SAÚDE

Projeto promove participação social na atenção à saúde do homem no SUS

O projeto Participação Social na Atenção à Saúde do Homem: formação e qualificação das instâncias de controle social para fortalecimento da Pnaish no SUS começou nesta quarta-feira (27) em Recife (PE). A agenda vai até amanhã (28) para o público pernambucano e, em seguida, percorrerá as outras 26 unidades da Federação.

A iniciativa faz parte de uma ação estratégica para aproximar e consolidar as diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem (Pnaish) entre setores da sociedade civil, como os de controle social, participação popular e representantes dos movimentos  sociais. O projeto também pretende identificar nos territórios as principais necessidades e dificuldades para implementar os eixos temáticos da política.

O coordenador de Atenção à Saúde dos Homens do Ministério da Saúde, Celmário Brandão, destaca que, entre 2015 e 2022, apenas 26,1% dos atendimentos individuais na atenção primária do SUS eram relativos ao sexo masculino, na faixa etária de 20 a 59 anos. “É necessário discutir os modos como os homens são socializados e educados, pois isso afeta profundamente a própria saúde e a vida daqueles que os cercam. É importante divulgar a Pnaish para toda a sociedade civil, tendo em vista sua expansão e a qualificação por meio do engajamento dos movimentos sociais”, reforça.

Leia Também:  Agora Tem Especialistas: Ministério da Saúde reconhece a urgência de ampliar o atendimento especializado à população no SUS

As taxas de internações por condições que poderiam ser resolvidas na atenção primária à saúde são majoritariamente superiores na população masculina. A  mortalidade por condições crônicas também é maior, e 76% das hospitalizações por causas externas são de homens. “Esperamos não apenas ampliar o acesso e o acolhimento dos homens, diminuindo os índices de morbimortalidade dessa população, mas também contribuir para reflexões importantes sobre iniquidades de gênero em nossa sociedade”, ressalta o coordenador.

Depois de Recife, a próxima capital a oferecer a oficina será o Rio de Janeiro. O número de vagas para participar das oficinas é limitado, e o critério para seleção de participantes vai considerar a inserção em movimentos sociais, em conselhos e em​ ações afirmativas.

Sobre a Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem (Pnaish)

A Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem (Pnaish), criada em 2009, promove espaços de formação e de diálogo entre diferentes setores e a participação social em torno das masculinidades, do acesso e dos cuidados à população masculina, construindo estratégias mais sensíveis às singularidades dos sujeitos. Os eixos estratégicos da Pnaish são:

  • acesso e acolhimento;
  • saúde sexual e saúde reprodutiva;
  • paternidade e cuidado;
  • doenças prevalentes na população masculina; e
  • prevenção de violências e acidentes.
Leia Também:  Ministério da Saúde firma acordo com a ImpulsoGov para impulsionar soluções digitais na Atenção Primária

Saiba mais sobre Saúde do Homem

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

SAÚDE

Presente em todos os municípios brasileiros, em muitos casos o SUS é porta de acolhimento às vítimas de violência

O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, do Governo Federal, completa 100 dias em vigência em todo o território nacional. Para celebrar a data, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário participaram de uma cerimônia, na manhã desta quarta-feira (20/5), no Palácio do Planalto. Sob o compromisso “Todos por Todas“, o Comitê Gestor deste plano, que tem a participação do Ministério da Saúde, apresentou os avanços das ações com destaque para medidas de prevenção e ampliação da rede de proteção e responsabilização de agressores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou projetos de lei que criam o Cadastro Nacional de Agressores; ampliam as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima; endurecem medidas contra criminosos que continuam ameaçando mulheres mesmo após a prisão; e reduzem burocracias para acelerar a efetivação de medidas protetivas e decisões judiciais.

“Estamos no começo de uma luta. Em 100 dias, nós fizemos mais nesse país, do que tudo que foi feito antes do Pacto Nacional. O que estamos provando aqui é que o silêncio e omissão não ajudam. O que estamos percebendo é que quando o Estado mostra que ele está cumprindo com as suas obrigações, as pessoas passam a confiar e quando as pessoas começam a confiar, elas passam a denunciar”, afirmou o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia Também:  Ministério da Saúde investe R$ 25,4 milhões para fortalecer a assistência farmacêutica em 428 municípios

Presente em todos os 5.569 municípios do Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atua como a rede pública capilarizada de cuidado, com estratégias voltadas ao cuidado integral à saúde das mulheres. Para o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, as ações do enfrentamento ao feminicídio contam com a força do SUS.

“A atuação da saúde é estratégica porque muitas vezes o SUS é a porta de entrada dessas mulheres para o atendimento, permitindo identificar precocemente situações de violência, garantir acolhimento humanizado, cuidado integral, apoio em saúde mental e articulação com a rede de proteção social, justiça e segurança pública. Ao fortalecer a vigilância, integrar dados e ampliar a atuação territorial das equipes de saúde, o SUS ajuda a proteger mulheres, interromper violências e salvar vidas.”, explicou o ministro em exercício.

Teleatendimento

Uma ação conduzida pelo Ministério da Saúde é o teleatendimento especializado em saúde mental, com acolhimento, escuta qualificada, orientação e encaminhamento articulado à rede de proteção social. A oferta de teleatendimento em saúde mental para mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial pelo SUS teve início no mês de março em duas capitais: Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) e chega às cidades com mais de 150 mil habitantes ainda neste mês.

O público prioritário inclui mulheres em situação de violência doméstica, mulheres negras, indígenas, rurais, migrantes, com deficiência e população LBTIA+. O acesso ao serviço é realizado de forma articulada e acessível: as mulheres são orientadas e encaminhadas nas unidades da Atenção Primária à Saúde (APS), como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e serviços da rede de proteção – ou podem buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Leia Também:  Ministério da Saúde realiza Dia D de vacinação contra a gripe neste sábado (10)

Reconstrução dentária no SUS

As mulheres vítimas de violência têm acesso à reconstrução dentária no SUS, incluindo tratamento odontológico integral e gratuito. O Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica integra o Brasil Sorridente e oferece próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos, com foco no atendimento humanizado para as pacientes.

O programa conta com o reforço de 500 impressoras 3D e scanners para as Unidades Odontológicas Móveis (UOM) distribuídas em todo o país. Após dez anos sem entregas, o Ministério da Saúde distribuiu 400 novos veículos em 2025 e, até o fim deste ano, serão 800 unidades a mais em circulação no país. Isso representa um crescimento de mais de 400% na oferta deste serviço no SUS em relação a 2022.

Confira os anúncios realizados em março para a Saúde da Mulher

Priscila Viana
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA