.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o conjunto de medidas reduziu de maneira significativa o custo para obter a primeira habilitação, que historicamente representa uma barreira de acesso, principalmente para a população de menor renda.
As mudanças, porém, também provocaram críticas de entidades ligadas ao setor de autoescolas. As organizações apontam possíveis riscos à qualidade da formação dos novos motoristas e defendem a manutenção de exigências mínimas mais rigorosas.
O governo, por outro lado, argumenta que a padronização dos exames e a manutenção das provas obrigatórias garantem a segurança necessária durante o processo de habilitação.
Nos primeiros meses de implementação, apenas 13,2% dos novos habilitados realizaram as aulas práticas com instrutores autônomos. O Ministério dos Transportes informou ainda que houve redução de 77% nos registros de infrações entre novos condutores.
As medidas fazem parte de uma estratégia de modernização e redução da burocracia no processo de habilitação, com foco na diminuição dos custos para os motoristas e na ampliação do acesso à CNH.
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